quarta-feira, 28 de março de 2012

Homus - pasta de grão de bico

Humos é uma pasta de grão de bico de origem libanesa. Ele é muito nutritivo, rico em fibras, proteínas, gordura moni insaturada e ferro (fonte wikipédia).

A sua preparação é essencialmente grão de bico cozido e processado juntamente com purê/pasta de gergelim (tahine). Ele é temperado com suco de limão, azeite de boa qualidade, alho, cominho e páprica.

Eu servi o meu no jantar (que foi na linha sem carne), um prato frio, leve, mas não menos nutritivo, e perfeito para o verão. Mas pode ser entrada ou petisco para quem quiser. Lembrando que ele alimenta bastante, então não precisa exagerar na quantidade.


Para o preparo, usei: 
400g de grão de bico já cozido e sem a pele (usei um vidro de grão de bico em conserva)
3 colheres de sopa de pasta de gergelim (tahine)
suco de 1 limão
3 dentes de alho em conserva de azeite de oliva (ver receita aqui)
azeite de oliva (umas 4 colheres de sopa)
1 pitada de cominho
1 pitada de sal

Começar processando o grão de bico com o suco de limão. Bater bastante, até ficar uma pasta fina. Misturar o resto dos ingredientes e processar mais um tempo. Verificar o tempero (use pouco, depois aumenta de acordo com o seu paladar).
O homus se serve em entrada, com pão pita grelhado e legumes. Eu usei cenoura crua em bastões, tomate cereja, rabanete, alface e pão pita. Como eu tinha em casa um resto de kani kama, usei também, mas foi por puro improviso.


Esse é o pote de pasta de gergelim libanesa, que eu comprei numa loja de produtos árabes.


Uma mesa pra lá de saudável e colorida!

terça-feira, 27 de março de 2012

Risoto de tomate e queijo feta

Eu sou apaixonada por queijo fortes, principalmente de cabra e de ovelha. Tanto pela textura, que eu acho incomparável com os queijo frescos de leite de vaca, quanto pelo sabor potente. O queijo feta, como queijo de ovelha fresco, tem um sabor bem potente. E combina perfeitamente com um risoto de tomate, mais ácido, dando um toque bem cremoso.


Procurando receitas de risoto, encontrei esta daqui, Risotto tomate et feta.

Esse risoto ficou uma coisa linda logo que foi feito! Mas, como dizem (e é a pura verdade), risoto se serve imediatamente, não presta se for requentado. A prova está nessa foto. Não pude tirar a foto no dia que o risoto foi feito, tirei no dia seguinte, quando o esquentei para o almoço... uma pena. O arroz se quebra todinho, o efeito cremoso e brilhoso se perde. Enfim, fica a lição!

Essa é a segunda vez que eu faço esse risoto, de tanto que eu gostei. Talvez seja o meu preferido até hoje. Esse eu recomendo fortemente!!! Além de tudo, ele é fácil e pede poucos ingredientes!

Para esse risoto, que serve muito bem 4 porções:

300g de arroz arbóreo
400g de tomates pelados, com o suco (1 lata) (ou então 4 ou 5 tomates sem pele e um pouco de molho de tomate)
150mL de vinho branco seco
1 cebola picada (usei 4 echalotas)
1 fio de azeite
orégano ou ervas de provença (usei ervas de provença)
200g de queijo feta
750mL de caldo de legumes ou de frango caseiro (ver receita aqui) ou cubo de caldo de legumes + água quente
o total de líquido, caldo+vinho, deve ser de aproximadamente 3 vezes o volume de arroz
sal e pimenta do reino (não usei sal, o queijo feta já é salgado o bastante)
1 boa colher de sopa de alcaparras (opcional)

Refogar a cebola as echalotas em um fio de azeite. Juntar o arroz e mexer bem durante 2 minutos. Juntar o vinho branco e misturar bem. Quando ele foi absorvido, juntar todo o conteúdo da lata de tomates. Esmagar os tomates com uma espátula e juntar as ervas. Quando o suco for absorvido, juntar um pouco caldo quente na panela, aos poucos. Mexer sempre, juntando caldo aos poucos, esperando que ele seja absorvido para colocar mais. O cozimento do arroz dura cerca de 18 minutos, mais ou menos de acordo com o gosto de cada um. Esfarelar 120g de queijo feta, misturar bem para que ele derreta. Acertar o sal e a pimenta do reino (atenção, o queijo já é bem salgado), juntar as alcaparras e misturar um pouco.


Servir imediatamente com o resto do queijo esfarelado por cima.

Bom apetite!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Compota de frutas secas

Essa semana acabei descobrindo que minha reserva de geleia/compota de frutas, que eu sempre como com iogurte natural, tinha acabado. Resolvi fazer algo com algumas frutas secas que eu habitam a minha geladeira.


Procurei algumas receitas na net de doces/compota/geleia de frutas secas (damasco, ameixa, passas). Encontrei variações enormes. Umas com açúcar, outras com mel, manteiga, outras sem nada. Umas com água aromatizada com canela, cravo, chá (preto ou infusão de flores e frutas), suco de laranja, limão, ou as raspas, baunilha, conhaque... as frutas misturadas, outras separadas, inteiras, cortadas em pedacinhos ou trituradas, misturadas com castanhas, nozes, amêndoas...
Resolvi fazer com o que eu tinha em casa: damasco, ameixa, uva-passa. Pode ser com figo, com tâmaras, ou qualquer outra fruta seca. Ficou bem light e fácil de fazer.

O primeiro passo foi escolher como fazer minha compota. Primeiro, as frutas separadas, cozidas em duas panelinhas diferentes e depois, trituradas no liquidificador ou no mixer (varinha mágica). Nada me impede de misturá-las depois. Num iogurte natural, por exemplo...
Aromatizei de forma diferente para sentir o sabor de cada uma. E são bem diferentes mesmo!

Compota refrescante: damasco seco + gengibre fresco ralado + suco e raspas de um limão siciliano
Levei ao fogo uma panelinha com os damasco (200g) e água aromatizada (até cobrir os damascos) com suco e raspas de um limão, 2 colheres de sopa de açúcar e juntei gengibre fresco (uns 2 cm) cortado em pedacinho que desapareceram quando passei no processador.


Compota cravo e canela: ameixa seca + uva-passa + canela em pau + cravos
Levei ao fogo uma panelinha ameixas secas (300g) e passas (150g) com água até cobrir. Aromatizei a água com um saquinho de infusão maçã e canela (que na verdade, lendo a composição tem mais hibisco do que outra coisa para dar a cor), juntei um pau de canela e uns cravos. Sem açúcar mesmo, nem precisou.

Usei um pouco de açúcar só em um dos casos, mas se não quiserem botar, nem precisa. As frutas já são doces o suficiente e as especiarias estão lá para serem saboreadas. Mas fiquem à vontade para usar.
Nos dois casos, levei ao fogo baixo durante uns 30 ou 40 minutos, até que água secasse um pouco e a calda ficasse espessa. Passei no processador e coloquei em potes de vidro.


Como dica de uso, preparei uma taça com iogurte natural sem açúcar e sem gordura, juntei um pouco de compota de damasco refrescante e joguei uma colher de gérmen de trigo por cima. Quem quiser, pode ainda colocar um pouquinho de mel.
Uma sobremesa elegante, saborosa e refrescante, para os dias de sol e calor que estão chegando.

Outra ideia é para acompanhar um bolo simples, ou esse de especiarias, feito aqui

Usei em uma sobremesa, mas tenho certeza que com uma torradinha e um pedaço de queijo essas compotas ficarão maravilhosas.


quarta-feira, 21 de março de 2012

Bolo de especiarias

Esse sábado (17 de março) foi o aniversário de uma amiga querida. Resolvi fazer um bolo para ela. Sei que ela adora especiarias e coisas não muito doces. E eu já tinha a receita desse bolo há algum tempo. Esta foi a ocasião perfeita para fazê-lo.

A receita veio daqui: Gâteau aux épices, que eu adaptei ao meu gosto, juntando alguns ingredientes dessa receita aqui: Bolo de especiarias.


Esse bolo foi servido com uma compota de frutas secas que eu publiquei aqui!

Ingredientes:
220g de farinha de trigo (usei metade farinha integral, metade refinada)
2 ovos
125g de manteiga amolecida (manteiga com sal, ou então juntar uma pitada de sal à parte)
150g de açúcar
1 colher de chá de canela em pó
1,5 colher de chá de gengibre em pó
0,5 colher de chá de noz-moscada
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
250mL de leite (usei a calda das peras cozidas com especiarias que eu fiz aqui)
1 colher de chá de vinagre branco
açúcar para polvilhar (eu não usei)

os ingredientes a seguir foram acrescentados da segunda receita:
* alguns cravos triturados
* 1 colher de sopa de chocolate em pó (o meu foi sem açúcar, só para dar uma cor bonita ao bolo)

Preaquecer o forno a 180°. Bater a manteiga amolecida, juntando o açúcar e os ovos. Numa outra tigela, misturar a farinha de trigo, a canela, o bicarbonato de sódio, o gengibre, a noz-moscada e *o chocolate. Juntar uma colher da mistura de farinha ao creme de manteiga, alternando com um pouco de leite. Bater até obter uma massa lisa, e então juntar o vinagre. Deitar a massa numa forma de 20x20cm, coberta com papel manteiga e levar ao forno por 40 minutos. Polvilhar açúcar quando o bolo estiver frio.

Aviso logo que o bolo ficou pequeno. Fiquei decepcionada com a receita. Ele ficou fininho, e não deu pra quem quis! Próxima vez que eu fizer, vou fazer o dobro.



terça-feira, 20 de março de 2012

Massa ao molho romanesca

Esse molho é um clássico da cozinha... brasileira! Pelo menos no nome!
Por mais que tenha ares italianos, as receitas italianas que usam creme, presunto e ervilhas não são batizadas assim. Certamente ela foi batizada por brasileiros, talvez descendentes de italianos que por lá se estabeleceram. A origem não importa, o molho é delicioso!

Para quem conhecer por outros nomes, ele é um molho branco (béchamel), com ervilhas, cogumelos e presunto cozido. Um pouco de noz-moscada ralada na hora para realçar o sabor e um pouco de alho-poró para aromatizar.


Achei essas duas receitas interessantes, e resolvi combinar ingredientes de uma e modo de preparo da outra: Molho à Romanesca e Molho à Romanesca.

Ingredientes:
2 colheres de sopa de alho-poró bem picado (usei 100g)
200 gramas de presunto cortado em cubinhos
1 xícara de chá de ervilhas frescas ou congeladas (usei 200g de congeladas)
Sal, pimenta branca e noz-moscada ralada
100 gramas de cogumelos fatiado (usei 250g cogumelos frescos fatiados, refogados no vinho branco)
1 colher de sopa de amido de milho
2 colheres de sopa de farinha de trigo
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de azeite
1 cebola ralada
500mL litro de leite
*cebolinha picada

Levar a manteiga e azeite ao fogo, refogar a cebola e o alho-poró até amolecer, sem queimar. Misturar as ervas de provença. Acrescentar a farinha de trigo, mexendo até que ela fique dourada. Juntar o leite frio na panela de uma só vez, mexendo com um fouet até engrossar. Juntar o presunto, os cogumelos, as ervilhas e continuar mexendo até ferver. Desligar o fogo e juntar a noz-moscada, temperar com sal e pimenta branca.

Servir com uma massa cozida (usei penne integral), e salpicar cebolinha por cima.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Quiche de espinafre e queijo de cabra

Essa torta é um dos clássicos franceses. E digo com sinceridade que espinafre e queijo de cabra nasceram um para o outro. Não sei que outro queijo poderia substituí-lo no Brasil (onde eu morava, Recife, nunca vi queijo de cabra, se alguém conhecer onde comprar, me avise!!). Talvez um catupiry (de qualidade, hein?) pela textura aveludada, mas pelo gosto talvez um queijo de ovelha, como um pecorino romano (queijo de ovelha também tem gosto forte).


Ainda sobre o queijo de cabra, é realmente uma pena! Porque, pelo menos no interior do Nordeste, as cabras e os bodes se adaptaram tão bem, que a carne de bode é um fenômeno legendário! O bodódromo que o diga. Basta ir entrando pelo sertão que a carne de bode começa a aparecer em  todo restaurante, com ares de estrela. Para nossa felicidade gastronômica. Não sei o que acontece com outras regiões do Brasil, por favor, me contem!
Pergunta: o que eles fazem com as cabras? Por que não aproveitar o leite para fazer queijo?

Eu confesso que já comprei um saco de espinafre (congelado) pensando nessa quiche. E como eu adoro queijo de cabra, comprei também. Várias vezes, por sinal. E eu sempre o comia antes de fazer a torta... e era obrigada a comprar de novo (esperta, eu!).

Queria ter tido tempo para fazer uma massa caseira. Mas acabei de rendendo a uma massa folhada do comércio. Não que ela seja ruim, longe disso. Mas estava com vontade de testar algumas receitas de massa para torta. Não deu tempo. Cada um faz com a massa que quiser, massa podre para tortas, folhada, caseira ou comprada pronta.

A receita eu peguei desse site, Quiche aux épinards et fromage de chèvre para ser degustada bem quente. Serve tanto como entrada quanto num prato principal.

Ingredientes:
1 massa folhada (ou massa podre, caseira ou congelada)
500g de espinafre fresco (usei 400g de congelado)
2 cebolas picadas (usei 100g de alho-poró, a parte branca)
3 ovos (usei 4 ovos pequenos)
200mL de creme de leite
200g de queijo de cabra
1 colher de chá de noz-moscada
sal e pimenta do reino a gosto
queijo parmesão ralado para salpicar

Descongelar o espinafre numa panela em fogo baixo com um pouco de água se necessário. Fora do fogo, misturar os ovos, o creme de leite, temperar com sal, pimenta do reino e noz-moscada, batendo tudo com um fouet. Cortar o queijo de cabra em rodelas.
Esticar a massa folhada numa forma de torta e levar para assar durante 15 minutos num forno preaquecido. Quando tirar do forno, cobrir com a mistura espinafre. Dispor as rodelas de queijo por cima, salpicar com um pouco de parmesão ralado. Levar ao forno à 180° por 40 minutos, até que o recheio fique firme.

Degustar bem quente com uma boa salada.


terça-feira, 13 de março de 2012

Pudim de peixe

Sabe aqueles peixes congelados, que não tem muito gosto, a gente tenta fazer grelhado e não fica bom, depois assado no forno, e não fica bom...e o pacote não acaba? Tenho certeza que todo mundo um dia já comprou um peixe congelado (merluza, ou outro) que não agradou totalmente.
Aqui encontrei uma solução para este resto de peixe (resto? o pacote de 800g estava pela metade!). Era um filé de robalo, que deveria ser muito bom - pois foi caro, comparado a outros peixes! Mas eu não gostei. Achei seco, com espinhas por todos os lados, nada comparado ao peixe fresco.
Pois eu resolvi criar algo com ele. Um pudim de peixe. E misturei umas lascas de salmão defumado para dar mais gosto ao coitado.
A receita de base é familiar. Minha mãe sempre fazia esse pudim de peixe, e causava espanto por onde passava.

- Pudim de peixe????? E é doce?
- Não, é salgado, tipo um bolo.
- Hum... (cara de desconfiado)...

E a reação depois de prová-lo era de aprovação total!


Ela fazia com merluza ou com dourado em postas. Mas pode ser salmão, atum, ou qualquer outro resto de peixe frito ou grelhado. Estamos entendidos que o peixe não precisa ser de baixa qualidade, né? Mas...se aparecer algum aí na sua geladeira, essa pode ser uma boa saída.

Não sei onde ela encontrou essa receita, mas desde que eu me entendo por gente, ela o faz. Esse pudim fica com um aspecto mais cremoso do que um bolo, por isso o nome pudim. Mas tudo depende da quantidade de farinha de trigo utilizada. Nem ela sabe as quantidades. Tentei essa receita e ficou bom. Muito bom.
Eu ainda lembrei de perguntar a minha mãe se levava fermento. Ela disse que não. Confesso que fiquei meio apreensiva quando coloquei o pudim no forno. Mas realmente, não precisou.
Aqui vai!

400g de peixe grelhado num fio de azeite, sem espinhas, desfiado (temperei com sal e pimenta branca)
150g de salmão defumado
1 fio de azeite
1 cebola picada
2 dentes de alho picadinhos
300g de milho (1 lata)
200g de ervilhas (usei congeladas)
50g de azeitonas picadas
200mL de leite de coco (uma caixinha)
1 xícara de chá de vinho branco seco
200mL de caldo de camarão caseiro (usei um caldo feito com as cascas do camarão trituradas e peneiradas, mas pode ser esse aqui também)
4 ovos
300 g farinha de trigo (umas 2 xícaras - usei farinha de trigo integral, era a que eu tinha em casa)
queijo ralado para polvilhar
sal e pimenta do reino
cúrcuma e ervas de provença (opcional, junte por minha conta)

Começar grelhando o peixe já descongelado (temperei com sal e pimenta branca) com um fio de azeite. Deixar esfriar e desfiar, retirando as espinhas. Enquanto isso, refogar a cebola picada e o alho num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, juntar o leite de coco, o vinho branco e o caldo de camarão. Quando começar a ferver, juntar o peixe, o milho, a ervilha, as azeitonas picadas e o peixe desfiado. Temperar com sal e pimenta, juntar o cúrcuma e as ervas. Misturar tudo, desligar o fogo. Juntar o salmão, os ovos e misturar bem. Juntar a farinha de trigo aos poucos e misturar bem até dar o ponto de massa de bolo.
Deitar numa forma untada e polvilhada. Polvilhar queijo ralado por cima e levar ao forno preaquecido à 180° até passar no teste do palito (uns 40 minutos no meu forno).



Eu fiquei maravilhada com o cheirinho bom saindo do forno! Não pensei que fosse ficar tão bom. Servir morno ou frio com uma boa salada verde, como entrada ou como prato principal.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Massa com molho "bolonhesa" ao vinho tinto com legumes

Para começar a semana sem culpa pelos excessos eventualmente cometidos no fim de semana, eu fiz uma prato bem gostoso e com cara de saudável. Como sempre, voltando do fim de semana, minha geladeira está vazia. Mas não o meu congelador. Sempre tenho surpresas dentro dele. Dentre elas, um molho de tomate ao vinho, feito em casa, maravilhoso e brócolis já cozido.


Na verdade o molho de tomate ao vinho já faz um tempo que eu fiz e congelei, aguardando uma ocasião. Com metade dele, fiz essa massa aqui - massa com feta e molho tomate. A outra metade ainda estava congelada.
O brócolis, eu branqueei (mergulhar em água fervente com uma pitada de sal por 3 minutos, depois resfriar rapidamente em uma bacia com água e gelo), escorri e congelei.

Fui no supermercado já pensando nos meus amigos do congelador, comprei uns cogumelos frescos e um pouco de carne moída, para fazer tipo um molho bolonhesa ao vinho tinto enriquecido com legumes.

Usei para 3 porções generosas:
300g de massa integral (usei penne)
250g de carne moída magra (usei 5% de gordura)
200g de brócolis cozido
250g de cogumelos frescos fatiados
1 cebola pequena
1 fio de azeite
sal e pimenta do reino para temperar
200g de molho de tomate ao vinho tinto caseiro (fiz um molho de tomates frescos, com echalota e vinho tinto e uma pitada de açúcar - que pode ser visto nesta outra receita aqui)

Comecei cortando o cogumelos. Os cabinhos separados da cabeça. Os cabinhos picados bem pequenos, e as cabeças fatiadas. Cortei a cebola em cubos, refoguei com um fio de azeite. Juntei os cabinhos dos cogumelos e deixei dourar. Juntei a carne moída, temperei com sal e pimenta do reino. Quando ela estava sem nenhum pedacinho vermelho, juntei os cogumelos fatiados (as cabeças). Misturei bem, tampei a panela, baixei o fogo e deixei uns 5 minutos, mexendo de vez em quando. Os cogumelos soltam água e murcham, diminuindo bastante de volume. Depois disso, juntei as flores de brócolis e misturei tudo. Juntei o molho de tomate ao vinho, que já foi temperado, e deixei ferver.
E depois, joguei sobre a massa integral cozida "al dente", com um punhado de parmesão por cima.
E pronto!



Bom apetite!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Feliz dia das mulheres - Rosa - Pixinguinha

Homenagem a todas as mulheres!
Aqui vai uma das mais belas músicas que eu conheço que homenageia as mulheres.
Era a músicas que meu avô cantava e tocava (no violão) para a minha avó. 


Rosa
Marisa Monte
Composição: Pixinguinha, Otávio de Souza



Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa
No amor!
Por Deus esculturada
E formada com ardor...
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida
Pelo beija-flor...
Se Deus
Me fora tão clemente
Aqui neste ambiente
De luz, formada numa tela
Deslumbrante e bela...
Teu coração
Junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado
Sobre a rosa e a cruz
Do arfante peito teu...
Tu és a forma ideal
Estátua magistral
Oh! alma perenal
Do meu primeiro amor
Sublime amor...
Tu és de Deus
A soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração
Sepultas um amor...
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes
Cheios de sabor
Em vozes tão dolentes
Como um sonho em flor...
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim
Que tem de belo
Em todo resplendor
Da santa natureza...
Perdão!
Se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh! flor!
Meu peito não resiste
Oh! meu Deus
O quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar
Em esperar
Em conduzir-te
Um dia ao pé do altar...
Jurar aos pés do Onipotente
Em preces comoventes
De dor, e receber a unção
Da tua gratidão...
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te
Até meu padecer
De todo fenecer...

http://letras.terra.com.br/marisa-monte/47293/

terça-feira, 6 de março de 2012

Sopa de lentilha, carne moída e legumes

A neve voltou! E para poder enfrentá-la, nada como uma sopa bem reforçada. Carne moída, lentilha, legumes e um pedacinho de linguiça para dar um gosto bom.
Não, eu não vi essa receita em lugar nenhum. Não, eu nunca tomei essa sopa (nem parecida) em lugar nenhum.
Mas a minha vontade era tanta de fazer uma sopa com legumes, juntando lentilha e um pouco de carne moída (para ficar mais forte) e aproveitei e joguei uma massinha de sopa (cotovelo).
A linguiça entrou na sopa por engano. Resolvi fazer um outro baião de dois (como o que foi postado aqui), e como tinha a linguiça na geladeira, comecei cortando a coitada em rodelas. Quando eu estava na matade da primeira, lembrei que era para a receita errada! Como ela já estava cortada mesmo, usei na sopa. Mal não faz, né?
Normalmente, sopa é minha refeição quando eu chego em casa do trabalho. Somente sopa, mas uma sopa bem reforçada como essa, que vale por uma refeição. Por isso as quantidades sempre grandes nas sopas (essa aqui deve render para umas 8 ou 10 refeições). Mas quando a gente junta um monte de legumes, as quantidades ficam logo grandes. Eu congelo e tomo durante vaaarios dias, feliz da vida.


Ingredientes:
250g de carne moída magra (5% de gordura)
1 cebola picada
75g (1/2 gomo) de linguiça defumada (calabresa, paio, ou outra)
4 dentes de alho amassados (ver dica para fazer conserva de alho no azeite aromatizado aqui)
1 fio de azeite aromatizado (ver dica para fazer azeite aromatizado aqui)
400g (3 unidades) de cenouras picadas
300g (1 unidade) de abobrinha picada
100g de lentilhas
100g de massa cotovelo (ou argolinha, ou qualquer macarrão para sopa)
2L de caldo de carne ou de legumes caseiro (mais água, se precisar)
coentro e cebolinha
pimenta síria e pimenta calabresa 
sal e pimenta do reino

Refogar a cebola e o alho amassado num fio de azeite até dourar a cebola. Juntar a linguiça bem picadinha (que vai dar um gostinho bom à sopa) e deixar refogar bem. Juntar a carne moída, refogar em fogo alto até que não sobre nenhum pedaço vermelho. Temperar com sal, pimenta do reino, pimenta síria. Juntar as lentilhas, as cenouras picadas e o caldo. Quando ferver, baixar o fogo e deixar cozinhar uns 20 minutos até que a cenoura esteja bem macia. Juntar o coentro e a pimenta calabresa. Por último, adicionar a abobrinha (que é mais frágil e cozinha rápido) e a massa e deixar mais 15 minutos, juntando água se necessário.


 Resultado: um panelão de sopa que vai me deixar feliz por vários dias!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Arroz de forno cremoso

Um arroz bem incrementado como prato único para alimentar e aquecer. Deixo vocês imaginarem a versão gratinada (não pude tirar foto).


Usei para 5 porções:
400g (umas 2 xícaras) de arroz cru
250mL de vinho branco seco
750mL de caldo de galinha (caseiro, como o feito aqui ou um cubo dissolvido em água fervente)
1 cebola picada
3 dentes de alho amassados (alho em conserva no azeite, feito aqui)
um fio de azeite aromatizado com o alho daqui de cima
150g de espinafre picado (usei congelado)
200g de ervilhas (usei congeladas)
300 g de milho (1 lata)
50g de azeitonas verdes picadas
300g de presunto em cubos (juntei também um peito de frango grelhado bem picadinho - restos de um almoço)
200mL de creme de leite (uma caixinha)
cebolinha picada
sal e pimenta (não usei sal, não precisou, só uma pitada de pimenta do reino)
queijo para gratinar

Começar refogando a cebola e o alho no azeite. Juntar o arroz e mexer até ficar transparente. Juntar o vinho branco e mexer de vez em quando até que ele evapore. Juntar o caldo de galinha e os legumes congelados (espinafre e ervilha). Deixar cozinhando uns 5 minutos. Depois juntar o presunto (no meu caso o frango também) e o milho. Deixar cozinhar em fogo baixo, panela meio tampada, até a água evaporar quase toda. Mas não completamente. Juntar o creme de leite e a cebolinha picada, mexer bem e desligar o fogo. Deixar a panela tampada alguns minutos. Colocar em um refratário que possa ir ao forno (usei individuais) e cobrir com uma fatia de queijo. Levar ao forno para gratinar.



E depois é só saborear.
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