terça-feira, 31 de julho de 2012

Rolinho de presunto com ameixa

Esta é uma boa opção para um petisco rápido, fácil e chique. Basta fazer rolinhos de presunto (presunto cru ou de parma, ou presunto defumado) cortado em tiras com algumas ameixas secas sem caroço.


Quem quiser variar, pode também usar damasco seco.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Lasanha com vegetais

Quem não gosta de lasanha?

Eu gosto muito, mas já faz tempo que fiz a minha última, nem lembro mais do que era. Acho que de salmão com abobrinha. Gosto das tradicionais, com molho bolonhesa vermelho, carne moída, alternando com presunto, queijo, bastante queijo, e um molho branco, o clássico bechamel. Gosto também das variações, com berinjela, abobrinha, espinafre, ricota, salmão, camarão...

Desta vez resolvi usar um molho vermelho de berinjela e pimentão delicioso, que eu fiz e congelei, com carne moída, e também usar vegetais alternando com a massa. Usei os vegetais grelhados, desta forma eles não soltam muita água. Para o molho branco (bechamel), juntei um pouco de queijo parmesão ralado, assim a lasanha fica mais saborosa.



Usei:
massa de lasanha
berinjela em fatias grelhada sem gordura
abobrinha em fatias grelhada sem gordura
queijo muçarela

Molho vermelho:
molho de berinjela e pimentão feito aqui (pode ser um molho de tomate tradicional)
carne moída
cebola
dentes de alho (usei o alho amassado da minha conserva no azeite, que é mais suave que o alho fresco)
azeite, sal, pimenta do reino

Molho branco (as proporções usadas foram estas, eu dobrei a receita):
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa rasa de farinha de trigo
400mL de leite (ou mais, de precisar, pois o molho branco deve ficar mais líquido para cozinhar a massa)
queijo parmesão
noz moscada ralada, sal, pimenta do reino

Começar grelhando os vegetais numa panela de fundo grosso, bem quente e sem gordura. Reservar.
Para o molho vermelho: refogar a cebola com um fio de azeite. Juntar o alho amassado e a carne moída. Refogar em fogo alto até que não tenha mais nenhum pedaço vermelho. Juntar um pouquinho de água e mexer de vez em quando até secar, em fogo moderado. Juntar o molho vermelho, deixar levantar fervura, baixar o fogo e cozinhar durante uns 5 minutos.

Para o molho branco: levar ao fogo uma panela com a manteiga, deixar derreter. Juntar a farinha de trigo, mexer bem até incorporar tudo. Juntar o leite de uma vez e mexer bem com um fouet até ficar homogêneo. Quando engrossar, desligar o fogo (quando mais cozinhar, mais ele engrossa). Juntar o queijo parmesão, verificar o sal, juntar a pimenta do reino e a noz moscada. O melhor é usar o molho branco assim que ele estiver pronto, ainda quente, pois ele engrossa ainda mais quando esfria.

Montar a lasanha, começando com uma camada de molho branco. Fazer camadas de massa + molho vermelho + vegetais + queijo + molho branco + massa... e assim por diante, de forma que a massa sempre esteja entre duas camadas de molho para facilitar o cozimento. Cobrir com queijo e levar ao forno quente. Eu levei ao forno por 20-30 minutos coberto com papel alumínio, para cozinhar a massa, depois retirei o papel e deixei mais 20 minutos no grill para dourar.

Eu usei a massa crua, para cozinhar no molho, que estavam bem líquidos. Se o molho não estiver líquido o suficiente, juntar um pouco de leite nas bordas da travessa para ajudar a cozinhar a massa.

A carne moída na massa pode ser retirada para uma lasanha vegetariana.

domingo, 29 de julho de 2012

Cheesecake com goiabada no copinho

Muitas vezes eu vejo uma receita, gosto mas não tenho coragem de fazer. Isso já aconteceu várias vezes. Passo muito tempo amadurecendo a ideia, procurando os melhores ingredientes para uma primeira tentativa, vendo diversas receitas.

Para este cheesecake não foi diferente. Vi em vários lugares o modo de preparo (assado ou não), os ingredientes do creme (cream cheese, ricota, iogurte, gelatina, creme de leite) e a forma de apresentação (forma de fundo falso, aros, potinhos). Depois de provar alguns, descobri que o sabor do cream cheese não me agrada totalmente. Também não gosto muito da textura da gelatina. Mas eu continuo gostando da ideia.

Olhando estas receitas da São e da Stefânia, achei que corria menos risco fazendo em potinhos. Assim eu pulava a etapa de desenformar, não corria risco de quebrar o cheesecake e ainda usava os meus potinhos de vidro reaproveitados de iogurte. E resolvi fazer uma receita de cheesecake assado, justamente porque nos potinhos não tem problema nenhum se não der o ponto e o creme ficar mais líquido.

No final das contas, não usei nenhuma receita encontrada, mas achei que esta daqui daria certo. Lembrando que esta é somente a minha primeira tentativa.


Rendeu cerca de 8 potinhos.
Para a base:
125g de biscoito amanteigado
1 colher de sopa de manteiga gelada

Triturar no processador ou no liquidificador os biscoitos. Numa tigela, juntar a manteiga gelada cortada em quadrados e misturar bem com as mãos até formar uma farofa. Dispor nos potinhos apertando de leve com a colher.

Para o creme:
200mL de creme de leite bem gelado
250g de ricota
1 ovo
60g de açúcar
uma pitada de baunilha (não tinha, mas se tivesse, teria usado)

Bater na batedeira o creme de leite até ficar bem fofo. Juntar o açúcar e bater bem. Juntar a ricota e mexer até ficar homogêneo. Despejar nos potinhos até 3/4 da sua altura. Levar ao forno a 150° por 30 minutos ou mais, até que fique firme nas bordas, mas ainda tremendo no centro.


Para a cobertura:
goiabada derretida no micro ondas, potência média durante alguns minutos com um pouco de água.

Quanto ao sabor, ficou perfeito! O gosto da ricota combinou perfeitamente com a goiabada. Quando eu comi, me senti nas nuvens!
O biscoito embaixo ficou muito bom, compacto, como uma base de verdade, não ficou se esfarelando.
A textura do creme depois de frio é bem macia, mas firme. O cozimento foi perfeito. Não fica muito aerado, nem líquido, mas fica um creme delicioso.
A quantidade dentro de um potinho é perfeita para uma sobremesa, depois de uma refeição. Nada exagerado...mas fica aquele gosto de quero mais.
Além disso, a goiabada com a ricota é uma combinação dos deuses. Aliás, goiabada com qualquer queijo!

Resultado da experiência: foi fácil, deu muito menos trabalho do que eu imaginei, e o resultado é impressionante. Ficou bonito e gostoso. Acho que fica muito bem quando temos convidados, porque podemos fazer na véspera e deixar na geladeira até o momento de servir.

Vou fazer mais vezes, acrescentando um sabor a mais ao creme, algo como baunilha ou raspas de laranja, dependendo da cobertura que eu for usar. Se bem que natural assim, já ficou bem bom.


sábado, 28 de julho de 2012

Bolo salgado de milho

Eu já falei que sempre que vem gente do Brasil, eu faço a minha listinha de encomendas. Como por aqui não tem, sempre peço farinha de milho, fubá ou massa para cuscuz nordestino. Mas às vezes o estoque acaba sendo tão grande que eu não tenho tempo de consumir. Por mais que eu faça cuscuz em casa, sempre como sozinha (meu namorado não gosta - um sacrilégio!), e os pacotes rendem uma eternidade.
Faço cuscuz, como aqui e aqui, polenta, como esta ou esta, mas ainda tenho alguns pacotes. Como aqui é mais frio, não dá bichinho, posso guardá-los bastante tempo. Então andei procurando receitas usando fubá, ou farinha de milho. Além de receitas de bolo, com leite de coco, encontrei uma de bolo salgado que me agradou muito. Fiz para levar para a casa de uma amiga. Fez um sucesso enorme!

Mais uma vez eu faço receitas com produtos brasileiros para os franceses, e fico toda orgulhosa em ver que eles gostaram!


A receita veio daqui, adaptei um pouco as quantidades e o recheio.

Ingredientes:
200g de manteiga amolecida (usei 100g de manteiga + 100mL de óleo)
4 ovos
2 xícaras de fubá
1 xícara de farinha de trigo
2,5 xícaras de leite (parece muito, mas o fubá absorve muito líquido, eu não usei tudo e o bolo ficou se esfarelando)
2 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
1 colher de sopa rasa de ervas de provença (ou outras)
sal e pimenta do reino
1 sachê de fermento (1 colher de sopa rasa)
250g de queijo em cubos (usei emental, pode ser qualquer outro)
250g de presunto em cubos

Numa tigela, juntar a manteiga amolecida com o óleo. Juntar os ovos, um a um, batendo sempre. Juntar as farinhas e o leite pouco a pouco, batendo sempre. Juntar o queijo parmesão ralado, as ervas, o sal e a pimenta (cuidado, o queijo ralado já é salgado) e o fermento e bater mais um pouco. Juntar o queijo e o presunto em cubos. Deitar a massa numa assadeira untada e polvilhada com fubá. Levar ao forno por 40 minutos ou até assar (teste do palito).


O bolo fica bem fofinho, delicioso. O recheio fica por conta de quem faz, eu usei queijo e presunto, mas a receita original usava calabresa refogada com cebola. Eu pensei em juntar azeitonas picadas, mas esqueci.

Servi como petisco, cortado em quadradinhos.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Salada de beterraba e laranja

A salada de beterraba e laranja não é novidade para ninguém. Fica uma salada tão colorida quanto saudável. A combinação laranja e beterraba é excelente! Vi que a nossa amiga Rachel, do blog Na Biroskinha tem várias sugestões, entre elas salada de beterraba com laranja, e outra de beterraba ao molho de maracujá. Fiz uma compilação das duas, e amei o resultado!

Basta arrumar em um prato fatias finas de beterraba cozida e de laranja.



Para o molho, aproveitei que tinha um pouco de calda de maracujá que eu usei neste manjar branco. Como ela tinha só um pouquinho de açúcar, combinou bem com o docinho dos ingredientes.

Juntei 2 colheres de azeite, 1 de calda de maracujá, uma pitada de sal e joguei por cima da salada.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Torta de tomate e tapenade

Este fim de semana, fiz uma boa tapenade, uma pasta de azeitonas típica do sul da França, que eu já mostrei aqui, e que sempre aparece aqui em casa, seja verde, seja preta. Desta vez, fiz com azeitonas pretas.

Mas como acabou sobrando e eu resolvi fazer algo para aproveitá-la. Achei esta receita de torta de tapenade com tomate, e me apaixonei.


A receita é bem simples. Usei a mesma massa da quiche de salmão com ricota.

Para o recheio, usei:
tomates sweet grape (ou tomate cereja)
queijo muçarela fresco (meia bola)
alecrim (usei seco)

Tapenade feita com:
150g de azeitonas pretas
1/2 xícara de nozes
1/2 xícara de castanhas de caju
2 dentes de alho (sem o gérmen)
ervas de provença
azeite até dar o ponto desejado

Para a tapenade:
A tapenade original usa a mais 50g de filés de anchova (passá-los na água para remover um pouco o sal), que eu não usei. Passar todos os ingredientes num processador de alimentos (ou no liquidificador), menos as azeitonas. Quando estiver bem fino, juntar as azeitonas e passar até que elas virem purê, mas ainda com alguns pedacinhos. Juntar o azeite para dar a textura desejada, sempre batendo.
Esta receita rende muito mais do que o que é usado na torta. Guardar na geladeira e degustar sobre torradinhas.

Para a torta:
Aquecer o forno. Abrir a massa numa forma, fazer furinhos com o garfo. Colocar uma camada de tapenade no fundo da torta. Cobrir com tomates cortados ao meio, intercalando com um pedaço de muçarela. Colocar alecrim por cima e levar ao forno até gratinar o queijo.



Perfeita para comer com uma salada e a refeição fica completa. Perfeito para uma segunda sem carne, por exemplo.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Jambalaya

Jambalaya, ou Jumbalaya, é um nome muito usado em música e em cozinha. Na cozinha, ele representa uma grande variedade de receitas de carne com base de arroz, todas muito condimentadas, tais como o Arroz Creole Jumbalaya, com presunto e linguiça, camarões ou ostras ou então o "Me-o-My-O Jumbalaya", com carne de boi.
Fonte Wikipédia.

A origem do prato é da Lousiana - EUA, onde a mistura dos negros, espanhóis e franceses deu origem a uma culinária bem condimentada e variada. Aqui, frutos da terra e do mar se casam muito bem em pratos que tem um sabor de saudade e nostalgia, assim como o jazz.

Andei procurando esta receita em vários lugares na net e, para a minha surpresa, achei receitas extremamente parecidas em lugares completamente diferentes! Impressionante. Geralmente vemos grandes variações de receita para receita, e eu costumo fazer uma compilação com o melhor de cada uma. Neste, caso, usei esta e esta (em francês) e esta da Rainhas do Lar.

No caso da Jambalaya, nem precisei! Os ingredientes eram os mesmo, com diferença apenas nos temperos. Até as quantidades eram parecidas. Arroz com frango, linguiça picante, camarões, tomate, pimentão e salsão picado, além de uns temperinhos aqui e ali. O resultado é um prato completo, bem suculento, e que agrada a todos.



Vou passar a receita do site Rainhas do Lar.

Ingredientes:
2 colheres (sopa) de óleo
300 g de linguiça cortadinha (usei 100g chouriço espanhol suave)
1/2 xícara de aipo ou salsão cortadinho (usei 1 xícara)
1 cebola pequena picadinha
1 pimentão verde ou vermelho picadinho (usei vermelho)
1 dente de alho bem picadinho (usei 1 colher de chá cheia de pasta de alho e gengibre)
1 3/4 xícara de caldo de galinha (usei 2 xícaras e meia de caldo caseiro, como o que foi feito aqui)
3 tomates sem pele bem maduros e picados (usei meia lata de tomates pelados, uns 200g)
1 folha de louro
1/4 colher (chá) de molho de pimenta (Tabasco)
1/4 colher (chá) de orégano
1/4 colher (chá) de tomilho
Pimenta, sal e especiarias a gosto (usei uma pitadinha de nada de cúrcuma e umas raspas de laranja)
1 xícara de arroz crú
250 g de camarão miúdo limpo e sem cascas
2 peitos de frango cortados em cubinhos
Cebolinha verde e salsinha a gosto

Preparo:
Fritar o frango no óleo com a pasta de alho e gengibre. Quando estiver dourado, acrescentar a cebola e deixar dourar mais. Juntar a linguiça, o pimentão e o aipo (ou salsão). Juntar o arroz. Adicionar os tomates, o caldo de galinha, a folha de louro, o orégano, o tomilho, a pimenta e mexer bem. Quando levantar fervura, baixar o fogo e deixar cozinhar por uns 15 minutos, mexendo ocasionalmente. Adicionar o camarão e deixar por mais uns 5 minutos ou até que o arroz esteja cozido. Apagar o fogo e deixar a panela descansar destampada por 10 minutos. Retirar a folha do louro e adicionar a cebolinha verde a salsinha a gosto.




O frango, bem selado pelo primeiro contato com o óleo, guardou todos os sucos e ficou bem macio. Este é o segredo na hora de fazer receitas com frango picado. Deve-se dourá-lo antes de jogar o líquido.
O arroz cozinhou no caldo de galinha, mas como eu usei bastante caldo, ainda sobrou e ficou bem suculento.
A combinação de carnes é muito boa, faz um prato colorido e rico.
Os temperinhos são muito apreciados, o tomate e o cúrcuma dão uma cor bonita, e as raspas de laranja dão um gostinho delicioso!
No final, é um arroz bem incrementado, que me faz um almoço completo e gostoso!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Quiche de salmão com ricota

Vi esta receita no blog da Kátia (que antes participava da Rainhas do Lar), Pitéu - Cozinha Afetiva. Adoro o jeito como ela cozinha, é realmente inspirador não ter receita fixa, fazer as coisas assim meio no olho.
Por mais que eu tente passar receitas e quantidades aqui no meu blog, tenho dificuldades nisso. Acho que é olhando pra massa que a gente sabe que ela quer mais manteiga, ou farinha. Minha mãe também é dessas que usa uma quantidade de manteiga para começar, e vai jogando trigo até chegar ao ponto certo, sem medir.
Para esta receita, a Katita incrementou a massa da quiche com queijo parmesão, pimenta calabresa e ervas secas. Ficou uma tentação. Copiei na hora! E como eu tinha dois filés de salmão no congelador, eles pediram na mesma hora para participar do prato!


Mãos à obra!

Para a massa:
usei 120g de manteiga (foi o suficiente para um quiche grande e uma pequena - receita em breve)
1 ovo
100mL de água
ervas secas (usei ervas de provença)
pimenta calabresa
queijo parmesão ralado
farinha de trigo o quanto baste

Misturar a manteiga, o ovo, a água. Juntar a farinha de trigo aos poucos, amassando bem e agregando todos os ingredientes. Acrescentar as ervas, o queijo ralado e a pimenta calabresa. Juntar mais farinha até formar uma bola macia. Cobrir com papel filme e levar à geladeira por uns 20 minutos.
Enquanto isso, preparar o recheio.

Usei:
2 filés de salmão (usei congelados)
1 cebola picada
4 dentes de alho amassados (usei a minha conserva de alho no azeite, feita aqui - o sabor fica mais suave, se usar fresco, usar 2 dentes)
1 colher de chá de pasta de alho e gengibre
purê de pimenta
100mL de leite
200g de molho 4 queijos (comprado pronto, o mesmo que eu usei neste Mac&Cheese com espinafre)
3 ovos
250g de ricota
queijo parmesão ralado para gratinar

Levar o salmão ao forno quente, temperado com sal, pimenta do reino e suco de limão por uns 15 minutos para assar levemente. Não precisa descongelar antes. Amassar com o garfo para desfiar.

Numa panela, refogar a cebola num fio de azeite, juntar a pasta de alho e gengibre e o alho amassado. Misturar o salmão desfiado, juntar o leite e o molho pronto. Retirar do fogo e juntar a ricota. Bater os ovos numa tigelinha e juntá-los ao recheio. Misturar bem. Deixar esfriar.

Preaquecer o forno. Abrir a massa com um rolo, forrar a forma, não precisa untar. Fazer furinhos com o garfo. Despejar o recheio, espalhar o queijo ralado por cima e levar ao forno quente por 30 minutos.


A massa ficou divina! Com um gostinho de queijo, o perfume das ervas e de vez um quando um ardidinho da pimenta calabresa, mas nada muito forte. A massa assou direitinho, não ficou encharcada por causa do recheio, ficou bem firme, não ficou se esfarelando fácil. Quando eu tire a fatia da forma, pensei que a massa ia quebrar porque o recheio foi generoso, mas não.

O recheio ficou delicioso, os ovos deram a liga necessária, mesmo precisando de mais tempo no forno do que a quiche original, que levava farinha de trigo. Como juntei a ricota, a textura ficou meio granulada.

Resultado: abandonei de vez as massas compradas prontas! O sabor é incomparável e ainda podemos juntar ervas e temperinhos que queremos.
Servi com uma salada de alface, tomate e rabanete.
 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Magret de pato com pêssego

O magret de pato é um prato chique e festivo por definição. Mas eu encontrei uma promoção que me ajudou a tornar este ingrediente em prato festivo do fim de semana. O famoso peito de pato é uma carne saborosa que se presta perfeitamente às alquimias do agridoce. Eu adoro!

Depois que eu matei meu desejo de comer o famoso "canard à l'orange" que eu fiz aqui, aproveitei somente o molho para usar sobre um outro magret. A ideia de servir com pêssegos veio de um almoço na casa de uma amiga. A mistura me surpreendeu e me deixou babando! Uma delícia! Falei sobre ele quando publiquei os pêssegos caramelizados com sorvete, seguindo a mesma ideia.



Usando uma faca bem afiada, cortar levemente a pele/gordura do magret em xadrez. Este procedimento facilita que a gordura derreta e possa ser retirada.

Lembrando bem que esta gordura é muito saborosa, podendo ser usada para refogar batatas, outras carnes. ou no meu caso, o pêssego fresco, que serviu de acompanhamento ao pato.

Depois da pele devidamente cortada em xadrez, levar o pato ao fogo numa panela bem quente, sem gordura, pele voltada para baixo. Deixar 7 minutos, escorrer a gordura e virar de lado, deixar mais 4 minutos. Neste momento, juntei os pêssegos cortados em 6 e deixei dourar, virando de lado depois de alguns minutos. Retirar o pato, fatiá-lo.

Eu servi com os pêssegos e com o molho de laranja, feito aqui. Um regalo!

domingo, 22 de julho de 2012

Canapés de polenta gratinada

Há algum tempo eu vi esta receita usando polenta (ou angu) gratinada com queijo de cabra por cima. A polenta era colocada em aros para dar a forma, depois resfriada, e levada ao forno com o queijo. Falou em queijo de cabra, eu fico de olho. Acho que é um queijo poderoso, saboroso e que pode ser cozinhado de diversas formas. Vira e mexe, sai uma receita com ele da minha cozinha. Não tenho como me impedir. Fiz uma vez esta polenta no forno, feito polenta frita sendo assada no forno, mas agora fiz diferente, em forma de canapés.

Aproveitei a ideia de combinar a polenta com o queijo de cabra, aproveitei e fiz estes canapés, em forma de petisco, mas que servem bem de prato principal, por que não?



Usei:
3 xícaras de chá (750mL) de caldo de frango caseiro (ver receita aqui)
1 xícara (250mL) de farinha de milho (usei flocão)
50g de azeitonas pretas picadas
100g de chouriço (ou calabresa) em cubos
queijo de cabra para gratinar

Fiz a polenta com caldo de frango caseiro. Se não tiver, usar 1 cubo dissolvido em água fervente. Levei ao fogo o caldo, quando estava fervendo, joguei a farinha de milho aos poucos, mexendo sempre até incorporar bem. Continuei mexendo sempre, em fogo bem baixo, por 5 minutos. Antes de desligar, incorporei azeitonas pretas picadas e cubos de chouriço (usei chorizo espanhol suave, mas pode ser calabresa), misturando bem.

Untei uma assadeira com óleo, deitei a polenta, arrumei por cima com uma espátula para ficar bem lisinha. Levei à geladeira por uma noite inteira. Mas pode ser menos, até que a polenta fique durinha. Virei a polenta numa tábua, cortei formas variadas com um cortador de biscoito (não foi fácil por causa das azeitonas e do chouriço, com a polenta sem nada sairia bem mais bonito).

Levei ao forno com um pedacinho de queijo de cabra por cima, até derreter o queijo.

Ficou estupendo!!!



sábado, 21 de julho de 2012

Sobre mim, nos dias de hoje

Hoje eu mando na minha própria cozinha, que é o cenário de muitas das minhas prazerosas experiências.

Sou totalmente aberta aos novos sabores e produtos, sou fã das especiarias do poder transformador quase magico que elas tem.

Acho interessante o poder da comida nas relações humanas. Valorizo bons momentos de partilha com amigos em torno de uma mesa, e acho que ninguém deveria comer sozinho.

Aprendi a gostar de vinhos, a degustar, a tentar identificar os aromas e os sabores. Estou num lugar privilegiado para isso, que é capaz de me surpreender quando eu menos espero.

Não tenho restrições alimentares, mas tenho uma lista de produtos que eu não aprecio.

Entre eles:
ostras cruas - para mim tem gosto de água do mar com uma textura nojenta;
carne de boi ou de porco crua (ou com sangue) - não gosto do gosto nem da textura e também por medidas de higiene e saúde pública.
peixe cru - com raras exceções, quando como sushi (o que acontece uma vez em cada 10 anos)
adoçantes - não gosto do sabor, consigo detectar o aspartame a quilômetros de distância, e evito o consumo. Estes produtos mudam o sabor dos alimentos (para pior) com o pretexto de dizer que adoçam. Os efeitos colaterais de tudo isso não são expostos, dizem que podem ser até cancerígenos. Na duvida, prefiro evitar.
refrigerantes - não me sinto bem quando tomo bebidas gaseificadas em geral. Não me lembro da última vez que eu tomei, faz anos. O açúcar em excesso não me agrada, os adoçantes menos ainda. Prefiro um suco, ou uma água. E durante as refeições, não tomo nada. A saliva é mais do que suficiente para umidificar os alimentos, além de não dilatar o estômago.

salmão, presunto e outros produtos "crus" ou defumados eu como, pois foram "cozidos" no sal.
cebola crua - posso até comer, mas não gosto
bacalhau - até como, mas não sou fã
escargot ou caramujos - até como, mas tenho pavor ao animal em si, jamais faria na minha cozinha
maçã pura, crua - como numa salada de frutas ou de legumes, em preparações cozidas, assada, caramelizada, ao forno, mas não pura sozinha. Acho sem graça.
figo - até como, mas acho o sabor meio terroso e desagradável
tâmaras - também não aprecio muito. Certamente por não ter o hábito de comer.

Eu gosto de sobremesas, de chocolate, de frutas, de doces, mas estou naturalmente diminuindo meu consumo de açúcar.

Adquiri o habito de tomar chá verde de manhã, outros chás (preto e branco) e infusões ao longo do dia, todos sem açúcar. Ainda uso um pouco de açúcar no café, quando o tomo puro. Se tomar com um pedaço de chocolate, ou algo doce, dispenso o açúcar. A hora do café ou do chá é o momento de conversar com os amigos na mesa, ou com os colegas do trabalho, saber mais sobre família, lazer, costumes.

Também passei a comer uma fruta no lanche da manhã. Pera, pêssego, ameixa, morangos, cerejas, banana. Um momento íntimo aproveitando o sabor de cada uma e me abastecendo de energias.

Sempre preparo almoço em casa e levo para o trabalho, onde temos um micro ondas e um forno. Assim evito de ir ao restaurante de um shopping todos os dias e de me empanturrar de batatas fritas e outros alimentos congelados. A hora do almoço é o momento de esquecer o trabalho, apesar de continuar dentro dele. Muitas pessoas preferem ir almoçar em casa (quando moram perto), ou ir caminhar um pouco.

Aprendi a tomar sopas no jantar, com uma torradinha, um pedaço de queijo, quando o tempo esta frio. Ou saladas bem caprichadas no verão. O que me satisfaz plenamente, aquece o corpo e faze um carinho no estômago.

Depois, um iogurte natural de sobremesa com mel ou uma geleia de frutas (caseira, quado possível) e sempre junto uma colher de gérmen de trigo. O gérmen de trigo é a parte mais nobre do trigo. A planta coloca todas as suas melhores reservas nutritivas para que ele se prepare para germinar.

Gosto muito de peixes e frutos do mar. De carnes cozidas no fogo baixo, lentamente, durante horas, para liberar todos os seus sabores e ficarem bem macias. Geralmente faço molhos bem suculentos, com cerveja preta, vinho branco ou tinto, especiarias e legumes. Enquanto a carne cozinha, as pessoas discutem tranquilamente, até esquecer a comida no fogo.

Para sobremesas, não sou fã de tortas muito meladas, nem muito doces. Para muitos, chocolate com morango é uma combinação dos deuses. Eu prefiro chocolate com laranja, ou com pera. O morango sabe se virar muito bem sozinho. Não aderi aos modismos e aos nomes (ainda). Para mim um bolo é um bolo, seja ele cupcake (para mim continua sendo bolo de bacia - que eu sempre adorei), muffin ou similares.

Gosto de ingredientes inusitados nas preparações. Ervas diferentes, frutas na comida salgada, o agri-doce, um toque ácido, um pouco de pimenta, de gengibre.

Chegando à França, me deparei com ingredientes nunca antes vistos nas feiras e nos supermercados. Procuro prová-los e acomodá-los da melhor maneira possível. Para isso, sigo receitas clássicas, ou invento ao meu gosto. Mas gosto de prová-los nem que seja para dizer que eu não gostei.

Já comi escargot, rã, formiga, coelho, bode, ovelha, foie gras. Gostei de todos, sem rejeitar antes de provar ou me proteger dentro de ideias concebidas por outros. Eles são bem-vindos na minha cozinha (tirando os escargots, que eu tenho pavor - pode rir!).

Gosto de planejar um cardápio semanal e ir fazer compras em função disso. De preferência na feira do domingo, que eu acho fantástica. Gosto de ir mesmo se não tiver nada para comprar. Só  pelo ambiente, o burburinho das pessoas, a cidade viva em cores e cheiros. Cheiro de frutas, de peixe, de carne, de frango sendo assado. O som das cestas, sacolas, roçando nas folhas e nas saias das mulheres. As crianças correndo, se perdendo no meio da pessoas. As ervas frescas, ainda úmidas, as frutas da época em temperatura ambiente, com mais sabor.

O que me falta é tempo para poder provar e fazer tudo o que eu desejo. Mas isso não se resume à culinária. Tenho ânsia de viajar, explorar novos países, povos, culturas, aprender e descobrir hábitos milenares. Adoro ouvir histórias e imaginar as razões de hábitos tão peculiares. Adoro saber o porquê das coisas. Desde pequena. Dizem que as crianças tem a fase do porquê. A minha dura até hoje.

Minha visão do Brasil mudou desde que eu não moro mais nele. Para explicar onde eu morava, ao invés de dizer que era em tal rua, em tal bairro, perto de tal colégio, passei a explicar geografia do Brasil. Na maioria das vezes as pessoas se contentam em saber que era em um apartamento a 3 ruas da praia, numa cidade litorânea com x milhões de habitantes. A população da cidade e do país foram as primeiras informações via Wikipédia. Eu não tinha ideia! Me contentava em pegar o ônibus, fazer 2 horas de trajeto por dia para ir à faculdade e voltar. Sem olhar muito ao redor. Sem saber que eu estava vivendo num formigueiro humano. Mapa da cidade? Tinha visto uma vez, quando meu primo que veio de outra cidade foi morar lá. Nunca usei. Conheço as ruas como a palma da minha mão. Pelo cheiro, pelas cores, pelo barulho e pela quantidade de gente que passa.

Hoje, quando chego numa nova cidade, gosto de ver os monumentos, tirar fotos. Mas gosto também de ir nos mercados, nos restaurantes que não sejam pega-turista, nas ruas residencias, cruzar com os habitantes nas suas vidas normais, ver o comportamento da população no cotidiano trabalho-escola-lazer. Gosto de saber se a cidade é real ou se é feita para os turistas. Muitas são somente feitas para turistas. São cidades frias, sem alma, sem calor humano, onde os moradores são paradoxalmente descontentes com o turismo, mas necessitam dele para viver.

Dizem que viajar vicia. Que abre a mente e torna as pessoas mais tolerantes. Acho que o fundamental é respeitar as diferenças, tentar entender as razões do outro e mostrar também o seu ponto de vista.

Magret de pato ao molho de laranja - canard à l'orange

Mais um clássico da culinária francesa que eu trago aqui. Desta vez, não fiz com o pato inteiro, mas somente com o peito, ou o magret. Já falei sobre o uso do pato na culinária, principalmente francesa, como ingrediente nobre. Desta vez, passo à prática.

O canard à l'orange é uma das mais clássicas receitas usando carne de pato, embora esteja meio fora de moda hoje em dia. Quase não o encontramos nos restaurantes, apesar de ser delicioso. Uma pena. Resolvi fazer em casa. Encontrei uma boa promoção de magret de pato, e resolvi fazer no fim de semana.

Vi várias receitas, umas que marinavam o pato no suco de laranja com outros ingredientes, outros que faziam o molho separado, outros que usavam as raspas também. Me inspirei nesta daqui, da Stefânia, de Brasília, no seu blog Com uma pitada de açúcar, e em outras receitas e ideias encontradas nos sites de culinária.



Usei para a marinada:
1 peito (magret) de pato
suco de 3 laranjas (uns 250mL)
uma colher de sopa de vinagre de framboesa
duas colheres de sopa de molho de soja (não usei mais sal)
pimenta do reino
uma pitada de gengibre em po

Outros ingredientes:
1 laranja orgânica
1 cálice de vinho do porto


Colocar numa vasilha o pato e os ingredientes da marinada. Deixar marinando durante uma noite inteira. Retirar as raspas da laranja com o descascador de legumes, somente a parte laranja. Cortar em palitos finos (em julienne). Levar ao fogo numa panela com água e deixar ferver. Escorrer. Repetir o processo (o branqueamento) 3 vezes. Reservar as raspas.

Na hora de preparar, cortar a gordura do peito em quadrados (somente o lado da gordura), e levar ao fogo numa panela (usei grelha) bem quente. Cortar a gordura do pato ajuda a derreter a gordura, que você vai descartar à medida que ela derrete


Eu aproveitei a panela quente e ligeiramente melada na gordura do pato (que é muito saborosa) e grelhei fatias de abobrinha, que foram o acompanhamento do pato.
Deixar o pato 7 minutos do lado da gordura, virar e deixar 3 minutos do outro lado. Baixar o fogo e deixar cozinhar até o ponto desejado (come-se normalmente ao ponto, mas eu prefiro mais bem passado, então passo de novo rapidamente na grelha as fatias depois de cortadas). Neste momento, juntar o vinho do porto e deixar evaporar até reduzir um pouco. Juntar a marinada, retirar o pato e deixar reduzir em fogo alto. Juntar as raspas de laranja reservadas.
Retirar a parte branca da laranja, cortar em rodelas e arrumar num prato.

Fatiar o magret e servir com as rodelas de abobrinha e de laranja, com o molho por cima.



A carne ficou muito saborosa e macia. O molho de laranja ficou excelente, e combinou direitinho com a carne, que se presta muito bem ao agri-doce.
Ainda sobrou um pouco de molho, que eu usei em outro magret de canard, servido com pêssegos.
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