sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Bolo invertido de nectarina

Depois de ver tantos bolos invertidos nos blogs amigos (geralmente de banana, como o da Faby, no Pimenta no Reino, ou da Sandra, A Bruxa do Caldeirão Solar ou da Tatiana, do Panelaterapia  ou Iliane - que eu não consigo mais acessar - e tantas outras), resolvi usar a ideia e fazer o meu. Na verdade aproveitei que tinha muitas nectarinas em casa, frutas da época, e eu não conseguia dar conta. Em forma de bolo tudo passa melhor, né?



Comecei fazendo um caramelo diretamente na forma com açúcar e água. Cortei as nectarinas (elas eram brancas, ficou parecendo maçã na foto) em 8 fatias, retirei os caroços, mas não as cascas. Arrumei as fatias na forma caramelada. Arrumei tiras de papel manteiga nas bordas para o bolo não grudar.


O bolo eu preparei assim:
2 potes de iogurte (no total, 250mL)
4 ovos
o resto das medidas usando um pote de iogurte
1 pote de óleo
2 potes de açúcar (eu não tinha açúcar suficiente, fiz com 1 pote de açúcar e o resto de rapadura, em barra mesmo, derretida em um pouco de água quente - por isso o bolo ficou mais escuro)
3 potes de farinha de trigo
1 colher de sopa cheia de fermento em pó
1 pitada de uma mistura de 4 especiarias (canela, cravo, noz-moscada e pimenta do reino), que imita o aroma da pimenta da Jamaica

Bati o iogurte com os ovos, o açúcar e o óleo. Juntei aos poucos a farinha de trigo (e a rapadura derretida). Quando estava bem homogêneo, juntei as especiarias e o fermento e misturei levemente. Deitei na forma sobre as nectarinas, com o cuidado para o papel manteiga não cair. Levei ao forno até assar.

Desenformei ainda morno, para o caramelo não grudar na forma. O bolo saiu quase perfeito, sendo que uma nectarina grudou na forma, e tive de tirá-la depois com um garfo.


Ficou bem gostoso, perfeito no café da manhã ou com um chá ou café.


Esta receita participa da blogagem coletiva da B.V., ingredientes de A a Z, começando pela letra A: açúcar, anis, amido de milho.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Carne de porco ao forno e cebola assada com especiarias

Esta receita tem cara de almoço de domingo, ou de jantar com amigos no sábado, quando a gente quer fazer algo gostoso, mas sem precisar passar todo o tempo na cozinha.
O forno é amigo nessas horas, e podemos assar tudo ao mesmo tempo, carne e acompanhamento.

Legumes assados não é novidade para ninguém, eu mesma já fiz várias vezes em casa, e funciona com tudo (receita aqui). A novidade desta vez, foi que eu juntei cebolas temperadas com especiarias... ficou divino!

Para a carne, comprei esta peça de carne de porco já amarrada e pronta para assar. Temperei somente com sal e mostarda ("à l'ancienne", com os grãozinhos), seu eu tivesse na hora, teria regado com um pouco de vinho branco. Levei ao forno numa assadeira coberta, que faz o mesmo efeito do papel alumínio (falei sobre ela aqui). Esta assadeira tem uma grelha que deixa o assado mais alto para permiti que a gordura escorra. Depois de uns 40 minutos ou 1 hora, o tempo de assar bem por dentro, retirei a tampa da assadeira e deixei mais uns 20 minutos só para dourar.

Para os legumes, usei batatas daquelas com a casca rosada (que são mais docinhas e gostosas, e não descasquei) e cebolas fatiadas. As batatas eu temperei com azeite, sal e tomilho seco. As cebolas eu temperei com azeite e uma mistura de 4 especiarias (canela, cravo, noz-moscada e pimenta do reino). Arrumei tudo numa assadeira coberta com papel manteiga. Levei tudo ao forno e fui dar atenção às visitas!

Mas atenção porque os legumes ficam prontos antes da carne (carne de porco tem que ser bem assada, sem partes vermelhas ou rosadas por dentro), então é bom tirá-los do forno antes, ou só colocar no forno algum tempo depois da carne.


As fotos do prato ficaram bem escuras, mas dá pra ter uma ideia de como ficou. A carne fatiada, os legumes, batata e cebola, e um purê de cenoura com ricota delicioso que eu mostrei aqui.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O quarto - o armário

Para quem acompanhou reforma do nosso quarto, mostro agora a última parte, o armário embutido. Comecei pelo papel de parede, depois mostrei o piso.

Para finalizar o quarto, fizemos o armário. No quarto, já existia um espaço para armário embutido, com portas (feias e velhas) e a única coisa que tinha dentro dele era uma prateleira (horrenda!) com uns ganchos e uma vara que servia de cabideiro. E só! Deu para imaginar um armário deste tamanho formado por uma (somente 1) prateleira e um cabideiro?


Primeiro, compramos duas colunas de montar em casa, com prateleiras e gavetas. Cada uma tem 60cm de largura, instalamos cada uma num canto da parede. Elas vêm com uma barra para ser cabideiro, que cortamos para fazer dois cabideiros de 30cm, em duas alturas no meio das colunas.


As portas eram do tipo corrediças que vão do piso ao teto, que além de feias e velhas não eram práticas. Elas eram muito grandes, de cerca de 90cm cada uma, enquanto que o armário tem somente 150cm. Ou seja, tinha sempre uma parte de 30cm no meio do armário, justamente do tamanho do cabideiro que queríamos colocar, que ficava escondida atrás da porta! O cúmulo do desperdício de espaço. Nos dias de hoje não podemos aceitar isso!

Primeiro, removemos as duas portas gigantes para colocar 3 portas corrediças de 60cm cada uma, na cor branca. A ideia inicial era de usar portas de espelho (também corrediças e também do piso ao teto), mas tivemos que mudar de planos porque a altura do piso ao teto é 3cm menor do que a altura das portas. Cortar uma lâmina de madeira tudo bem, mas cortar um espelho é fora de questão!

Para as novas portas, tivemos que mudar também os trilhos. Tínhamos dois trilho e para as 3 novas portas, necessitávamos de 1 a mais. Sem contar que os trilhos era de um modelo antigo incompatível com as portas de hoje em dia. Os trilhos são feitos em pares, e para as 3 portas, tivemos que comprar 2 pares.

A instalação das colunas não nos trouxe nenhuma dificuldade particular. São móveis prontos para montar, com instruções, tudo tranquilo. Basta uma chave de fenda para isso.

As portas, no entanto, foram mais demoradas, e precisaram de alguns cuidados extras. Primeiro, precisa-se fixar os trilhos no concreto. Não é qualquer furadeira que consegue fazer isto, então é bom equipar-se bem! E mesmo com uma furadeira para concreto, tem alguns lugares que é bem difícil furar. Fizemos uns 8 furos, até conseguir 3 que tivessem profundidade necessária para colocar a bucha (quando vimos que fazer os furos eram muito difíceis, tentamos colar, mas não deu certo, então testamos outros lugares para os furos até conseguir os 3 necessários). Depois, precisamos furar os trilhos no mesmo lugar para encaixar as buchas. E alguns milímetros a mais ou a menos são importantes no resultado final.

Segunda dica, a altura das portas merece ser BEM medida. Qualquer erro é fatal! Cortar a porta, tudo bem, mas colar de volta, não dá. Com calma, medir bem a altura do piso ao teto, transpor as medidas para os dois lados da porta, traçar a reta e cortar bem na linha. A nossa primeira porta tinha menos de 0,5cm de diferença entre um lado e o outro e a diferença era muito visível! O corte na diagonal é bem difícil de esconder. Conseguimos esconder o erro, mas foi por pouco!

O armário é composto de duas colunas de prateleiras e gavetas, e um cabideiro no meio, que pode ser visto nesta foto. As portas de 60cm de largura permitem a visualização do cabideiro no meio, o que não era possível com as antigas portas.


Não fizemos o papel de parede da parte de dentro do armário, somente o piso. O interior ficou pintado de branco, como antes da reforma.


Três portas foram necessárias para fechar completamente a abertura do armário. Nesta foto podemos ver também a segunda parede cor de chocolate, onde está a porta. Escolhemos as paredes da porta e a das janelas para usar o papel de parede chocolate justamente para evitar a cor escura numa grande extensão do quarto. As aberturas fazem um bom contraste com a cor da parede e trazem mais luz para o cômodo.


Agora precisamos colar os espelhos nas portas, o que além de ser útil no dia a dia, vai dar mais volume ao quarto.

O quarto todo foi feito em 6 dias, contando somente os dias de trabalho. Sem contar os dias passados nas lojas procurando os produtos adequados, e as horas tentando entender a montagem e fazendo o projeto.

O resultado é realmente satisfatório, apesar de ser a primeira vez que a gente se lança numa aventura deste tipo. Ainda temos mais coisas para fazer no apartamento, e prometo mostrar o antes e o depois de cada cantinho que a gente reformar!

Obrigada a todos os que apoiaram e mandaram vibrações positivas. Estarei aqui se precisarem de uma conselho ou ajuda, na medida do meu conhecimento e da minha experiência, que não é muita.

Sempre é difícil dar o primeiro passo, mas o importante é não desanimar em nenhum momento. Temos que aceitar algumas falhas, e não ter medo nem preguiça de tentar de novo quando não dá certo.

Purê de cenoura com ricota

Eu adoro purê de cenoura, pelo sabor, pela textura, pela cor... já fiz várias vezes, mas não me canso de fazer e de aprimorar a receita. Eu publiquei uma vez aqui, mas confesso que este ficou ainda melhor.

Este purê serviu de acompanhamento a uma carne de porco com legumes, tudo assado no forno, que eu fiz este fim de semana.

Lembrando que esta é uma receita que me faz sorrir!!! O purê de cenoura é docinho e perfumado, mais gostoso do que purê de batatas! Sabe aqueles pratos que deixam um sorriso no rosto logo na primeira garfada?

Mas quem não gosta de comida com um toque agridoce, nem faça! Não tem sal no mundo que tire este sabor adocicado da cenoura.



Agora mostro como fiz o purê:
1kg de cenoura
1 colher de sopa de manteiga
100g de ricota
sal, noz moscada

Descascar e cozinhar a cenoura em cubos até que fique bem macia. Juntar o resto dos ingredientes e triturar usando um mixer até ficar um creme. Aquecer na hora de servir.



Esta receita está participando da blogagem coletiva promovida pelo site Larissa, da Camila, da Lidi e da Cassandra com a tema "Receita que faz sorrir".

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O quarto - o piso

Para quem acompanhou a reforma do quarto, este é o segundo episódio. Comecei pelo papel de parede em tons de marrom, duas paredes cor de chocolate, as outras cor de café com leite. Continuo com o piso, que escolhemos bem claro para contrastar com o papel de parede. Mostrarei também como fizemos o armário.

O quarto antes da reforma.



Piso: para quem ficou curioso, o piso flutuante estratificado é também conhecido como piso laminado de madeira, ou algo do tipo. Neste site de um fabricante, eles mostram o aspecto do piso e as suas características (isto não é uma propaganda, eu não ganhei nada para mostra este site).

O aspecto é feito um piso de madeira, sabe aqueles tacos antigos são feitos de madeira maciça? Sendo que um pouco mais modernos, com uma cara bem jovem e bonita. Eles são feitos, geralmente, em MDF, com várias camadas, onde a camada inferior funciona como um amortecedor e isolante sonoro (os vizinhos de baixo agradecem) e isolante térmico. A camada superior é uma lâmina de madeira, ou com cara de madeira, que tem o efeito estético desejado, com as nervuras e tudo.

Em relação aos pisos de madeira de verdade, os laminados são mais fáceis de cortar, de aplicar, de limpar e são bem mais baratos. Eles não podem ser polidos como os tacos de antigamente, e sabemos que não são feitos para durar 100 anos, mas são bem resistentes e confortáveis no contato com os pés. Principalmente para lugares frios, em que precisamos de um piso isolante térmico para poder andar dentro de casa e não ter um susto levantando da cama de noite e pisando no chão gelado.
 

O nome flutuante é porque basta colocá-lo no chão, encaixando um no outro, sem precisar colar nem pregar nada. E ele não sai do lugar depois. O conjunto fica sólido e o resultado é bem bonito. As lâminas são apresentadas nas dimensões de 140cm x 20cm (mais ou menos).

O tempo necessário para fazer o piso num quarto de 12m²: umas 5 horas de trabalho, contando o tempo de corte e de aplicação. 2 pessoas trabalhando é o suficiente. Mais que isso vira bagunça.
Materiais necessários: régua, trena, lápis, martelo de borracha, serra elétrica do tipo tico-tico ou serra circular.

Coloca-se a primeira régua (lâmina) em um canto do quarto, de preferência de forma a que as réguas sejam dispostas no sentido da iluminação do quarto. Ou seja, observa-se onde é a janela e as réguas serão colocadas perpendiculares à mesma, para dar uma impressão de continuidade da luz.

Mas nem sempre isto é possível, pois convém evitar os possíveis cortes nas réguas. Os cortes no sentido do comprimento da régua são mais chatos de fazer, e resolvemos considerar isto em prioridade. O que significa que escolhemos de fazer as linhas das réguas paralelas ao menor lado do quarto. Desta forma, evitamos muitos cortes no comprimento das réguas.

Uma vez a primeira régua colocada, com um pedaço de madeira de 0,5 a 1cm para que as lâminas não fiquem coladas na parede, encaixar as seguintes até chegar na extremidade oposta. Nesta hora, geralmente a régua é maior do que o espaço, e é necessário cortá-la. Mede-se, considerando o espaço de 1cm da margem, e serra-se na altura medida. Com o resto desta régua, começa-se a fileira seguinte (depois de deixar 1cm de distância para a parede), e assim por diante. Desta forma, não há desperdício e as réguas ficam bem alinhadas. 


As caixas do piso sendo abertas, uma a uma.


Começamos a colocar da parede da janela, em direção à porta. Nesta foto, uma fileira de réguas encaixadas formando toda a largura. Depois esta fileira é encaixada no resto, no sentido do comprimento.



Os armários, que já estavam montados, ficaram bem no meio do quarto enquanto colocávamos o piso na parte onde eles vão ficar.


Piso feito, até embaixo do armário.

A parte mais chata de todas foi colocar os rodapés.

Os rodapés de apresentam na forma de tiras de madeira (na verdade de MDF) com a mesma decoração do piso laminado, cor e textura. Sendo que com dimensões de 10cm de largura e 220cm de comprimento. O ideal é evitar os cortes. Sempre que possível, usar uma barra inteira na parede. Foi o que fizemos. Usamos 3 barras inteiras em 3 paredes e fizemos cortes nas outras para completar o comprimento e para fazer os ângulos.


Dificuldade: os ângulos! 


Existem duas formas de fazer junções: corte reto e corte inclinado (à 45°). O corte reto é quando as duas partes do rodapés são retas e se unem. Sendo que esta união nunca é perfeita, sempre acaba deixando passar um pouco de luz, e fica um buraquinho aqui e ali. O ideal é o corte à 45°. Ou seja, cortar as duas partes da união inclinadas, de forma a que elas se encaixem, não deixando passar nenhuma luz. O acabamento fica lindo, mas dá muito trabalho de cortar bonitinho assim.

Resolvemos fazer uniões em ângulo somente para a união de duas paredes, o que nos parece indispensável. Para a união de duas partes de rodapé no mesmo muro, fizemos com um corte reto.

Nesta foto, mostro o corte em 45° dos rodapés, para que se encaixem um no outro. Os rodapés da foto não estavam colados, eu queria somente mostrar o ângulo de corte.


Um outro problema dos ângulos, é que as paredes nunca são perfeitamente retas. Então por mais que os dois pedaços cortados em ângulo se encaixem, no momento em que eles estiverem contra o muro, eles não vão mais se encaixar! Um horror! Resolvemos deixar assim mesmo e corrigir depois.

Depois de tudo cortado no tamanho certo, com os devidos ângulos posicionados, passamos cola (de pistola), e colamos os rodapés na parede. O importante é que a parte de cima fique bem colada para dar um efeito mais bonito e esconder ao máximo o espaço que ficou entre as réguas do piso e a parede.

Depois de tudo colado, hora de fazer o acabamento. Usamos uma espécie de rejunte próprio para madeiras. Usamos um rejunte branco (a cor mais próxima da cor do piso que encontramos) para tapar os buracos dos rodapés nas uniões retas e principalmente nos ângulos. Depois, passamos ainda um fio de silicone para fazer o acabamento entre a parede e o rodapé e entre o rodapé e o piso. Desta forma evitamos que a poeira entre nos buraquinhos mais escondidos do quarto.

Depois, deixamos secar! O armário fica para o próximo post.

Tiramisu de pêssego com speculoos

Esta é a minha primeira participação na blogagem coletiva dos países, promovida pela Sheila, do blog Cozinha de Mulher. Esta semana, a letra é H, escolhi a Holanda. E como eu não tive muito tempo de preparar algo típico do lugar, resolvi usar um ingrediente originário de lá, os biscoitos spekuloos para um tiramisu.



Spekulaas, spekulatius, ou speculoos é um tipo de bolacha natalícia tradicional na gastronomia belga e holandesa e em parte da Alemanha. As especiarias que se usam para fazer as speculoos são a principal característica distintiva destas bolachas. Trata-se de uma mistura de canela (8 partes), noz moscada (2), cravinho (2), gengibre em pó (1), cardamomo (1) e pimenta branca (1). (Wikipédia).

Pelo o que eu vejo, estes biscoitos são tradicionais do Natal, como muitos outros biscoitos de especiarias. Mas aqui onde eu moro, na fronteira com a Bélgica, este biscoito é popular o ano inteiro, e é sempre servido acompanhando um cafezinho. O gostinho de canela é delicado, mas marcante. O biscoito é bem característico da região, sendo encontrado em qualquer supermercado.

Para dar uma ideia do sucesso dele nesta região, já existe uma versão de pasta para passar no pão (tipo Nutella) sabor Speculoos, sobremesa láctea (tipo Danette) sabor Speculoos, e até um pudim de saquinho sabor Speculoos, pronto para preparar.

A receita que me fez querer associá-los aos pêssegos veio daqui. Eu não usei a receita toda, mas confesso que fiquei inspirada em usar o tal biscoito com pêssegos em verrines.

Usei para a calda de pêssegos (se não foi usar pêssegos em calda já prontos)
500g de pêssegos frescos e maduros
3 colheres de sopa de açúcar
um pouco de água
2 cravos

Mergulhar os pêssegos em água fervente por alguns minutos. Retirar a pele, que se solta facilmente, retirar os caroços e cortar em cubos. Levar ao fogo a água com açúcar, deixar ferver. Juntar os cubos de pêssego e deixar cozinhar por alguns minutos, até ficarem macios, mas sem desmancharem. Deixar esfriar.

Para o tiramisu:
200g de biscoitos (usei Speculoos)
1 colher de sopa de manteiga
3 ovos
2 colheres de sopa de açúcar (se preferir, usar mais)
algumas gotas de extrato de baunilha
250g de queijo mascarpone

Triturar dois terços dos biscoitos (eu usei o processador) até fazer uma farofa fina. Quebrar o resto grosseiramente com as mãos. Juntar a manteiga e trabalhar com as mãos até formar uma farofa.


Bater as gemas com o açúcar até dobrar de volume. Juntar o queijo mascarpone (deixá-lo 1 hora em temperatura ambiente antes de usar) e bater bem até que fique um creme homogêneo. Juntar a baunilha e reservar. Bater as claras em neve com uma pitada de sal (quem quiser, juntar mais açúcar às claras em neve). Incorporar o creme de mascarpone aos poucos, mexendo delicadamente.


Fazer a montagem das verrines, na ordem desejada. Eu fiz uma camada de farofa de biscoitos, apertando um pouco com a colher, depois uma camada de creme de mascarpone, depois o pêssego em calda. Mas qualquer ordem é válida e gostosa! Deixar gelar por algumas horas na geladeira antes de servir.

Esta é a sem duvida a sobremesa favorita do meu namorado. Ele sempre me pede para fazer, seja com pêssego, com morango, com banana, ou com outra fruta. Ele só não é muito fã da versão original, na qual os biscoitos são molhados no café. Como pode-se perceber, o tiramisu é bem versátil e pode ter vários sabores.

Esta receita contém ovo cru. Convém usar ovos frescos, fresquíssimos, para evitar contaminação por bactéria (Salmonela). Nada de usar aquele ovo que está na geladeira há mais de uma semana. Outra recomendação é de consumir rapidamente o tiramisu.


Este post participa da blogagem coletiva Sabores de A ao Z, promovida pela Sheila, do blog Cozinha de Mulher.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O quarto - o papel de parede

Apresento o primeiro episodio da reforma do nosso quarto. Começo com o papel de parede, continuo com o piso e depois finalizo com o armário embutido.

Para começo de conversa, nós adotamos o estilo Faça Você Mesmo (Do It Yourself - DIY). Não foi questão de querer fazer com as próprias mãos por simples prazer, mais sim para economizar na mão de obra (que aqui é caríssima). E como não temos nenhuma experiência no assunto (além de dicas de amigos, livros/revistas e vídeos da net) e nem material profissional adequado (temos algumas ferramentas básicas, que se tornaram essenciais), aprendemos muito com nossos erros e acertos.

Nós quase terminamos o quarto, falta somente colocar uma iluminação adequada, colocar espelhos nas portas dos armários e fazer uma decoração bem aconchegante, com direito a fotos nossas.

De fato, foi trabalhoso, passamos muitas horas de trabalho por dia dando o melhor de nos mesmos para poder fazer algo bonito e aconchegante.

O resultado foi melhor do que o previsto, para nossa sorte! A combinação de cores ficou boa, alguns defeitos no corte do papel de parede ficam meio escondidos por conta da luz suave que colocamos provisoriamente.

Este era o quarto antes da reforma. Todas as paredes brancas. Piso laminado cor de madeira.



Explico cada etapa, começando pelo papel de parede.

Paredes:
Tempo de execução: 3 dias (3 manhãs e 3 tardes).
Para um quarto de uns 12m², levamos 2 longos dias para colocar o papel de parede, 2 pessoas trabalhando. Mais do que isso vira bagunça, 1 pessoa sozinha é impraticável. Contar mais uma manhã ou tarde para desmontar móveis, retirar tudo do quarto e preparar o solo, e o mesmo no final para limpar e colocar tudo de volta.


Material necessário:  tesoura, estilete, régua, mesa para aplicar a cola (se for o caso), pincel para aplicar a cola, cola, escova macia ou parte de baixo de uma vassoura para colar o papel e eliminar bolhas, rolo (foto) para remover bolhas e para retificar uniões entre duas faixas.


Imagem daqui.

Compramos 2 cores de papel de parede, uma cor chocolate, para as paredes menores, a da janela e a da porta, e um marrom claro, meio café com leite, para as paredes no sentido do comprimento.


Começamos retirando tudo do quarto, desmontando móveis e preparando todo o material.

 

 Com o quarto vazio, preparamos o solo. Embaixo do piso existente, descobrimos um carpete rosa!


Nesta mesa passamos a cola no papel de parede. Balde com a cola e o pincel (trincha) usado.


A primeira parede com o papel.


Retificando as uniões com o rolo.


Quarto com o papel de parede colocado.


Dificuldades:
1) os cortes no papel de parede, que dependem da forma do quarto. Fica mais fácil num quarto de 4 paredes retas e simples, mais difícil em presença de saliências e reentrâncias. Cortes são inevitáveis a cada porta e janela, que merecem ser medidos com toda a atenção do mundo. Pode acontecer da gente cortar o lado errado, descartando a parte que vai usar, mas o importante é ter uma quantidade de papel suficiente para compensar estes erros. Cortes de tomadas e interruptores são menores e devem ser feitos com estilete ou tesoura com o papel já colado.

2) O papel de parede foi um pouco cansativo para colocar. Como foi nossa primeira vez, acabamos escolhendo um produto pela cor, não pela forma de colar. Explico: existem basicamente 2 tipos de papel de parede. O primeiro tipo necessita que a cola seja aplicada diretamente nele para então ser colado na parede. O outro tipo pede que a cola seja aplicada na parede (mais fácil, principalmente para os menos experientes).
O nosso era do primeiro tipo. Nem olhamos a embalagem para verificar isso na hora de comprar. Somente alguns meses depois notamos (falei que compramos este papel em fevereiro, não foi?), mas já era tarde demais.
Para a cola, basta comprar um pote de cola pronta (um pote grande feito o de tinta), ou diluir a cola em flocos em uma certa quantidade de água.

3) Lembrar de diluir na quantidade INDICADA de água, e não como você bem entender! Foi o que aconteceu conosco. No começo, usamos muito mais água do que o recomendado. O que aconteceu foi que o papel, depois de pregado no muro, ficava se soltando nas extremidades. A gente tinha que descolar um pedaço e passar cola novamente no papel com um pincel pequeno, porque passar na parede não adianta nada, ele simplesmente não cola!. Depois, preparamos a cola com a quantidade certa de água, e o problema diminuiu bastante.

4) Sendo que passar cola numa faixa de papel de parede de 2,5m não é nada fácil, usamos uma mesa plástica como suporte. Claro que a mesa não tinha 2,5, então tínhamos que fazer em duas vezes. Passar a cola na primeira metade, depois levantar o papel, limpar a mesa (com uma esponja molhada), secar com papel toalha, para então passar cola na outra metade. E no final, tínhamos que limpar de novo, antes da outra faixa. Depois disso, é só colar o papel na parede, começando pela parte de cima, com bem cuidado para ele fique bem rente ao papel do lado que foi colado antes. Em cima e embaixo, não tem problema se não ficar reto, pois o papel é cortado com um estilete quando está um pouco mais seco. Com a escova (vassoura), fazer movimentos do sentido do lado que não tem papel de parede. Se necessário, descolar e colar de novo para que fique no lugar certo.


5) Papel colado, então é hora de tirar as bolhas, fazendo movimentos do centro para as bordas para eliminar o ar preso entre o papel e a parede (ou de preferência para o lado que não tem papel de parede). As bolhas devem ser retiradas imediatamente, antes que a cola seque. As bolhas saem como quando encapamos cadernos e livros com "papel contact", fazendo-as deslizar até uma borda. Para isto, usa-se as mãos, uma escova grande e macia, vassoura ou esponja, ou algo que possa deslizar sobre o papel sem rasgá-lo. Prefiro com as mãos. A iluminação nesta hora é essencial. Sem luz, não é possível ver as bolhas! Use uma lâmpada direcionada, de preferência bem forte para observar o papel. Depois pode ser tarde demais...

Repetir este processo até cobrir todas as paredes. Depois, cortar com um estilete a parte perto do teto, e a parte de baixo, próxima ao piso. Lembrar de nunca cortar com o papel molhado, pois ele corre o risco de rasgar. Esta parte de baixo é menos importante, no nosso caso, porque ela vai ser coberta com um rodapé. Então sabemos que temos alguns centímetros de margem de erro. Mas o corte do teto deve ser feito com muito cuidado, pois é feio se não ficar retinho.

Depois, é só deixar secar. Nós deixamos de um dia para o outro para começar a fazer o piso. Conto o resto no próximo post.

Quarto pronto!

Salada de beterraba, laranja e queijo feta

Aproveitando que a segunda é sem carne, e que uma saladinha de verão agrada todo mundo, fiz esta que ficou deliciosa! Super refrescante.

Na verdade combinei a ideia da salada de beterraba com laranja, que eu adorei, com o sabor da beterraba com queijo feta, que eu fiz nesta deliciosa quiche.

Foi só juntar cubinhos de beterraba cozida (por aqui, eu só encontro beterraba já cozida, mas se for crua e ralada deve ficar bom também), fatias de laranjas (sem casca, sem a parte branca, sem sementes) e cubos de queijo feta. Reguei com azeite e juntei orégano desidratado.

Uma entrada que fez o maior sucesso!

domingo, 26 de agosto de 2012

Tabule de legumes e presunto

Esta é daquelas saladas frescas para o verão que podem e devem ser feitas na véspera para tomar gosto e ficarem mais geladinhas na hora de servir.


Os ingredientes são os da geladeira no momento. Eu usei:

1/2 pepino
1/2 lata de milho verde
1/2 pimentão vermelho
2 tomates picados
1/ xícara de chá de passas
200g de presunto em cubos
1 xícara de sêmola de trigo
1 colher de sopa de azeite
suco de meio limão
ervas frescas (usei salsa, mas fica muito bom com hortelã)

Começar hidratando a sêmola na mesma quantidade de água fervente, junto com as passas. Juntar o azeite e deixei descansar 5 minutos. Cortar os legumes em cubinhos e misturar com a sêmola (passar um garfo para soltar os grãos), o suco de limão e a salsa picada (se puderem, usem hortelã). Temperar com sal e pimenta do reino. Deixar na geladeira de um dia para o outro.

Fica uma delícia!

sábado, 25 de agosto de 2012

Arroz com quinoa e medalhão de carne moída com queijo e legumes

Ainda na minha ânsia de descobrir a quinoa, resolvi usá-la no dia a dia, no meu almoço.

Como eu já falei por aqui, faço almoço para levar para o trabalho, em uma marmita. Queria juntar a parte saudável da quinoa com a praticidade no meu dia a dia.

E fiz isso fazendo simplesmente um arroz com quinoa. Para acompanhar um medalhão de carne moída e legumes refogados ao curry.
 

Para o arroz com quinoa, não tem segredo: cozinhei uma xícara de arroz com meia xícara de quinoa. Juntei 3 xícaras de caldo de frango caseiro (feito assim) para cozinhar, até a água secar.

O medalhão eu fiz com carne moída e cubinhos de queijo. Fiz assim: temperei a carne moída com sal, pimenta do reino e um pouquinho de vinagre balsâmico (que deixou um gostinho bom na carne!). Num aro, coloquei um pouco de carne moída e espalhei bem. Arrumei os cubinhos de queijo e coloquei outra camada de carne moída por cima. Não quis juntar ovo nem farinha de rosca ou pão, como nas almôndegas, para valorizar o gosto da carne. E também não quis fritar nem grelhar.
Coloquei-os numa assadeira coberta com papel manteiga. Levei ao forno por 20 minutos, virei e mais 10 minutos do outro lado. O queijo que estava próximo das bordas derreteu um pouco e escorreu pela assadeira. Dai eu recolhi e coloquei em cima da carne.


Para os legumes: refoguei uma cebola picadinha com azeite e alho amassado (desta conserva no azeite, que foi aromatizada com pimenta calabresa e ervas secas). Nesta hora, temperei com um pouco de curry (opcional). Juntei abobrinha sem casca cortada em cubos, deixei cozinhar um pouco com um pouco de caldo de frango (so um pouco para não grudar na panela). Juntei cenoura em rodelas já cozida, e couve-flor em pedaços, também cozida. No final, juntei um punhado de coentro para aromatizar e desliguei o fogo.

E olha que prato bonito que ficou!
O arroz ficou bem gostoso. Gosto de arroz normal, enriquecido com grãozinhos às vezes crocantes de quinoa. Adorei.
Os legumes, me inspirei da Abobrinha ao curry, que eu mostrei aqui no blog.
A carne assada no forno ficou deliciosa, o toque de vinagre balsâmico deu um sabor bem agradável.


E a minha marmita! Alguém aí também leva almoço para o trabalho, ou faz para alguém levar? O que vocês gostam de preparar?

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