sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Papelote de peixe na mostarda

Sabe quando você tem vontade de comer aquele peixe macio, molhadinho, e não aquele peixe seco e sem graça?

Pois uma forma de preparar peixe fácil, sem fritura, sem cheiro pela casa, somente em 20 minutos, é assar o peixe no forno embrulhado num papel alumínio, o chamado de papelote.



A ideia é colocar abrir um pedaço de papel alumínio, colocar o peixe temperado com sal e pimenta do reino, além de gotinhas de suco de limão. Depois você pode se divertir com o molho, pois é no vapor dele que o peixe vai cozinhar. Pode um pouquinho de vinho branco, de mostarda, de leite de coco, de tomate, de ervas como coentro, cebolinha, salsa, ou o que quiser. Pode até juntar uns legumes pré-cozidos no vapor para fazer um prato completo.

Eu fiz assim:

2 filés de peixe
sal, pimenta do reino
gotas de suco limão
4 dentes de alho na conserva de azeite (ver receita aqui)
2 colheres de chá de mostarda

Temperei os filés de peixe com sal, pimenta do reino e suco de limão (algumas gotas somente). Coloquei-os sobre um pedaço de papel alumínio. Coloquei por cima de cada filé dois dentes de alho (da conserva no azeite) e amassei com o garfo. Aproveitei e joguei umas gotinhas de azeite temperado com ervas, e terminei espalhando uma colher de chá de mostarda por cima. Depois, juntei as laterais do papel, deixando um certo espaço sobre os peixes para o vapor circular. Amassei as pontinhas, fechando o papelote (não pode deixar nenhum buraco) e levei ao forno por 20 minutos.


O peixe ficou macio, suculento e saboroso. Servi com arroz branco e legumes no vapor.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ovos cocotte

Este é um prato que sempre aparece aqui em casa. E já apareceu aqui no blog com outra cara, com a base de pão e outro com tomate. Agora mostro a versão clássica, que é mais rápida.

Sempre faço este prato nos finais de semana, quando acordamos mais tarde e queremos tomar um café da manhã reforçado, tranquilamente. Acordo, coloco uma boa música e vou preparar os ovinhos. Enquanto eles estão no forno, eu tomo um bom banho e preparo uma mesa bem bonita para começar bem o dia.

Aproveita e pede para o namorado/marido/filho ir comprar um pão quentinho, que vai muito bem com este prato.



Para duas pessoas:

Começar preaquecendo o forno.
Untar duas tigelinhas que possam ir ao forno com manteiga.
Colocar algumas lascas de presunto de frango, de peru, de parma, de mortadela, de lombinho defumado, do que quiser, incluindo cubos de tomate, de cogumelos ou de pimentão para uma versão vegetariana.
Quebrar um ovo dentro da tigela, com cuidado para não quebrar a gema.
Temperar com sal e pimenta do reino.


Arrumar com carinho uma colher de creme de leite por cima da gema, sem espalhar muito.
Colocar por cima de tudo uns cubos ou fatias de queijo que você tiver na geladeira.
Salpicar por cima um pouco de orégano.
Levar ao forno por uns 15 à 20 minutos, para dourar o queijo e para deixar a gema ainda molinha.


Nas primeiras vezes que eu fiz, assei em banho-maria. Mas depois percebi que assando no forno normal funcionava muito bem. Fazer no forno mais quente vai dourar mais rápido o queijo e deixar a gema mais mole. Se não gostar, bastar deixar no forno bem baixinho e esperar tranquilamente até que a gema fique cozida.

Eu, particularmente, aprecio muito os momentos simples da semana, mas que são verdadeiras ocasiões especiais. E você? Que tal fazer este domingo?

Pêssego - 18/12. BC Comer bem para viver melhor

Além da cenoura, vamos agora indicar qual a fruta que vai acompanhá-la no dia 18/12.

Esta fruta é o pêssego, ou sua prima a nectarina.

O pêssego fresco é uma boa fonte de fibras alimentares, de vitamina A e de vitamina B3 (PP ou niacina), de potássio, e uma ótima fonte de vitamina C.


O pêssego é originário da China. Vários caroços de pêssego encontrados em sítios arqueológicos atestam o consumo desta fruta desde o Neolítico. Alguns caroços de pêssegos selvagens datam de 6000-7000. Na Antiguidade, o pêssego era cultivado na bacia Mediterrânica. Dizem que ele chegou até a Grécia através do Persas (graça aos quais ele ganhou o seu nome: Prunus persica), que por sua vez chegou na Pérsia através da rota da Seda, vindo da China.

O pêssego possui um valor simbólico no mundo chinês: ele é o símbolo da imortalidade, e a madeira do pessegueiro serve para espantar os maus espíritos. As suas flores são associadas ao amor. Na China do norte, os pessegueiros florescem em fevereiro, época do Ano Novo Chinês, e época favorita para os casamentos. Na festa da Primavera, as pessoas usam flores de pessegueiro para atrair a sorte no amor. E esta bela flor é comparada às belas moças e simboliza a noiva. Adaptado do Wikipédia.

A nectarina (Prunus persica nucipersica) é uma variedade de pêssego resultante de uma mutação natural do pessegueiro. A principal diferença entre elas é a ausência dos pelos, o que confere ao pêssego uma pele aveludada. A nectarina, por sua vez, possui uma pele lisa e brilhante. Adaptado de Wikipédia.

Ou seja, o primo careca e o cabeludo! O pêssego e a nectarina!

Contamos com a participação de vocês! Para participar, basta publicar uma receita (os várias) no dia 18 de dezembro e dizer que está participando da BC Comer bem para viver melhor. Pode levar o nosso selinho se quiser.




Organização da BC  Comer bem para viver melhor: eu mesma Kati, a Josy, a Ana Cláudia e a Margarida, em campanha para uma alimentação mais saudável.

Olha o que já rolou por aqui com pêssego ou nectarina:

Creme de nectarina light  
Verrine de pêssego com ricota
Bolo invertido de nectarina
Tiramisu de pêssego com spéculoos
Pêssego caramelizado com sorvete
Magret de pato com pêssego

Gostou das ideias? Até dia 18/12, então!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Tartiflette

Voltando para os clássicos da gastronomia francesa, apresento a vocês a tartiflette.

A tartiflette é um gratinado de batatas típico do inverno nos Alpes, da região da Savoie. Prato único, feito com camadas de batata em rodelas, pedacinhos de bacon e cebolas num molho branco com creme de leite e uma dose de vinho branco, que confere um sabor e um aroma deliciosos ao prato. Por cima, um queijo de aroma forte, cremoso e com uma casquinha que se torna crocante ao ser levado ao forno, o Reblochon.

Receita tradicional dos esportes de inverno, que as pessoas se deliciam nos chalés, de frente à lareira, após um dia de esqui na neve. Nada melhor que um bom prato bem quentinho e cheio de energia para confortar o corpo cansado e recuperar as forças para o dia seguinte. E para quem não está nas montanhas, um dia de frio é o suficiente como desculpa para fazer o prato. O cheirinho no forno é de abrir o apetite!



A preparação é das mais simples, neste caso para 4 porções. A receita (ingredientes e quantidades) veio daqui. Acompanhe:

1,2kg de batatas (escolher batatas firmes)
2 cebola grandes
200g de bacon defumado em cubos
2 colheres de sopa de creme de leite
100mL de vinho branco seco
1 queijo Reblochon (450g)
1 dente de alho
1 colher de sopa de manteiga
sal e pimenta do reino

Descascar e cortar as batatas as rodelas de 0,5cm de espessura. Cozinhá-las numa panela grande com bastante água e uma pitada de sal (ou no vapor) por 10 minutos apos a fervura, ou até que elas fiquem macias, mas ainda bem firmes. Escorrer e reservar.
Cortar a cebola em rodelas finas. Numa panela quente, colocar o bacon em cubos e deixar refogar na sua própria gordura. Quando ele estiver dourado, juntar a cebola e deixar mais alguns minutos. 
Preaquecer o forno a 180°.
Untar uma travessa que possa ir ao forno com um pouco de manteiga, esfregar o fundo da travessa com o alho cortado ao meio.
Cobrir o fundo da travessa com a metade das batatas. Colocar por cima um pouco de sal e de pimenta do reino. Fazer uma camada com a metade da mistura bacon e cebola e juntar uma colher de creme de leite. Juntar a outra metade das batatas. Mais um pouco de sal e pimenta do reino. Outra camada de creme bacon e cebola, mais uma colher de creme de leite.
Cortar o queijo em dois na altura, formando duas metades redondas. Corta cada metade em dois e colocar na travessa, com o cuidado de deixar a crosta do queijo para cima.
Regar com o vinho branco.



Levar ao forno por 15-20 minutos para gratinar. O queijo deve ficar dourado por cima, sem queimar, e derretido por baixo. Lembrar que todos os ingredientes já estão cozidos.


Servir com uma salada verde (para a consciência).

Variantes:
O vinho é opcional, mas o aroma e o sabor característico se perdem um pouco se ele faltar.
O bacon pode ser substituído por salmão defumado ou presunto ou frango em cubos.
Na falta de Reblochon, usar um camembert cortado da mesma forma, ou queijo muçarela com um bom parmesão ralado por cima (para dourar), misturado com um pouco de farinha de rosca.

Com essas variantes, a receita deixa de ser tartiflette, mas é igualmente deliciosa.

Se tiver um vinho tinto para servir com a tartiflette, a noite fica melhor ainda!

Cenoura - 11 ao 17/12. BC Comer bem para viver melhor

Gente, eu estive ausente na BC do mês de novembro, mas estou pronta para a do mês de dezembro. Começamos com a abobrinha, passamos a vez para a abóbora e agora é a vez da CENOURA.

Este legume raiz é popularmente conhecido como cenoura ou cenoira, e é uma planta apreciada desde a época dos antigos gregos e romanos. A sua raiz é tuberosa, laranja, com uma textura lenhosa e comestível. As cenouras são comidas cruas, inteiras, ou como parte de saladas, e são também cozidas em sopas e refogados. Também se pode fazer bolo de cenoura. A parte folhosa da planta não é comida na maioria das culturas, mas é comestível.

As cenouras são grandes fontes de fibra dietética, antioxidantes, minerais e betacaroteno. Este último, responsável pela coloração alaranjada característica do vegetal, é uma provitamina A (substância que dá origem à vitamina A dentro de um organismo vivo). Ele ajuda o desempenho dos receptores da retina, melhorando a visão. Também ajuda a manter o bom estado da pele e das mucosas. No ser humano, apenas cem gramas de cenoura são suficientes para suprir as necessidades diárias de vitamina A.

As cenouras, originalmente, apareciam com cores púrpura, branca e amarela. A cenoura laranja, que é hoje sinônimo de cenoura, foi desenvolvida na Holanda como tributo a Guilherme I de Orange (orange significa "laranja") durante a guerra holandesa de independência da Espanha, no século XVI.

Nunca se deve descascar uma cenoura, pois a parte mais nutritiva está justamente perto da superfície. Basta lavá-la e raspá-la.

Adaptado de Wikipédia.

E então? Já começou a pensar em tudo o que podemos fazer com a cenoura?

Aguardo vocês. Para participar, basta publicar uma receita (os várias) do dia 11 ao dia 17 de dezembro e dizer que está participando da BC Comer bem para viver melhor. Pode levar o nosso selinho se quiser.

Por aqui eu já mostrei:
e muitos outros!



 

Organização da BC  Comer bem para viver melhor: eu mesma Kati, a Josy, a Ana Cláudia e a Margarida, em campanha para uma alimentação mais saudável. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sopa ucraniana de tomate (apimentada)

A minha contribuição para a blogagem coletiva da Sheila, Sabores de A ao Z, desta semana é algo diferente. A letra é U, o país é a Ucrânia... muitos vão pensar no Borsch, a sopa de beterraba ucraniana por excelência, e consumida em muitos países do leste europeu. Mas eu achei uma outra receita que chamou a minha atenção.

A minha receita é sopa ucraniana de tomates. Ela é levemente apimentada, com um toque de limão, tem uma textura deliciosa e, cá entre nós, eu quase tomava a panela inteira sozinha!

Sheila, querida, mais uma vez obrigada por nos proporcionar este desafio e por fazer a gente provar tanta coisa boa! Se não fosse a brincadeira, eu nunca iria encontrar esta sopa.
Primeiro porque eu não sou fã de sopa de tomate. Fico com medo de tomar molho de tomate ao invés de sopa.
Segundo porque eu fiz sopa de beterraba na semana passada, e não queria fazer o Borsch agora (quem sabe daqui a um tempo?).
Terceiro porque as outras receitas que eu encontrei eram complicadas e eu não tinha tempo para isso.
Quarto, porque se eu não fosse louca por comidas diferentes, eu teria me contentado em dizer que não tive tempo de fazer nada e pronto.
Mas eu teimei em fazer esta sopa diferente. A receita eu encontrei no site Atelier des Chefs, uma empresa que propõe aulas de culinária para pessoas normais, como eu e como você, acompanhadas de um chef de verdade. E é a gente que bota a mão na massa mesmo, com direito a comer o que prepara no final! Eu já fiz uma aula e adorei! No site, eles publicam todas as receitas preparadas nas aulas. Esta adaptei um pouquinho, mas ficou muito boa... Vale a pena mesmo!


Aqui estão os ingredientes que eu usei:
2 filés de peitos de frango em cubos
1 cebola picada
2 cenouras pequenas picadas
3 batatas picadas
*1 pimentão em cubos (acrescentei por conta própria, eu tinha um na geladeira que eu queria usar)
um pedaço de salsão (não usei)
1 lata de tomates pelados (400g ou 6 tomates) - com o suco da lata
70g de extrato de tomate (usei uma latinha)
2 dentes de alho
ervas de provença (na receita pedia salsa, mas eu não tinha)
150g de creme de leite (na receita pedia creme azedo, mas eu usei creme de leite)
suco de 1 limão
purê de pimenta
azeite
1L de caldo de galinha (usei 1 cubo e 1L de água)

Começar refogando a cebola no azeite. Juntar o alho, o salsão, a cenoura e o pimentão. Juntar o molho de tomate e o purê de pimenta. Juntar o caldo de galinha, os legumes e deixar cozinhar até que os legumes fiquem macios. Bater no liquidificador, ou no mixer.


Enquanto isso, em outra panela, dourar o frango em um pouco de azeite. Quando estiver bem dourado, em todas as faces, reservar. Voltar a sopa passada à panela, juntar o creme de leite e o suco de limão. Jogar os pedacinhos de frango dourados e deixar cozinhar uns 10 minutos em fogo baixo, mexendo de vez em quando.


Servir com um pedacinho de limão por cima.

Posso dizer mais uma vez que ficou excelente??? Pois ficou!

Sheila, quando acabar, vamos ter que recomeçar do A, hein?? Eu adorei a brincadeira!

Blogagem coletiva

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A indicada para escolher a cor: As cores do arco-íris

Gente, este mês, para a BC As cores do arco-íris, da Margarida, do blog Tachos vs Panelas, eu fui indicada pela querida Sheila, do blog Cozinha de Mulher, para escolher a cor. E se eu entendi direito a brincadeira, tenho que passar a bola para outra pessoa.

Eu vou escolher a Felismina (vocês já a conhecem?), do blog Coisas Doces. A Felismina preparou umas peras bêbadas no vinho que me deixaram babando. Logo eu, que adoro peras cozidas. Fiquei curiosa com o que ela vai nos preparar da próxima vez, com a cor que ela vai escolher.

Felismina, quando estiver pronta, é só nos avisar qual a sua cor escolhida!

Praia dos Carneiros - Pernambuco

A minha primeira parada na minha viagem ao Brasil foi a Praia dos Carneiros, em Pernambuco. Alugamos uma casa por lá e passamos uns 4 dias na maior tranquilidade do mundo.

Praia dos Carneiros - PE, com sua areia branca e foto sem retoques

Para quem não conhece, a Praia dos Carneiros se situa no município de Tamandaré (o mesmo no qual se situa a praia de Tamandaré). Ao norte, se limita com o estuário do rio Formoso (foto abaixo) e o rio Ariquimba, que é a fronteira natural entre os municípios de Tamandaré e Rio Formoso. E tudo isso fica à 120km ao sul da capital, Recife.

Rio Formoso e suas lanchas e catamarãs

Esta não é uma praia urbana, ou seja, ela não está implantada no centro de uma cidade, e por isso, não tem a mesma estrutura que as outras, como Porto de Galinhas e Tamandaré. O que significa também que há menor número de pousadas, restaurantes, bares, barraquinhas vendendo comida na praia e lojinhas de artesanato. E há mais coqueiros, natureza, espaço na areia, pescadores, jangadas, calma, paz, propriedades privadas (na sua maioria casas com enormes espaços verdes), e bem longe da agitação das praias urbanas.
 
Coqueiros e recifes da praia dos Carneiros

Ou seja: para uma estadia tranquila é indispensável alugar uma casa e chegar lá de carro, trazendo na bagagem a comida para passar os dias necessários. Não há mercados, feiras, lojas, nem nada, sendo necessário se deslocar até Tamandaré para comprar cerveja, peixe e camarão frescos, e o que mais faltar. Na cidade há dois grandes restaurantes-hotéis-pousadas, o Bora Bora  o Prainha de Carneiros, todos eles respeitando a natureza, a paisagem, confundindo-se com os coqueiros e oferecendo redes e água de coco aos clientes que aparecem por um dia, um fim de semana, ou mais tempo. Algumas casas também possuem espaço para churrasco, redes, vista para o mar e para os coqueiros, convidando ao descanso.

Casas na praia dos Carneiros

Para passar o tempo, há barcos e lanchas que fazem passeios pelo rio Formoso e Ariquimba. Elas levam os turistas para ver os mangues, que é a vegetação nativa do encontro das águas de um rio com o mar (que aqui é uma Área de Proteção Ambiental), ao outro lado do rio (na praia de Guadalupe) para tomar um banho de argila (que dizem ter propriedades tonificantes para a pele), depois a um banco de areia, para aproveitar o banho quente das piscinas naturais.

Mangue vermelho (com suas raízes aparentes) e uma enorme quantidade de peixes (é impressionante! dá pra ver, né??)

Pode-se também caminhar pela areia em direção aos rios até chegar nos mangues para ver de perto os aratus (caranguejos pequenos e vermelhos), além da enorme quantidade de peixes que nascem por lá. Durante a caminhada, de vez em quando a gente encontra uma maria-farinha (pequenos caranguejos de praia, como siris, sendo menores), que aparece para nos saudar e depois se enterra na areia. Com um pouco de sorte, você também pode encontrar estrelas do mar e bolachas de praia (outro tipo de equinodermos, primos da estrela do mar).

Aratu (pequeno caranguejo vermelho)

Com a maré baixa, a praia fica com uma grande extensão de areia e com recifes aparentes, formando piscinas e um belo relevo na areia. Tiramos algumas belas fotos durante o espetáculo que foi o nascer do sol.


Estes foram os meus primeiros dias de férias: churrasco, praia, caipirinha e coquetéis de frutas da terra (acerola, caju, goiaba, manga), passeio de barco, peixe e camarão frescos, caminhada na praia, rede e muito descanso e curtição em família.

Se precisarem de uma ajuda para escolher o destino das próximas férias, lua de mel ou passeio em família, é basta lembrar da Praia dos Carneiros.

A viagem continua aqui:
Notícias
Comidas de viagem - sorvetes Frutos do Cerrado - Brasília
Praia dos Carneiros - Pernambuco
Comidas de viagem - Cafofo da tia Dica - São Luís do Maranhão
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Massa com frango e cogumelos ao molho de mostarda

Para os dias em que eu quero comer algo gostoso, mas sem passar horas na cozinha, eu opto por uma massa. Sem falar que rende bastante e combina com tudo.

Desta vez eu preparei uma massa com pedacinhos de frango, cogumelos frescos e fiz um molho bem caprichado, usando ricota, ao invés do creme de leite, e mostarda. Para quem gosta de comer bem e sem culpa.



Para 3 porções:
250g de massa (usei penne) cozida em bastante água com uma pitada de sal
3 peitos de frango em cubos
500g de cogumelos frescos (separar os pés dos chapéus, picar bem os pés e fatiar os chapéus)
1 cebola picada
2 colheres de sopa de óleo
1 colher de sopa generosa de mostarda de dijon
2 colheres de sopa de ricota (ou creme de ricota, ou creme de leite o quanto baste)
sal e pimenta do reino

Começar dourando a cebola no óleo. Juntar os pés do cogumelos bem picadinhos (o que vai perfumar o molho, e quando o cheiro delicioso de cogumelos se instalar na cozinha, você vai concordar comigo) e deixar dourar bem. Juntar o frango cortado em cubos e deixar dourar, virando somente quando ele estiver dourado na parte de baixo. Não mexer muito nesta hora, deixar o frango dourar tranquilamente. Se precisar, separar o frango em duas partes para dourá-lo por igual. Depois, juntar os chapéus do cogumelos fatiados, cobrir a panela e baixar o fogo, e mexer de vez em quando. Os cogumelos soltam bastante água, não é precisa juntar mais. Depois é só juntar a mostarda, misturar bem e deixar cozinhar tranquilamente por uns 5 à 10 minutos com a panela tampada e o fogo baixo, até o frango ficar macio. No final, juntar a ricota e desligar o fogo. Depois jogar na panela a massa cozida al dente e misturar tudo.

 

Gente, este prato deixou um cheiro delicioso na casa inteira. Se eu tivesse um queijinho parmesão em casa, teria colocado por cima, mas, sabe como é, volta ao lar, com armários vazios, a gente nunca lembra de comprar tudo. Mas somente assim já ficou delicioso.



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Comidas de viagem - Sorvetes Frutos do Cerrado

Começando a série das coisas que eu provei nesta minha viagem ao Brasil, apresento a vocês uma sorveteria maravilhosa que eu conheci em Brasília.

Esta sorveteria chama-se Frutos do Cerrado (tem uma na Comercial Sudoeste, para os que moram por lá), e faz parte de uma rede de lojas chamada Frutos do Brasil.


Gente, quero que fique bem claro que isto não é publicidade e eu não estou ganhando nada ao falar desta loja. Mas os produtos são maravilhosos e merecem ser valorizados. A qualidade, a variedade e o preço são excelentes. A ideia da loja é proporcionar aos clientes sorvetes e picolés dos mais variados frutos encontrados no Brasil.

Eu provei sorvetes de frutos que eu nunca tinha visto, como o buriti (que eu conheci depois no Maranhão), o pequi (frutinha do cerrado, muito apreciada em pratos salgados e em sobremesas), jabuticaba (nunca tinha provado, acreditam?), murici (que me lembrou o jenipapo do nordeste) e outra que eu nem me lembro mais. Também tem os clássicos chocolate, leite condensado e coisas do tipo.

Mas fala sério, ir nesta loja e tomar sorvete de chocolate com tantas frutas disponíveis é brincadeira, né?

Depois que eu olhei no site, vi que eles além de fabricarem produtos deliciosos, também se preocupam com o meio ambiente, comércio sustentável, essas coisas.

As franquias desta loja já se espalharam pelo Brasil e quem sabe não tem uma na sua cidade? Olha lá no site e vai correndo provar!

A viagem continua aqui:
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Sopa de beterraba

A Sheila, do blog Cozinha de Mulher, me passou a responsabilidade de escolher a cor do mês para esta BC cores do arco-íris. E eu escolhi cor de vinho. Então não poderia deixar de participar da BC da minha querida Margarida, do blog Tachos vs Panelas, né?

Acabei de voltar de férias do Brasil e o frio deste outono me pegou de verdade. Somente 4°C quando eu cheguei. E eu não achei nada melhor do que uma sopa para dar cor, energia e sabor ao meu dia. Eu já sabia que queria beterraba na sopa, pela cor e pelo sabor. Mas usei também outros legumes, como batata e abóbora, pela textura e pelo sabor. E vejam só como foi fácil de fazer.



Usei:
500g de beterraba
500g de abóbora
3 batatas médias
2 cubos de caldo (de sua preferência, eu usei de carne - ou caldo caseiro)
água o quanto baste (uns 2L)
sal, pimenta do reino

Descascar todos os legumes e levar para cozinhar numa panela com os cubos de caldos. Quando os legumes estiverem macios, passar tudo no liquidificador. Voltar a sopa para a panela, acertar o sal e a pimenta do reino. Servir quentinho.

Eu juntei uma colher de sopa de ricota no prato, e em outro dia, joguei cebola frita crocante por cima.




Este post participa da BC cores do arco-íris da Margarida, lá do blog Tachos vs Panelas.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

BC "Sabores de A ao Z" - Tailândia

Voltei ao meu blog, já estava com saudades. Desta vez eu só vim participar da BC da minha querida Sheila, do blog Cozinha de Mulher, "Sabores de A ao Z". Estamos na letra T. E como eu adoro a Tailândia e ela já apareceu algumas vezes na minha cozinha, vim participar com a minha receita. Não é nova, mas é de coração.

Sheilinha, vou viajar contigo comendo este delicioso frango thai com leite de coco e capim limão.



Quer ver como faz? Basta clicar --- aqui ---.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Notícias

Gente, ainda não voltei de viagem, mas passei aqui rapidinho só para dizer que estou com saudades de vocês e que em breve estarei de volta na minha cozinha (semana que vem estou de volta).

Depois vou fazer um resumo da viagem, mostrando os lugares lindos que eu visitei neste Brasil e algumas das coisas que eu provei. Olha só a lista de coisas lindas:

  • Chapada dos Veadeiros, Alto Paraíso e São Jorge - Goiás
  • Brasília - Distrito Federal
  • São Luís e Alcântara - Maranhão
  • Parque natural dos Lençóis e Barreirinhas - Maranhão
  • Parnaíba e o delta do rio Parnaíba (o delta das Américas) - Piauí
  • deveríamos ter seguido até Jericoacoara, no Ceará, para completar a chamada Rota das Emoções, mas tivemos alguns problemas no caminho que eu conto depois
  • além do meu Pernambuco de sempre.

Enquanto isso, vou desfrutar um pouco mais do sol, das praias e do calor humano do meu povo.

E me diz se vocês pensariam em ficar na internet enquanto uma praia linda dessas espera por vocês? Desculpem, mas eu vou ali tomar um solzinho.


Praia dos Carneiros - Pernambuco

Beijos e até breve!

A viagem continua aqui:
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domingo, 11 de novembro de 2012

Risoto de abóbora com carne seca

Ou de jerimum com charque. Com estes ingredientes, este risoto é um prato bem brasileiro. A minha inspiração para este prato veio daqui.

Este risoto ficou delicioso. O docinho da abóbora se casou bem com o salgadinho da charque. Fiz uma vez um risoto de abóbora com camarão antes de fazer o blog, mas ele não agradou muito, pois ficou muio doce e o camarão não conseguiu combater a potência e o açúcar da abóbora. A charque, por sua vez, veio com o sal na medida certa e o seu sabor forte conseguiu ser bem notado no risoto.



Usei:
150g de arroz arbóreo
400g de abóbora crua em cubos
500g de charque (carne seca)
1 cebola picada
1 fio de azeite
1 colher de sopa rasa de manteiga
100mL de vinho branco seco
caldo de carne (meio cubo dissolvido em água - normalmente, usar 3 vezes o volume de arroz em líquido, um pouco mais neste caso para cozinhar a abóbora)

Comecei dessalgando a charque. Cortei-a em cubos e coloquei em uma panela com água fria. Levei ao fogo até ferver. Descartei a água e coloquei outra. Repeti o processo 3 vezes. Na última vez, escorri bem e deixei secar. Na panela, juntei um pouco de óleo à charque e deixei fritar por alguns minutos. Reservei.
Na mesma panela, juntei a cebola picada e deixei ficar transparente. Juntei o arroz e mexi bem, deixando-o ficar translúcido. Nesta hora eu juntei o vinho e a abóbora em cubos. Misturei bem e deixei secar. Depois fui juntando o caldo aos poucos, uma concha de cada vez, até o arroz absorver tudo.
No final, juntar a charque reservada e a manteiga, misturar bem até a manteiga derreter e deixar tudo bem brilhoso. Servir imediatamente.


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