quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Massa com anéis de lulas e camarão

Este é daqueles pratos que nos fazer apreciar uma comida simples e saborosa. Nada de macarrão com muito molho, nem prato com muita mistura. O principal da receita é sentir o sabor de cada um dos ingredientes. E quem gosta de frutos do mar vai se deliciar com este prato.

Bom saber: este prato se faz em menos de 20 minutos, e ainda por cima é bem leve!


Usei:
400g de camarão limpo (sem cabeça e sem casca)
200g de lula em anéis
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
azeite, o quanto baste
ervas frescas (usei cebolinha, salsa, orégano)
páprica doce
macarrão (usei massa curta, cotovelos, uns 300g)
rodelas de limão

Cozinhar a massa em bastante água com uma pitada de sal.
Dourar a cebola e o alho no azeite. Juntar o camarão e a lula, deixar dourar, salteando por uns 5 minutos. Juntar a páprica doce e misturar bem. Juntar o macarrão cozido, misturar tudo com mais um fio de azeite. Servir com rodelas de limão.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Creme de galinha ou frango ao molho de queijo com cuscuz nordestino

O prato que eu sempre fazia para o jantares de aniversário, ou quando eu convidava alguns amigos, era este creme de galinha. Foi um dos primeiros pratos que eu aprendi a cozinhar, e que já me rendeu muitos elogios.

Desta vez, mudei um pouco o creme, juntando requeijão, e posso chamar de frango ao molho de queijo. Como eu não tenho queijo catupiry por aqui, tenho que achar um que o substitua. Usei cream cheese. Não é a mesma coisa, mas ajuda bastante no sabor e na textura.



Usei:
2 peitos de frango desfiados (cozidos com ervas, cebola e cenoura, aproveitei para fazer um caldo de frango caseiro)
1 cebola picada
1 lata de tomates pelas com o suco (400g)
100mL de creme de leite
150g de queijo cremoso (usei cream cheese, pode ser requeijão ou queijo catupiry)
50g de azeitonas fatiadas
1 cubo de caldo de galinha
azeite
sal, pimenta do reino

Começar refogando a cebola no azeite, até dourar. Juntar o frango desfiado e deixar refogar um pouco. Juntar os tomates pelados com o suco da lata, esmagando os tomates até que eles desmanchem. Juntar as azeitonas picadas, o cubo de caldo de frango dissolvido em um pouquinho de água fervente, e deixar ferver, baixar o fogo e deixar apurar uns 5 minutos. Desligar o fogo, juntar o creme de leite e o queijo cremoso e misturar bem. Acertar o sal, juntar a pimenta do reino e servir.


Tradicionalmente, o creme de galinha é servido com arroz e batata palha.
Eu servi acompanhado de um cuscuz nordestino.
Pode-se juntar milho e ervilha ao creme. Eu preferi sem, visto que ele foi servido com cuscuz, que já é feito de milho.
E posso dizer que o frango bem molhadinho vai muito bem com o cuscuz nordestino.

Eu usei uma mini cuscuzeira, que é conhecida como "cuscuzeira peitinho" (repara na forma do cuscuz!). Comprei em Recife, naqueles vendedores da frente do Mercado de São José. A porção é perfeita para uma pessoa. Fiz o cuscuz simples, para ser servido com o creme de galinha, mas vou tentar de outras vezes fazê-lo recheado.



Imagina o cuscuz quentinho com manteiga derretendo por cima...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Maçã - 18/02: BC Comer Bem para Viver Melhor

A fruta escolhida para o mês de janeiro da nossa BC Comer Bem para Viver Melhor é a maçã.

Imagem retirada daqui.

A maçã é o fruto pomáceo da macieira. As maçãs crescem em pequenas árvores que florescem na Primavera e produzem fruto no Outono. A árvore é originária da Ásia Ocidental, onde o seu ancestral selvagem ainda é encontrado atualmente. As maçãs têm sido cultivadas há milhares de anos na Ásia e Europa, tendo sido trazidas para a América do Norte pelos colonizadores europeus. As maçãs têm estado presentes na mitologia e religiões de muitas culturas, incluindo as tradições nórdica, grega e cristã.

A maçã sempre foi uma importante fonte alimentícia em regiões de clima frio. É a espécie de fruta, à exceção dos cítricos, que pode ser conservada durante mais tempo, conservando boa parte de seu valor nutritivo. As maçãs de inverno, colhidas no final do outono e guardadas em câmaras ou armazéns acima do ponto de congelamento, têm sido um alimento destacado durante milênios na Ásia e na Europa e, desde 1800, nos Estados Unidos.

O ditado "Uma maçã por dia mantém o médico longe", mostra os efeitos da maçã na saúde, a citação foi criada no século XIX no País de Gales. Uma pesquisa revelou que as maçãs podem reduzir o risco de câncer de cólon, câncer de próstata e câncer de pulmão. Em comparação com muitas outras frutas e vegetais, a maçã contêm quantidades relativamente baixas de vitamina C, mas são uma fonte rica de outros antioxidantes compostos. O teor de fibra, embora menos que na maioria dos outros frutos, ajuda a regular os movimentos intestinais e pode assim, reduzir o risco de câncer de cólon. Eles também podem ajudar com doenças cardíacas, a perda de peso, e ajudam a controlar o colesterol. A fibra contida nas maçãs reduz o colesterol, evitando a reabsorção, e (como a maioria das frutas e vegetais) são volumosos para o seu conteúdo calórico.

A maçã contém as seguintes vitaminas: B1, B2 e Niacina, além de sais minerais, como fósforo e ferro. O consumo regular de maçã é excelente para se prevenir e manter a taxa de colesterol em níveis aceitáveis, com a ingestão recomendada de uma unidade por dia. Esse efeito é devido ao alto teor de pectina, encontrada na casca.

Também auxilia no processo de emagrecimento, pois a pectina dificulta a absorção das gorduras, da glicose e elimina o colesterol. O alto teor de potássio contido na polpa da maçã libera o sódio excedente, eliminando o excesso de água retida no corpo.

Também apresenta propriedades medicinais, e produz efeitos benéficos sobre o coração, tanto pelo elevado teor de potássio, quanto pela presença de pectina, que evita a deposição de gorduras na parede arterial, prevenindo a arteriosclerose. Por tudo isto, melhora a circulação sanguínea, reduzindo, consequentemente, o trabalho cardíaco e prolongando a vida útil do coração.

Fermentada, é utilizada na elaboração de bebidas alcoólicas como a sidra asturiana, o Calvados francês e a sagardua basca.

É rica em quercetina, substância que ajuda a evitar a formação de coágulos sanguíneos capazes de provocar derrames. A maçã é recomendada para pessoas com problemas de intestino, obesidade, reumatismo, gota, diabetes, enfermidades da pele e do sistema nervoso. A sua casca seca é empregada como chá para purificar o sangue e como diurético.

Para melhor aproveitamento das suas vitaminas, o ideal é consumi-la ao natural com casca, pois é junto dela que estão a maior parte das suas vitaminas e os sais minerais.

Na hora de comprar, escolha as de casca de cor acentuada e brilhante, polpa firme, pesadas, sem partes moles, furos ou rachaduras. Nessas condições ela se conserva até um mês no frigorífico.

Fonte: Wikipédia.

Estamos aguardando a sua participação no dia 18 de fevereiro . Qualquer receita com maçã pode participar.

Para servir de inspiração, algumas receitas que já passaram por aqui:

Saladas
Sobremesas


 

Organização da BC  Comer bem para viver melhor: eu mesma Kati, a Josy, a Ana Cláudia e a Margarida, em campanha para uma alimentação mais saudável. 

Quiche Lorraine

Hoje eu vou trazer uma receita clássica francesa, a Quiche Lorraine. A Quiche Lorraine nada mais é do que uma torta salgada na qual a massa é coberta com bacon picado e um creme feito com ovos e creme de leite.



Esta receita é tradicional da região alemã de Lorraine,(Lotharingie) na época medieval, que hoje é a região de Alsácia - Lorena, na França. Os alemães chamaram a torta de "Kuchen", que significa simplesmente "bolo". Com o tempo, Kuchen se transforma em Küche, e finalmente em Kische (nome mais próximo de quiche).

Esta receita tradicional da região de Lorena foi amplamente difundida em toda a França, e mesmo no resto do mundo. Ela é consumida quente, como entrada. Hoje, a versão moderna desta torta é consumida com queijo gruyère ralado por cima. A versão da Alsácia usa também cebolas junto com o bacon. A massa da quiche mais usada nos dias de hoje é a massa folhada. Fonte.

A receita é simples e com poucos ingredientes. A minha eu peguei neste site de culinária tradicional francesa aqui.

Ingredientes:
1 disco de massa folhada ou massa para torta (ver receita aqui)
200g de bacon em cubos
200mL de creme de leite
4 ovos
sal, noz moscada, pimenta do reino
queijo para gratinar

Levar o bacon picado numa panela em fogo alto. Escorrer a gordura que ele solta deixar dourar. Preaquecer o forno a 180°C. Abrir a massa folhada numa forma. Fazer alguns furos com o garfo. Espalhar o bacon picado por cima da massa. Numa tigela, bater os ovos. Temperar com o sal, a pimenta do reino e a noz moscada. Juntar o creme de leite e misturar bem. Despejar esta mistura por cima da massa com o bacon. Levar ao forno para assar.

Quando o creme de ovos e creme de leite estiver firme (quando enfiar um garfo e este sair seco), colocar o queijo por cima e deixar gratinar por mais 10 minutos.


Servir quente, com uma salada verde.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Batata - 11/02 ao 17/02: BC Comer Bem para Viver Melhor

Este mês de fevereiro, a nossa BC Comer Bem para Viver Melhor escolheu a batata, em todas as suas formas.

Batata, batata-inglesa, batatinha, escorva, papa ou semilha (Solanum tuberosum) é uma planta que produz um tubérculo comestível rico em amido, um importante carboidrato.

 Imagem retirada daqui

A espécie teve origem nos Andes próximo ao Lago Titicaca e foi levada a outras regiões do mundo por colonizadores europeus. Atualmente são cultivadas milhares de variedades da espécie em todos os continentes e está inserida como um importante alimento na cultura mundial.

Atualmente, o tubérculo é o quarto alimento mais consumido do mundo, com milhares de variedades de diferentes cores, sabores e tamanhos que são utilizadas em receitas no mundo todo. O maior produtor mundial é a China, cuja produção em conjunto com a da Índia corresponde a mais de um terço da produção mundial.

A batata é um alimento versátil, rico em carboidratos e altamente popular em todo o mundo e é preparado e servido das mais diversas formas. Quando fresco, o tubérculo possui cerca de oitenta por cento de água e vinte por cento de matéria seca, da qual a maior parte é amido. A quantidade de proteínas da batata, quando desidratada, é comparável à dos cereais e é bem alta em relação a outros tubérculos e raízes. Além disso, a batata possui pouca gordura e é rica em vários micronutrientes, especialmente vitamina C (quando consumida com a pele, uma batata de cerca de 150 gramas fornece quase a metade da dose diária recomendada.). A batata é também uma fonte moderada de ferro, e a vitamina C promove a absorção do mineral. O tubérculo é, ainda, uma fonte importante das vitaminas B1, B3 e B6 e minerais como potássio, fósforo e magnésio, além de conter fibras dietéticas e antioxidantes, que previne as doenças relacionadas ao envelhecimento.

O valor nutritivo de uma refeição contendo batata depende dos outros componentes e do método de preparação. Por si só, a batata não engorda (e a sensação de saciedade que vem do consumo da batata pode ajudar a controlar o peso.). Uma vez que o amido no tubérculo cru não pode ser digerido pelos humanos, eles são preparados para o consumo através do cozimento (com ou sem pele), fervendo ou fritando. Cada método de preparação altera a composição de uma forma diferente, mas todas reduzem a quantidade de fibras e proteínas, devido à lixiviação durante o preparo da batata na água ou óleo, destruição pelo calor ou mudanças químicas como a oxidação. A fervura, que é o método mais comum de preparação por todo o mundo, causa uma perda significativa perda de vitamina C, principalmente se estiver descascada. Para a batata frita, fritar por um curto período de tempo em óleo quente resulta na alta absorção e reduz drasticamente a quantidade de minerais e de ácido ascórbico. Em geral a perda de vitaminas durante o cozimento é menor, a única exceção é a vitamina C, por causa das temperaturas mais altas.

A batata é o vegetal mais popular do mundo e o quarto mais consumido, sendo usado em receitas em todo o mundo. São utilizadas como massa na Itália, cozidas com bananas na Costa Rica, cozidas com arroz no Irã, recheadas com fígado na Bielorrússia, fritas com feijões verdes na Etiópia, dentre outras incontáveis receitas com o tubérculo. O segredo do grande sucesso da batata é sua grande diversidade, que proporcionam várias opções de cor e sabor. Algumas variedades dão às sopas uma textura cremosa e um gosto delicado que destaca os outros ingredientes. Outros tipos de batata são melhores cozidas, servidas como um simples lanche ou recheadas com diversos ingredientes.

Variedades com maior teor de amido (farinhentas) são melhores para o cozimento, para fritar e para amassar, enquanto outras com menos amido são melhores assadas e mais utilizadas em saladas. Alguns livros de culinária sugerem que o conteúdo de amido pode ser estimado fazendo-se testes simples: o da água salgada (batatas pobres em amido flutuam e as ricas em amido afundam) e o da observação (batatas ovais com pele espessa são melhores para o cozimento, enquanto as grandes e arredondadas servem para várias outras finalidades).

Mas, sem dúvida, um dos pratos mais conhecidos em todo mundo é a batata frita. O alimento apareceu pela primeira vez na década de 1840, e se tornou popular rapidamente em Paris e, posteriormente, a receita se espalhou pelo resto do mundo. A partir da Segunda Guerra Mundial, cerca de 75 por cento das batatas eram utilizadas em lanches rápidos. Atualmente a popularidade mundial da batata frita deve-se também às grandes empresas de lanches, como McDonalds e Burger King, onde o consumo com sanduíches simboliza uma dieta globalizada. Entretanto, o consumo generalizado da batata processada não é tão vantajoso quanto consumir a batata fresca porque, durante o beneficiamento, o produto perde cerca de 50 por cento de seus nutrientes, além de conter muito mais gordura, que aumenta a quantidade calórica da batata e, consequentemente, provoca obesidade.

Fonte: Wikipédia.

Estamos aguardando a sua participação do 11 ao 17 de fevereiro . Qualquer receita com batata, batata-doce, batata baroa pode participar.

Para servir de inspiração, algumas receitas que já passaram por aqui (e olhem que não foram poucas!):

Sopas com batata
Caldo de batata com frango
Sopa de alho-poró, abobrinha e batata com salmão
Sopa de beterraba e outros legumes


Batatas como acompanhamento
Batata gratinada
Batata gratinada com brócolis
Batata calabresa
Rapé de batatas
Batatas assadas com ervas
Batatas suecas (ou hasselback potatis versão com casca e versão sem casca)
Batatas sautées
Pyttipana (picadinho sueco de carne com batata)
Salada de camarão e abacate com batata


Batatas como prato principal
Batata gratinada com bacon e queijo
Gratinado de batata com salmão defumado
Escondidinho de frango com batata
Curry de porco com batatas e passas
Tartiflette

Petiscos com batata
Bolinhos iranianos de batata com carne
Coxinha de galinha com massa de batata



 

Organização da BC  Comer bem para viver melhor: eu mesma Kati, a Josy, a Ana Cláudia e a Margarida, em campanha para uma alimentação mais saudável. 

Pão branco simples e fácil e pão de chocolate

Depois de várias tentativas frustradas de fazer pão caseiro, resolvi recomeçar do zero. Tantas pessoas fazem pão em casa com tanta facilidade (e eu ficava sempre babando com as receitas deliciosas nos blogs vizinhos), que eu ficava triste cada vez que eu tentava e o pão não saia como eu queria.

Resolvi tentar a receita mais simples e fácil de pão, usando fermento seco, aquele granulado. Antes de meter a mão na massa, olhei algumas dicas para ativar o fermento e para melhor levedar a massa. Aprendi várias coisas, que eu compartilho com todos. Os que já fazem pão podem me dar outras dicas, aceito todas as sugestões.

1) Verificar se o fermento está dentro da validade. Parece óbvio, mas o fermento pode ter vida curta, principalmente se for fresco, em tabletes.
2) A água para dissolver o fermento seco deve ser ligeiramente morna, e não fervente. Tipo uns 40°, a temperatura agradável ao toque. Mais quente que isso, o fermento vai morrer cozido, mais fria o fermento corre o risco de não ser "ativado". Lembrando que micro-organismos preferem ambientes quentes e úmidos para se desenvolver.
3) Dissolver o fermento seco em um copo de água morna com açúcar, e não colocar a água em um copo com o fermento. Dessa forma, o fermento se dissolve melhor.
3) Se for usar batedeira (gancho para pão), melhor colocar os ingredientes na tigela na seguinte ordem: metade da água com o fermento e o açúcar, toda a farinha, o sal, o resto da água com fermento.
4) Deixar a massa levedar em um lugar quente e sem correntes de ar, ou seja, em uma tigela coberta com um papel filme. Pode ser dentro do forno desligado (melhor ainda se ele ainda estiver quentinho, depois de assar alguma coisa), ou perto do aquecedor, nos lugares frios.
5) Depois de dar a forma desejada ao pão, fazer cortes na superfície do pão ajuda-o a crescer.
6) Quando o pão estiver crescido e pronto para ir ao forno, molhá-lo ou borrifá-lo com água ajuda a criar uma casca crocante, mantendo o interior macio.



Desta vez, segui todas as dicas, e usei a receita de pão branco simples que eu tirei daqui. Como deu certo, testei um recheio de chocolate. Das próximas vezes, vou usar farinhas diferentes ou colocar outros recheios ou coberturas.

Ingredientes:
500g de farinha de trigo branca (especial para pão, e não a de bolo)
2 sachês de fermento biológico seco (2 x 5g)
300mL de água morna (e não quente)
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa rasa de sal
1 colher de sopa de óleo

Dissolver o açúcar na água morna. Jogar o fermento da água, dissolvê-lo usando uma colher. Na tigela da batedeira, colocar metade da água com fermento, toda a farinha, o sal, o resto da água com fermento e o óleo. Bater por 10-20 minutos, até formar uma bola (os ingredientes se desgrudam das parede da tigela). Cobrir com papel filme, deixar crescer em um lugar quente (dentro do forno ou perto do aquecedor), até dobrar de volume (seja paciente!).
Untar as mãos com óleo, retirar a massa da tigela, dispor sobre um plano (um pedaço de papel manteiga sobre a mesa, por exemplo), polvilhado com farinha de trigo. Abrir a massa com as mãos, trabalhar um pouco puxando as extremidades para o centro, e formar dois pães grandes ou vários pães pequenos. Fazer cortes na parte de cima do pão para facilitar o crescimento. Dispor numa assadeira coberta com papel manteiga. Deixar crescer novamente num lugar sem correntes de ar, e quente (dentro do forno, por exemplo).
Quando estiver com o dobro do volume, molhar a superfície com água e levar ao forno preaquecido a 180°C até assar.


Usei sementes de linhaça por cima do pão, mas elas caíram todas depois do pão assado. Da próxima vez vou misturá-las com a farinha.


Depois é só desfrutar do aroma de pão assando. E cuidado para não se queimar quando prová-lo com um pouco de manteiga quando ele tiver saído do forno.

Para o pão com chocolate, abri um pedaço da massa, coloquei quadrados de chocolate para sobremesa (usei 52% de cacau), enrolei como um rocambole. Depois, fiz como o resto dos pães (fiz uns cortes em cima, deixei crescer, molhei, assei).



Vi uma dica dizendo para colocar um potinho com água no forno, para que o pão ficasse com a casca dourada e crocante. Mas não funcionou.


O sabor do pão caseiro é muito melhor do que o pão comprado pronto! Agora que acertei a receita, vou fazer sempre! O melhor é que não é trabalhoso. O mais trabalhoso da receita é esperar que a massa cresça. Receita fantástica! Eu recomendo, principalmente para pessoas desastradas na cozinha, ou que querem fazer pão pela primeira  vez.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Charlote de chocolate com mousse de chocolate do Olivier Anquier

Charlotte ou charlote é uma sobremesa tradicional francesa. A lenda diz que ela foi criada em homenagem a rainha (até então princesa) Charlotte, filha do rei da Inglaterra George IV. Seu criador, o chefe de cozinha francês Marie-Antoine Carême, trabalhava na corte inglesa. Alguns anos depois, ele foi servir a corte russa (dai veio o nome Charlotte Russa, pelo qual ela também é conhecida). Há controvérsias, alguns historiadores discordam desta versão e discutem para saber quem é a verdadeira Charlotte que foi homenageada. Fonte: Wikipédia.

A ideia da charlote é uma sobremesa feita com uma casca de biscoitos e recheada com um creme, frutas ou uma mousse. Uma sobremesa fina, elegante, que pode se adaptar aos frutos da estação, e é, para mim, um dos símbolos da alta gastronomia.



Esta minha charlote eu fiz com A mousse de chocolate do Olivier Anquier. Ficou perfeita! E ao invés dos tradicionais biscoitos champanhe, usei spéculoos, os meus queridos biscoitos belgas com gostinho de canela. Falei deles neste Tiramisu de Pêssego.


Eu fiz a mousse de chocolate do Olivier Anquier, sendo que diminui o açúcar e a manteiga.
250g de chocolate (usei 200g de chocolate próprio para sobremesas com 52% de cacau)
200g de manteiga (usei 100g)
100g de açúcar (usei 50g de açúcar)
gotas de essência de baunilha
5 ovos (usei 4, proporcional à quantidade de chocolate que eu usei)

Derreter o chocolate em banho maria com a manteiga. Bater na batedeira as gemas com o açúcar e a baunilha até ficar um creme branco (pelo menos 5 minutos). Despejar o chocolate na mistura sem parar de bater. Reservar.
Bater as claras em neve. Misturar delicadamente as claras com a mistura de gemas e chocolate na mão, sem usar a batedeira.
Levar à geladeira por algumas horas (se for usar uma travessa grande ou tigelinhas individuais, não use filme plástico por cima para evitar a condensação de água).


Para começar, temos que cobrir uma forma (de preferência redonda e funda) com papel filme, deixando debordar dos lados (o suficiente para fechar depois). Depois, dispor nas laterais e no fundo da forma biscoitos molhados no leite com rum (ou outra bebida).

Depois, despejar a mousse com cuidado na forma forrada com os biscoitos, intercalar com outras camadas de biscoito (dependendo da profundidade da forma), e no final, cobrir com mais uma camada de biscoitos por cima. Cobrir tudo com o filme plástico que sobrou das bordas e levar à geladeira por algumas horas até ficar firme.

Na hora de servir, desenformar a charlote em um prato e cortar as fatias.



Apesar de ter usado menos açúcar do que o pedido na receita, ainda achei que posso diminuir, ou usar um chocolate com mais cacau. A textura da mousse ficou bem cremosa e aerada. Os biscoitos deram um crocante, contrastando com a mousse. Ficou delicioso e foi aprovado aqui em casa!


E esta receita com bastante chocolate participa do passatempo "Chocolate" proposto pela Marlene, do blog Da Panela para o Coração.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Chapada dos Veadeiros - Goiás

Na nossa ida ao Brasil em outubro deste ano, visitamos o Parque Natural da Chapada dos Veadeiros, no estado de Goiás. Chegamos no aeroporto de Brasília, de lá seguimos de carro até a cidade de São Jorge, portão de entrada do parque. A viagem durou de 2 a 3 horas até Alto Paraíso, onde almoçamos, depois mais 1h até São Jorge.

  Em Alto Paraíso, no Centro de Atendimento ao Turista, podemos consultar as atrações locais

A estrada entre Brasília e Alto Paraíso é razoável. Quando entramos em Goiás, o asfalto era de ótima qualidade, até a cidade de antes de Alto Paraíso, São João d'Aliança. Já a estrada entre Alto Paraíso e São Jorge, só tem asfalto na primeira parte, e pista de barro no resto. Carros normais podem chegar, não precisam ser 4x4. Também é possível ir de ônibus de Brasília até Alto Paraíso. E de lá esperar carona até São Jorge (os ônibus são raros!).

Estrada de terra para São Jorge

A cidade de Alto Paraíso, apesar das histórias de extraterrestres terem virado mania por lá, continua sendo um lugar calmo, porém moderno, com restaurantes, várias pousadas, bancos e um centro de atendimento ao turista. Ainda é possível ver tucanos atravessando os céus. Um lugar entre as grandes cidades e a natureza.
Já São Jorge é bem mais rústico, ruas de terra, falta energia frequentemente, mas tem uma estrutura razoável para acolher os turistas. Vários hotéis, pousadas, e muitos moradores constroem nos seus quintais quartos, chamados chalés, para receber os turistas confortavelmente, mas sem luxo (e por um preço imbatível).

Por do sol no Cerrado

Foi num desses Chalés, o Chalé Luar da Chapada, onde dormimos. O contato com os moradores nos agradou bastante. A dona deste chalé nos recebeu de braços abertos, conversamos muito, e ela nos contou muitas histórias do povo de lá. Isso não tem preço! O chalé era barato (pagamos menos de 100 reais por noite, num quarto para 3 pessoas), sem café da manhã, com ventilador e chuveiro elétrico, cama confortável e uma paz que não tem preço.


O ambiente da cidade é delicioso, cidade de interior mesmo. O mercadinho onde a gente encontra de tudo, alguns bares e restaurantes com comidas variadas, prontos para receber os turistas que passam o dia andando nas trilhas do parque. Aproveitamos na véspera para comprar água e comidas para levar nas trilhas. A economia da cidade gira em torno do parque natural. Os moradores são guias, donos de restaurantes, bares e lanchonetes, pousadas e chalés, mercadinho, lojinha de artesanato. Muitas pessoas criam animais para o consumo, e tem a sua própria horta.

No dia seguinte, chegamos às 8h30 no parque para fazer a trilha. O guia mais antigo do parque, o Seu Wilson, já estava lá esperando o primeiro grupo. Para andar pelo parque, é obrigado estar acompanhado de um guia (são vários guias, que partem à medida que os grupos de formam). O parque é enorme, com vários animais selvagens, já sofreu muito com queimadas, e andar sozinho por lá é perigoso não só para o turista, mas sobretudo para o parque. Cada guia pode acompanhar até 10 pessoas. Deixa-se o nome de cada pessoa e o telefone em caso de emergência numa ficha na entrada do parque, acompanhado do nome do guia, por questões de segurança. O valor pago, dividido pelo numero de pessoas, foi de 100 reais. Eramos 3, e esperamos um pouco até chegar um casal, assim formamos um grupo de 5 pessoas.

O parque propõe 2 trilhas: os saltos do Rio Preto e os Cânions + Carioca. Fizemos os saltos no primeiro dia, e os Cânions no segundo, todos com Seu Wilson. Cada passeio dura um dia inteiro. A gente sai de manhã, e volta no final da tarde. As caminhadas são de nível médio, mas longas, e eu não recomendaria para crianças pequenas, idosos, nem pessoas com dificuldades de andar. Isso porque as trilhas são longe de tudo, os desníveis são grandes, existem pontos de passagem mais difíceis, e pessoas tem que respeitar o grupo e acompanhar o ritmo do resto das pessoas.

            
Saltos do Rio Preto, o primeiro com 120 metros de altura, o segundo com 80 metros (e a gente pode tomar banho nas águas tranquilas do rio, mais afastados da queda d'água)

Fomos na estação do estio, ou a estação seca, e o nível dos rios estava baixo. Pudemos passar por lugares normalmente cobertos de água, onde não poderíamos ir se o nível estivesse alto. E também pudemos tomar banho tranquilos em alguns trechos, por não ter muita correnteza.

 
Corredeiras (para mim, um dos lugares mais agradáveis)

O Rio Preto nasce dentro do Parque Natural da Chapada dos Veadeiros, e as trilhas passam por pontos do seu leito onde podemos tomar banho. A água é extremamente limpa, podendo até ser bebida (eu preferi não me arriscar, pois não sei se o meu corpo tem resistência para as microrganismos naturalmente presentes no local). Nos pontos de banhada, os peixinhos se aproximam, e muitos pensam que a gente é "a comida" e começam a nos beliscar, fazendo cócegas.

Cânion do Rio Preto

A paisagem é fantástica! Um dos lugares mais bonitos que eu já vi na vida! Cenas de cartão postal. Vale o esforço de andar uma ou duas horas para chegar em certos pontos.

Cachoeira das Cariocas

Durante as paradas para banho, é essencial comer algo para ter energia para andar o resto do caminho (biscoito ou sanduíche), e é muito importante se hidratar o tempo todo. O ideal é cobrir a cabeça (chapéu, boné, lenço) para se proteger do sol, usar calçados confortáveis e que não saiam do pé (nada de sandálias de dedo, salto nem pensar!) e observar a paisagem, a fauna e a flora, que são espetaculares.

O melhor é que, depois do passeio na chapada, a gente pode aproveitar o restinho do sol e ir visitar outros lugares. Fomos no Vale da Lua, Raizama e Águas Termais. Existe uma variedade grande de lugares, mas para isso é indispensável estar de carro. Lembrando que a estrada é de barro e o acesso é meio complicado.

Águas Termais, Raizama

Macaquinhos

Vale da Lua

Deixo aqui algumas fotos dos lugares por onde passamos. Atenção especial na estrada, pois os tucanos, as araras, os carcarás e outros pássaros lindos cruzam o nosso caminho o tempo todo, e é bom ficar atento para não perder nenhum detalhe deste lugar encantador.

 
Animais do cerrado: passarinho com o bico mais longo que eu já vi, e rã laranja com preto

Para quem não viu, já mostrei um pedaço da nossa viagem:

Notícias




Comidas de viagem - sorvetes Frutos do Cerrado - Brasília
Praia dos Carneiros - Pernambuco
Comidas de viagem - Cafofo da tia Dica - São Luís do Maranhão
Alcântara - Maranhão e comidas de viagem

Comidas de viagem - Restaurante Maria Maria - Recife - Pernambuco

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Bolo de doce de leite

Há um tempo atrás, lancei uma questão aqui sobre o que fazer com doce de leite em barra. Recebi várias sugestões, uma delas, que eu achei bem interessante para o meu propósito, foi a de derreter a barra e fazer um bolo com o doce de leite cremoso. A sugestão era da Andréa Mota, a receita de um "petit gateau", que eu acabei modificando. Eu sou ruim para seguir receitas, na maioria das vezes eu pego somente a ideia e faço algo semelhante com o que eu tenho em casa e seguindo a minha inspiração.

Este bolo eu ofereço como presente de aniversário à minha querida Josy (hoje - quarta) e a minha querida Margarida (que fez aniversário segunda)!

Parabéns, Josy e Margarida! Muitas felicidades durante o ano inteiro!


A receita do petit gateau é na verdade a receita da Chef Carla Pernambuco, o petit gateau de doce de leite: consiste em derreter a manteiga e o doce de leite em banho-maria, retirar do fogo e incorporar as gemas e os ovos e bater bem. Incorporar  açúcar e a farinha peneirados à massa. Colocar o sal, a canela e a baunilha. Levar à geladeira em forminhas preenchidas até 3/4 por 30 minutos, antes de assar em forno preaquecido (160°C), durante 10 minutos.
400g de doce de leite
200g de manteiga
120g de açúcar
80g de farinha de trigo
4 gemas
4 ovos
uma pitada de sal
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 colher de chá de canela.

Eu resolvi adaptar. Primeiro o meu doce de leite não era cremoso, e sim em barra. O que quer dizer que ele tinha mais açúcar, e eu simplesmente me recusei a juntar mais açúcar na receita, e também não juntei as 2 gemas extras. E eu só fiz o equivalente a metade da receita.

O que eu usei:
300g de doce de leite em barra
1 colher de sopa generosa de manteiga
2 ovos
2 colheres de sopa de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó

Derreti o doce de leite com um pouco de água em fogo baixo, mexendo sempre. Quando derreteu, juntei a manteiga até formar um creme. Incorporei os ovos, mexendo bem. Juntei a farinha de trigo e bati até ficar homogêneo. Juntei o fermento, misturando delicadamente e levei ao forno.

Como o doce de leite era bastante pesado, o bolo ficou mais pesado, não tão fofo quanto um bolo normal. Eu assei completamente, então o efeito "escorrendo" quando cortado, tipico do "petit gateau" não existiu. O bolo ficou bem úmido, macio, gostoso e perfeito para tomar com um café ou um chá.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cordeiro ao molho de alecrim, limão e vinho branco

Eu gosto muito de carne de cordeiro. Não para o almoço de todo dia, porque a carne tem um sabor bem forte e especial. Mas de vez em quando, numa data comemorativa, um jantar com os amigos, ou para a ceia de Natal ou do Ano Novo, eu gosto muito.

O sabor da carne é forte, e fica delicioso quando feito com especiarias e frutas secas, como este tajine de cordeiro aqui, que eu fiz para a ceia de Ano Novo do ano passado. Este ano, resolvi fazer com vinho branco, que eu acho que combina mais com a carne de cordeiro do que eu vinho tinto, e uns temperos mais leves, e não menos aromáticos, como alecrim e limão.



Usei:
2kg de cordeiro com osso (usei pernil cortado em fatias bem grossas)
4 dentes de alho
1 limão (raspas e suco, usei limão siciliano)
1 colher de chá de alecrim desidratado (pode ser um ramo de alecrim fresco)
500mL de vinho branco seco (usei Sauvingon)
1 folha de louro
sal, pimenta do reino
1 cebola picada
2 cenouras em rodelas
2 cubos de caldo de carne

Na véspera, fazer uns furos com a ponta da faca na carne do cordeiro e enfiar lascas de alho. Colocar o cordeiro com o alho num recipiente com vinho branco, louro e alecrim. Retirar a casca de um limão com o descascador de legumes, sem chegar na parte branca. Cortar as cascas em fatias bem finas, espremer o limão e colocar o suco e as raspas na marinada.
No dia, escorrer o cordeiro numa peneira, reservando a marinada. Selar o cordeiro em pedaços no óleo quente. Quando dourar, reservar. Colocar a cebola picada na panela, refogar um pouco até que fique transparente. Voltar o cordeiro à panela. Molhar com a marinada (completar com água até a altura, se necessário), colocar os cubos de caldo de carne, juntar a cenoura em rodelas e deixar cozinhar por 2 horas em fogo baixo. Quando o cordeiro estiver macio, se desmanchando, é hora de desligar.

*Neste ponto, eu deixei esfriar completamente e retirei toda a gordura que se juntou na superfície da panela.


Reservar os pedaços de cordeiro, retirando os ossos e a pele, com cuidado para não desmanchar a carne toda. Levar o caldo para reduzir pela metade em fogo alto. Voltar a carne de cordeiro para a panela e aquecer na hora de servir.


Eu servi este cordeiro com os rolinhos de vagem e presunto, o que deixou o jantar mais leve e balanceado. Mas o cordeiro pode ser acompanhado de batatas ou de sêmola de trio (couscous).

Este post é dedicado à talentosa Lenita do blog Tentações sobre a Mesa, para passatempo de aniversário do blog  - "Vinho meu, minha Tentação".

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Salada de lentilha e maçã verde

O ano começou bem, e entre sopas e saladas, conseguimos ter uma alimentação balanceada e saudável.

Uma dica é usar lentilha na salada. Com poucos ingredientes conseguimos fazer um prato delicioso, leve e nutritivo.


Cozinhei 1 copo (200mL) de lentilhas em 4 copos de água, junto com 1 folha de louro e um cubo de caldo de galinha. Quando estavam macias, mas ainda firmes, escorri e deixei esfriar.
Cortei uma maçã verde e coloquei num recipiente com o suco de 1 limão. Completei com água até cobrir. Reservei na geladeira.
Depois de 1h, misturei numa tigela 2 colheres de sopa de vinagre balsâmico, 1 colher de sopa de azeite, sal e pimenta do reino. Joguei as lentilhas, 200g de presunto cortado em cubos, e a maçã escorrida. Deixei mais 1h na geladeira para tomar o gosto do molho vinagrete.

Servi a salada num prato coberto com folhas verdes. Perfeito para um almoço ou jantar leve.


Esta receita vai especialmente para a Blogagem Coletiva do Arco-íris, Edição Final: todas as cores do arco-íris, da nossa querida Margarida, que hoje faz aniversário. Parabéns Margarida, eu levo esta salada de lentilha e maçã verde para a festa.


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