quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Frango ao curry com maçã verde

Tem dias que a gente tem desejos. Muitas vezes esse desejo é de comer chocolate, comer uma carne gostosa, tomar sorvete...eu, pelo menos, sou assim.

Um dia desses foi a vez do desejo de comer um frango ao molho curry. E aí lembrei de uma receita que eu provei num curso de culinária que eu fiz ano passado com um amiga. O tema era cozinha indiana, e fizemos um frango ao curry com frutas.



A receita levava maçã verde, abacaxi e manga, além do frango e cenoura. Eu resolvi simplificar e usar somente cenoura e maçã verde, que eu achei que o sabor era o que mais se destacava no prato.

O molho levava leite de coco e também creme de leite, deixando-o aveludado e bem cremoso. Vou mostrar aqui a minha adaptação.

Ingredientes:
400g de filé de frango em cubos (peito ou frango desossado)
suco de 1 limão
sal
2 dentes de alho picado
1 pedaço de gengibre fresco ralado (se não tiver fresco, usar em pó)
1 cebola picada
2 cenouras em rodelas
1 maçã verde (com casca) picada
óleo ou manteiga
1 colher de sopa rasa de farinha de trigo
curry (usar de acordo com o seu paladar)
1 tablete de caldo de frango
200mL de leite de coco
100mL de creme de leite

Temperar os cubos de frango com sal e suco de limão. Deixar descansar por 30 minutos, enquanto corta-se os legumes.
Dourar os pedaços de frango no óleo bem quente. Reservar. Na mesma panela, dourar o alho com o gengibre. Juntar a cebola e deixar dourar. Colocar o frango de volta na panela, juntar as rodelas de cenoura, o curry, a farinha de trigo e misturar tudo. Juntar o leite de coco e o creme de leite, misturar bem para dissolver a farinha (se preferir, dissolver a farinha no creme de leite antes de colocar na panela) e deixar ferver, mexendo de vez em quando. Juntar o cubo de caldo de frango e água fervente até cobrir e deixar cozinhar até que a cenoura fique macia. Juntar a maçã verde picada e deixar mais 5 minutos.

Eu servi com arroz com passas. E matei o meu desejo!


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Torta salgada de atum

Sabe aquele bolo bem básico de iogurte? Aquele em que você usa o potinho para medir o resto dos ingredientes?

Eu imaginei uma versão salgada deste bolo. E não é que ficou boa? Eu fiz um recheio de atum refogado, e olha aqui o resultado desta torta salgada de atum.



Ingredientes da massa (usar um pote vazio de iogurte como medida):
2 potes de iogurte natural
1 pote de óleo
3 potes de farinha de trigo
(usei com fermento, se usar separado, usar 1 colher de sopa rasa de fermento)
4 ovos
50g de queijo parmesão ralado

Para o recheio:
400g de atum (usei 3 latas de atum ao natural de 130g, peso escorrido)
1/2 pimentão vermelho picado
1/2 pimentão amarelo picado
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 fio de azeite
50g de azeitonas picadas

Para gratinar:
um punhado de amendoim
queijo em fatias ou ralado
orégano

Começar preparando o recheio. No azeite, dourar o alho. Juntar a cebola e deixar dourar. Juntar o pimentão picado, e deixar refogando até amolecer o pimentão. Juntar as azeitonas, o atum e misturar tudo. Desligar o fogo e deixar esfriar.

Para massa: misturar o iogurte com o óleo. Juntar os ovos um a um, mexendo sempre com um batedor de arames (fouet). Acrescentar o queijo parmesão ralado e mistura bem. Juntar a farinha de trigo (com fermento) aos poucos, até formar um creme homogêneo. O queijo parmesão já é salgado o suficiente para a torta.

Misturar a massa com o recheio, deitar numa forma untada e enfarinhada.


Espalhar o amendoim por cima, depois o queijo e o orégano, e levar ao forno até assar completamente.


Aqui em casa a torta foi totalmente aprovada!


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Sopa de feijão branco e linguiça

Este é um aproveitamento do caldo deste cassoulet que eu preparei há alguns dias. Sobrou bastante caldo, feijões e até mesmo uma linguiça, e eu quis guardar para fazer uma sopa.



Lembrando que o feijão branco foi cozido num caldo de carne caseiro foi feito com:
costela de porco
salsão
cebola espetada com cravos
tomilho, louro
sal, pimenta do reino

e que depois ganhou um molho feito com:
cenoura
tomates pelados
alho-poró

Os detalhes da preparação do caldo de carne caseiro está na receitas de Garbure, e o feijão com o seu molho pode ser visto na receita de Cassoulet.

A partir do caldo de feijão (pode ser um feijão branco cozido com bastante caldo e bem temperado), eu separei a linguiça já cozida e cortei em rodelas. Levei ao fogo o caldo de feijão com a linguiça, juntei legumes picados (usei talos de brócolis e pedaços de abóbora), uma pitada de cominho e deixei no fogo até que os legumes estivessem cozidos.

Esta sopa foi o suficiente para um bom jantar, servida com pedacinhos de cebola frita por cima (daquelas crocantes que a gente compra pronta). O caldo ficou bem cremoso, a abóbora ajudou, além do feijão que já deixa o caldo mais encorpado, e ficou delicioso! Uma sopa bem quentinha e bem temperada, quem resiste?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Legumes assados

Eu sempre procuro variar o cardápio lá de casa, usando legumes da época, quando possível, e variando a maneira de prepará-los. Uma forma que sempre me agrada é de fazer os legumes assados. E colocando um tempero por cima, eles ficam saborosos e não ficam secos.

Já fiz com batata, com cebola, com berinjela, cenoura, pimentão... dessa vez resolvi fazer com o que eu encontrei no mercado: abóbora, brócolis e cenoura. Assim varia da tradicional batata e dá um colorido diferente ao prato.


Só tem vantagens: o gosto é muito bom, a refeição fica equilibrada, cheia de vitaminas e ainda mais leve.

Fiz assim: cortei a abóbora em tiras, como para batata frita, sendo mais grossas. Cortei as flores do brócolis (aproveitei os talos em outra receita, numa sopa de feijão branco que eu publico amanhã), e cenoura em rodelas (se preferir, cozinhe por alguns minutos no vapor ou em água para que elas fiquem mais macias). Depois, arrumei todos os legumes em uma assadeira.


Numa tigelinha, fiz um molho com azeite, páprica doce, ervas de Provença, pimenta calabresa, sal e pimenta do reino. Misturei bem e joguei a metade por cima dos legumes.


Levei os legumes para assar no forno preaquecido. Depois de 30 minutos, retirei do forno, misturei tudo e reguei com o resto do molho. Deixei mais 30 minutos assando e pronto.

O tempo de forno é indicativo, depende de cada um. Retirar do forno quando os legumes estiverem totalmente assados e macios.


Depois foi só servir, os legumes já temperados e saborosos. A cenoura, como é mais dura, ficou um pouco crocante. Eu gostei. Mas quem quiser a cenoura mais macia, é só cozinhar um pouco antes de assar.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Empadinha de chocolate com banana

Depois de fazer estas queijadinhas, aproveitei o resto da massa de empada doce para fazer umas tortinhas de chocolate com banana ou empadas de chocolate com banana, como quiserem chamá-las.



Para a massa, usei esta da Cláudia Lima, do blog Sabor Saudade. Ela faz receitas com tanta perfeição que eu não tive medo algum em pegar sua receita emprestada.

Comecei preparando a massa:
50 gramas de manteiga gelada cortada em pedaços (usei com sal)
1 xícara de farinha de trigo (120g)
3 colheres de sopa de açúcar
1 gema
1 colher de sopa de água gelada
Canela em pó a gosto
Pitada de sal (no caso de usar manteiga sem sal)
* eu fiz o dobro da receita e usei 1 ovo inteiro, um pouco menos de açúcar e não usei canela

Numa tigela, misturar a manteiga, o açúcar e o ovo. Juntar aos poucos a farinha de trigo. Juntar a água gelada e misturar bem. Levar a massa à geladeira por 20 minutos. Depois, dividir a massa em bolinhas e pressionar nas forminhas de empada (eu não untei).


Para o recheio, fiz uma ganache de chocolate amargo. Foi só derreter 100g de chocolate amargo (usei um com 64% de cacau, mas pode ser chocolate ao leite para quem preferir) no banho-maria e misturar com 100ml de creme de leite. Coloquei uma colher de chá em cada empadinha e esperei esfriar.


Por cima da ganache de chocolate, acrescentei banana em rodelas (com umas gotinhas de suco limão por cima para não escurecer).


Pode-se acrescentar lascas de amêndoas ou castanha de caju ou pistache moídos. Mas garanto que somente o chocolate já é mais do que gostoso.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Farofa de linguiça e ameixa

Eu guardei com tanto carinho esta receita da Aninha, do blog Ana Cláudia na Cozinha, a famosa farofa de linguiça com ameixa para fazer com uma carne com molho. A farofa é deliciosa, e eu tenho certeza que ela pede uma carne com molhinho para deixar tudo mais molhadinho e gostoso.

Mas no dia que eu fiz a farofa, acabei esquecendo de fazer a carne. No final, almocei somente esta farofa com uns legumes ao forno. E foi mais do que suficiente. A receita foi meio adaptada, e acabou ficando um pouco mais leve, pois não usei bacon, usei somente linguiça.



Usei:
4 linguiças fininhas
1 cebola grande picada
100g de ameixa picada
1 colher de sopa de manteiga
farinha de mandioca
sal, pimenta

Em uma panela, fritar a linguiça fininha cortada em rodelas finas na sua própria gordura. Juntar a cebola picada e deixar até dourar, mexendo de vez em quando. Quando a cebola estiver dourada, juntar as ameixas picadas. Nesta hora a cebola vai ficar meio caramelizada, e um cheiro delicioso vai invadir a cozinha. Juntar a manteiga, esperar derreter e juntar a farinha. Mexer alguns minutos até que a farinha ganhe um pouco de cor. Temperar com sal e pimenta (juntei um pouco de pimenta calabresa) e desligar o fogo.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sopa de abóbora ao vinho

Mais uma sopa daquelas que esquenta o corpo e faz bem pra saúde, bem colorida e cheia de vitaminas. E desta vez com um toque bem especial de uma carne ao molho de tomate e ao vinho.



Os legumes (abóbora, cenoura e alho-poró) vieram da feira, onde eu comprei direto dos produtores lá pra casa. Isso é garantia de produto fresco e da época, na sua melhor forma.

Ingredientes:
1kg de abóbora
300g de cenoura
1 alho-poró (parte branca)
6 tomates (reaproveitamento, eu usei somente as sementes, a polpa foi parar neste petisco Pan con Tomate)
caldo de carne (caseiro, ver receita aqui ou 1 cubo dissolvido em água fervente, o quanto baste)
azeite
sal, pimenta do reino

Refogar o alho-poró cortado em rodelas no azeite até murchar. Juntar os legumes cortados, o caldo de carne até cobrir os legumes e deixe cozinhar. Quando estiver macio, passar no mixer ou no liquidificador e voltar à panela.

Para incrementar esta sopa, eu juntei 300g desta carne desfiada ao molho de tomate e vinho. Acrescentei na sopa cremosa (já batida no liquidificador), e voltei ao fogo até ferver. E ele deu um gosto mais do que especial a esta sopa.


Este mesmo molho eu usei para acompanhar o meu nhoque de batata caseiro. Sobrou bastante molho (fiz em grande quantidade para sobrar mesmo), e agora estou usando o que sobrou (já disse, mas repito: ele ficou uma delícia!).

Temperei a sopa com sal e pimenta do reino e servi com um molho de pimenta (para quem gosta, claro).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Carne desfiada ao vinho ou ragu de carne ao vinho

Uma bela receita de origem italiana. O nome ragu é usado para denominar um molho de carne cozida lentamente, em fogo baixo, tradicionalmente usado para ser servido com massas. O nome é italiano, tudo bem. Mas em qualquer país existe o tal molho de carne que é cozido lentamente.



Eu gosto de juntar vinho tinto ao molho da carne, acho que ele deixa um sabor diferente, o molho fica mais encorpado e a cor é mais atraente.

Ingredientes:
1k de carne (usei paleta) em pedaços grandes
200g de bacon picado
400mL de vinho tinto
2 latas de tomates pelados (800g ou 8 tomates)
2 cebola picadas
louro, tomilho
caldo de carne (caseiro ou 2 cubos)
óleo ou azeite

Cortar a carne em pedaços grandes. Levar uma panela grande ao fogo com óleo ou azeite. Quando o óleo estiver quente, selar a carne, dourando os pedaços de um lado, virando e dourando do outro. Reservar a carne. Na mesma panela, colocar o bacon picado. Remover o excesso de gordura que se formar e deixar dourar. Juntar a cebola e deixar dourar. Colocar a carne de volta na panela, molhar com o vinho tinto e juntar os tomates, o louro e o tomilho. Acrescentar os cubos de caldo e, se precisar, juntar água fervente até cobrir a carne (eu juntei só um pouquinho de água para aproveitar o restinho das latas de tomate pelado). Quando ferver, baixar o fogo e deixar cozinhar na panela tampada por pelo menos 1h (eu deixei umas 2h, e fiz na véspera, assim o molho fica mais apurado).
Depois da carne cozida, retirar os pedaços de carne do molho, desfiá-la e colocá-la de volta no molho.


Este molho é perfeito para servir com massas, polenta ou mesmo purê de batata. Eu servi com nhoque caseiro, que eu mostrei neste post aqui. E como eu fiz em grande quantidade (fiz de propósito para sobrar), vou mostrando aos poucos as outras receitas com ele.

O cheiro deste molho apurando no fogo é simplesmente divino!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Tag: 10 perguntas

Esta semana começou bem! Recebi um gesto de carinho da Solange, do blog Sol Pâtisserie. Um tag que consiste em responder 10 perguntas e indicar 10 blogs para fazer o mesmo.

1. Como escolheu o nome do blog?
O nome do blog é uma referência a uma frase que me marcou muito em um certo momento da minha vida, e de lá pra cá eu continuo achando que ela é uma fonte de inspiração.

"O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas".
William George Ward 

2. Quanto tempo se dedica ao blog?
Eu me dedico às minhas receitas mais ou menos 2h por dia, alguns dias mais, outros menos. Faço almoço para levar para o trabalho, e janto em casa. Por isso estou sempre cozinhando.

Ao blog em si, eu dedico umas 3h por semana, às vezes mais, o tempo de escrever, editar as fotos, etc.

3. Já teve problemas com comentários anônimos no blog?
Não aceito comentários anônimos e excluo spam.

4. Você se inspira em outro blog?
Em vários! São tantos blogs lindos, que temos mais é que aprender com eles. Muitos blogs me inspiram pela qualidade das fotos e pela temática (alimentação saudável, por exemplo).

5. Quanto tempo está na blogosfera?
Desde 2008, mas como blog de culinária desde setembro/2011.

6. Qual blog visita todos os dias?
Procuro visitar os meu "blogs vizinhos" dos quais eu sou seguidora, desde que um post me chama a atenção.

7. Quantos blogs visita todos os dias?
Não tenho ideia. Os que me agradarem. Mas final de semana pra mim é sagrado, longe do computador.

8. Quantos livros lê por mês?
Depende do tamanho do livro, mas quando acabo um, começo outro. Não fico muito tempo sem ler.

9. Já ficou sem inspiração para postar? Como superou isso?
O que me faltou foi inspiração para cozinhar. Mas alguns minutos na cozinha olhando para os ingredientes disponíveis foram suficientes para resolver o problema.

10. Pretende mudar algo no blog em 2013?
Não tenho planos específicos. Procuro cada vez mais melhorar o conteúdo do blog, e não simplesmente fazer do blog o retrato da minha mesa. Com isso eu melhoro também os pratos que eu preparo.


Segundo as regras do tag, tenho que repassá-lo para 10 blogs com menos de 200 seguidores. Acabei achando 11 blogs. Deixo aqui o tag, fiquem à vontade para responder ou não. E qualquer outro blog que queria participar, fique à vontade!

Marlene, Da panela para o coração

Joana, Entre tachos e sabores

Marta, Charla na Cozinha

Nina, Nina Cozinha Simplesmente

Ysandra, Virando Comida

Oslaine, Fazendo Arte

Catarina, A cozinha das Kinhas

Susana, Tertúlia da Susy

Selma, Das coisas que vejo e gosto

Mary, Assim sou eu, de tudo um pouco e nada sem ninguém

Rafaela, Cantinho Rafa

Boa semana para todos.

Bolo tatin ou bolo invertido de maçã

Para a BC deste mês, a fruta escolhida é a maçã. E eu gosto muito de usar maçãs cozidas nas sobremesas, ver as maçãs caramelizadas com chocolate, por exemplo.

Aproveitei uma receita que eu já fiz aqui, e que foi um sucesso lá em casa, este bolo invertido de nectarina, e fiz um bolo invertido de maçã, ou um "bolo tatin". A historia da verdadeira "Tarte Tatin" eu publiquei aqui.


Usei:
4 maçãs
suco de 1 limão
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de água
canela em pó

Numa forma, colocar o açúcar e a água para caramelizar (eu coloquei a forma direto no fogo). Quando o açúcar tiver formado uma calda espessa, arrumar na forma as maçãs descascadas e sem caroços, cortadas em 8 (reservar as cascas), formando uma rosácea. Se sobrar maçãs, picá-las e dispor por cima. Salpicar um pouco de canela em pó e deixar no fogo baixo alguns minutos.


Para o bolo de iogurte:
2 potes de iogurte (2x125g - usar um pote como medida)
1 pote de óleo
2 potes de açúcar
3 potes de farinha de trigo
4 ovos
1 colher de sopa rasa de fermento (1 sachê)
1 colher de chá de extrato de baunilha
 
Enquanto isso, preparar o bolo. Misturar o iogurte, o óleo, os ovos e o açúcar, batendo bem com um fouet (batedor de arames). Juntar a farinha de trigo aos poucos, mexendo sempre. No final, juntar a baunilha e o fermento.

Despejar a mistura na forma com as maçãs. Levar ao forno até assar (fazer o teste do palito). Aguardar alguns minutos e desenformar o bolo ainda quente, para o caramelo e as maçãs não grudarem na forma.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Peixe espada e batatinhas ao pesto

Este prato de hoje não é uma receita. Mas eu queria mostrar assim mesmo porque muitas vezes ingredientes de boa qualidade não precisam de muita transformação para virar um prato chique, digno de mesa para convidados, ou aquele almoço caprichado de domingo.

Este é o caso deste peixe espadarte fresco, que tem a carne tão saborosa que bastou temperar com sal e pimenta do reino. Depois, ele foi grelhado com um fio de azeite numa chapa quente, tipo grelha, com o fundo grosso. O peixe veio direto do mercado, que eu fui no mesmo dia pela manhã.


E para servir, nada mais do que batatinhas, daquelas pequenas e que tem a pele bem fininha. Elas são tão saborosas e cozinham tão rápido, que alguns minutinhos no vapor são suficientes para que elas fiquem macias. Depois, salteei-as na panela do peixe com uma colher de sopa de molho pesto, sem juntar mais gordura, até que a pele ficasse dourada.

Para o molho pesto, mostrei esta receita aqui, se bem que desta vez eu usei um comprado pronto.

Esta receita participa da Blogagem Coletiva Comer Bem para Viver Melhor. Legume da semana: batata.


Organização da BC  Comer bem para viver melhor: eu mesma Kati, a Josy, a Ana Cláudia e a Margarida, em campanha para uma alimentação mais saudável.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Nhoque de abóbora que não deu certo

Este daqui eu preciso compartilhar com vocês.

Depois de eu ver várias receitas de nhoque de abóbora ( a do blog Na Minha Panela, a do blog Pecado da Gula, a do Gourmet et Gourmand, ou a mais recente do Cantinho Virtual da Nina), e ainda entusiasmada com o sucesso do meu nhoque de batata, resolvi fazer.

Domingo fui no mercado e comprei um pedaço bem bonito de abóbora. Esta semana, chegando em casa depois do trabalho, resolvi preparar o tal nhoque.

Quando eu cortei a abóbora para descascar, percebi que ela era daquele tipo "fiapenta", sabe? Cheia de filamentos, não somente na parte das sementes, mas ele toda, até chegar na casca, era assim! Resolvi cozinhar mesmo assim, e deixar o receio de lado.

Quando ela cozinhou, e eu fui espremer, não saiu nada pelo meu espremedor de batatas. Nada além de água. Os filamentos ficaram retidos no espremedor... Foi ai que eu comecei a pensar que a receita de nhoque não ia dar certo.

Mas como eu sou teimosa, tentei mesmo assim! Juntei 1 ovo, sal, noz moscada ralada na hora e comecei a juntar a farinha de trigo aos poucos.

Na verdade eu tinha até esperança que desse certo, e que eu finalmente tivesse encontrado uma receita para usar esta tal de abóbora "fiapenta"!


Mas depois de juntar meio quilo de farinha de trigo, e a massa não mudou em quase nada do ponto inicial, eu me dei por vencida. A massa estava cada vez mais elástica, mole e sem nenhuma cara de nhoque.


Ainda fiz uma tentativa frustrada de fazer croquetes, juntei um pouco de sal e de tomilho. Vocês já devem ter percebido que eu detesto estragar alimentos. Mas a danada da massa não queria nada comigo! Não deu certo de jeito nenhum!

Os filamentos da abóbora não ajudaram em nada. Deixo aqui a dica para quem quiser se aventurar na cozinha com o nhoque de abóbora: nunca usem este tipo de abóbora! Da mesma forma que para nhoque de batata deve-se usar a batata do tipo que se esfarela, mais seca, para o nhoque é a mesma coisa. A abóbora deve ser de um tipo carnuda, que fique bem em purês.

E peço ajuda, se alguém conhecer esta tal abóbora (tenho certeza que ela deve atender por algum nome estranho, que eu desconheço), peço o favor de me dizerem como identificá-la e principalmente, se ela tem salvação (leia-se receita ou uso culinário).

Nhoque de batata caseiro

Eu gosto muito de cozinhar, mas eu não gosto de receitas complicadas, demoradas ou com muitas etapas (como pães e massas caseiras). Por isso, demorei muito para me laçar nas receitas de pão caseiro, pois eu pensava que era muito demorado e trabalhoso. Depois que eu fiz esta receita de pão branco simples, que foi realmente um pouco demorado (o tempo da massa crescer), mas não deu trabalho nenhum, eu resolvi mudar de atitude.

Agora eu resolvi deixar a preguiça e as opiniões formadas de lado e me lançar na confecção de ... nhoque caseiro. Alguns de vocês vão me dizer que é fácil, e que não dá trabalho. Mas só fazendo para comprovar isso! E para dar o primeiro passo, precisamos de coragem.



Eu segui a receita e as dicas deste blog de culinária (todas as receitas estão em francês e em italiano), cuja autora já publicou um livro sobre receitas italianas, sua especialidade. Ela faz massas caseiras, recheios, comidas de rua e sobremesas como ninguém! Tudo muito bem explicado. Uma autora de confiança mesmo.

Além disso, eu resolvi usar uma outra dica da Tatiana, do blog Panelaterapia, para cozinhar as batatas no micro-ondas. Adorei.

As dicas dos experts para a preparação:
  • usar batatas do tipo que se esfarelam, próprias para fazer purê, pois elas contêm pouquíssima água
  • cozinhar as batatas com casca em água, ou descascadas e cortadas em pedacinhos no vapor ou no micro-ondas (dica da Tatiana) dentro de um saco de congelação furado;
  • espremer as batatas ainda bem quentes;
  • esperar que as batatas estejam mornas para juntar a farinha de trigo e o ovo;
  • incorporar primeiro metade da farinha de trigo, depois o restante aos poucos para saber o quanto é absorvido pelas batatas (pode-se usar um pouco mais ou um pouco menos de farinha)
  • cozinhar os nhoques em água salgada e fervente, e retirar do fogo quando eles estão boiando, com uma escumadeira;
  • fazer os seus nhoques você mesmo, os comprados prontos nunca serão tão bons quanto os feitos em casa. Simplesmente porque os nhoques crus não se conservam bem. Para que eles durem mais tempo e para que eles não grudem, os fabricantes tendem a usar muito mais farinha de trigo, o que os deixa duros e elásticos. Mesmo nos restaurantes é melhor perguntar se eles são feitos por eles mesmos ou comprados prontos (o que é o caso na grande maioria das vezes);
  • opcional: fazer risquinhos no nhoque com um garfo ou com um utensílio de madeira próprio para massas. O objetivo dos riscos é de fazer com que o nhoque absorva mais molho.
Francamente, eu acho que é puramente estético. Mas é bonito, e é super fácil de fazer. Eu achei que não iria fazer, que seria muito complicado. Mas quando eu fiz o primeiro e que funcionou, me empolguei para fazer o restante.
Quem não tem utensilio de madeira, como eu, basta usar um garfo ao contrário, a parte convexa virada para cima. Apoiar o garfo na mesa, pegar uma bolinha de nhoque, colocá-la na parte mais alta do garfo e apertá-la levemente, fazendo-a escorregar pelas costas do garfo, até o final. Olha este vídeo aqui para entender melhor.

Eu percebi que as massa é mais maleável, e portanto os riscos ficam mais aparentes, quando a massa está morna. Quanto mais a massa esfria, mais dura ela fica, e os riscos não ficam tão bons.

Para a conservação:
  • o ideal é preparar os nhoques, deixar em repouso uns 10-15 minutos (nunca mais do que 1h), bem separados, sobre um pano de prato enfarinhado (eu usei um papel manteiga) e cozinhá-los por alguns minutos no momento de cozinhar.
Ou seja, fazer e comer imediatamente. O molho já deve estar pronto, quente, fumegante para receber as bolinhas, os pratos na mesa, tudo arrumado.
  • O melhor da receita para mim: os nhoques podem ser congelados!
Melhor, porque fazer nhoque com 1kg de batatas e comer tudo em uma refeição, pelo menos aqui em casa, é impossível!
  • Para congelar: colocar os nhoques em um prato coberto com papel manteiga (eu usei uma assadeira grande), cobrir com papel filme e levar ao congelado por algumas horas. Depois, colocar tudo em sacos de congelação e consumir aos poucos.
  • Na hora de cozinhar, basta mergulhar os nhoques em água fervente ainda congelados.

Os molhos:
  • os mais simples, como manteiga de ervas, molho de tomate simples, um molho bolonhesa, molho de legumes, de peixe, ou mesmo à base de queijo derretido, ou um molho pesto... lembrando que os molhos devem ser mais líquidos para que o prato não fique seco.

Os ingredientes:
1kg de batatas
300g de farinha de trigo (um pouco mais ou um pouco menos) + farinha para polvilhar na mesa
1 ovo
sal, noz moscada

Cozinhar as batatas (eu descasquei, cortei em pedacinhos e cozinhei 5 minutos no micro-ondas na potência máxima dentro de um saco de congelação todo furadinho, aguardei 2 minutos, vi que elas ainda estavam duras. Coloquei mais 2 minutos e foi o suficiente, mas alguns pedacinhos ficaram duros, eu deveria ter deixado 1 ou 2 minutos a mais).


Espremer as batatas (eu usei um utensílio manual, que já existia na casa da minha avó, e que eu comprei numa feira livre no Brasil) dentro de uma tigela (dizem para fazer numa mesa, mas como eu não tenho espaço para essas coisas, fiz dentro da tigela). Esperar amornar.


Juntar 1 ovo inteiro, sal, noz moscada e a metade da farinha de trigo. Acrescentar aos poucos o resto da farinha, à medida em que a massa for sendo trabalhada (eu não sabia qual era o ponto "ideal", mas senti que a massa foi ficando mais elástica, lisa, desgrudou das mãos, depois da tigela, e ficou no ponto de fazer bolinhas. Eu usei um pouco menos de 300g de farinha).


Com a massa pronta, fazer rolinhos, cortar em pedaços. Se quiser, pode parar por aqui. Para quem quiser fazer os risquinhos, enrolar cada pedacinho na mão (feito brigadeiro), e passar nas costas de um garfo. Arrumar todos os nhoques em uma superfície com papel manteiga, bem separados, polvilhados com farinha.

Para cozinhar: mergulhar os nhoques delicadamente (com a escumadeira) em água salgada fervente. Retirar da panela quando eles começam a boiar e jogar diretamente no molho.

Esta receita participa da Blogagem Coletiva Comer Bem para Viver Melhor. Legume da semana: batata.


Organização da BC  Comer bem para viver melhor: eu mesma Kati, a Josy, a Ana Cláudia e a Margarida, em campanha para uma alimentação mais saudável.




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sopa de batata e brócolis

Mais uma sopa que apareceu aqui em casa. Ultimamente, tenho variado a sopa em creme com pedaços de legumes, o que a deixa mais atrativa aos olhos. Desta vez, me inspirei nesta receita da Cláudia Lima, do blog Magia na Cozinha. Ela colocou pedaços de brócolis na sopa, cozidos à parte, e me deixou com água na boca.



No entanto, fiz uma sopa com menos legumes, de forma mais simples. Eu só tinha batata e brócolis, além de aromáticos como cebola, alho e ervas. Um dia desses, a Marisa Vlasic do blog Terapia do Sabor publicou uma sopa bem parecida com esta, vale a pena conferir o blog dela.

Ingredientes:
600g de batatas
500g de brócolis
(pode juntar cenoura, nabo, abóbora, os legumes que desejar)
1 cebola grande
3 dentes de alho
1L caldo de frango caseiro (ver receita aqui) ou 1 cubo dissolvido em 1L de água fervente
ervas (usei cebolinha, salsa e orégano frescos da minha horta)
azeite
sal, pimenta do reino

Separar todas as flores do brócolis dos talos e das folhas verdes bonitas (eu descarto o mínimo indispensável, e uso folhas e talos na sopas). Cozinhar as flores no vapor por 10 minutos.
Enquanto isso, cortar os talos do brócolis e as batatas em cubos. Refogar a cebola e o alho em um fio de azeite. Juntar os talos de brócolis e as batatas, juntar o caldo de frango e deixar cozinhar por 30 minutos. Passar a sopa no mixer (ou no liquidificador). Juntar as flores de brócolis cozidas e servir quente.


Esta receita participa da Blogagem Coletiva Comer Bem para Viver Melhor. Legume da semana: batata.


Organização da BC  Comer bem para viver melhor: eu mesma Kati, a Josy, a Ana Cláudia e a Margarida, em campanha para uma alimentação mais saudável.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Gratin Dauphinois ou batata gratinada

Gente, eu estou muito feliz com esta BC deste mês. As receitas que apareceram por aqui até agora foram deliciosas, e eu certamente vou reproduzir algumas. Pena que a BC caiu bem no carnaval, e tenho certeza que muitas pessoas estão ausentes, seja na folia, seja descansando em algum lugar tranquilo. Agora eu apresento a vocês a minha segunda receita.

O gratin dauphinois (lê-se "gratã dofinoá") é a batata gratinada francesa, feito com batatas e creme de leite. Na versão mais moderna e melhorada, as batatas são cobertas com queijo antes de serem levadas ao forno para gratinar.

Na França, o gratin dauphinois também é chamado de Crédit Lyonnais ou ainda de pommes de terre à la dauphinoise. Ele foi mencionado oficialmente na história em 1788 num jantar oferecido pelo duque de Clermont-Tonnerre, que era o tenente general da região do Dauphiné (cujo brasão apresenta um golfinho = dauphin, em francês).

Este prato é conhecido em inglês como gratin style potatoes. A minha receita veio deste site de culinária tradicional francesa.


Ingredientes:
1kg de batatas descascadas e cortadas em rodelas não muito finas (não lavar as batatas depois de descascadas)
500mL de leite
sal, noz moscada
1 dente de alho
manteiga
200mL de creme de leite fresco
queijo para gratinar

Descascar as batatas e cortá-las em rodelas. Cozinhá-las durante 15 minutos em fogo baixo numa panela com leite, sal e noz moscada. Cortar um dente de alho ao meio, esfregar as paredes de uma travessa com o lado cortado. Untar a travessa com manteiga. Escorrer as batatas do leite. Arrumar metade das batatas na travessa, regar com creme de leite, colocar a metade do queijo. Dispor o resto das batatas, regar com creme de leite e colocar o resto do queijo. Levar ao forno para dourar.


O meu gratin dauphinois foi devorado antes que eu pudesse tirar uma foto. Mas fica aqui registrada a minha receita.

Esta receita participa da Blogagem Coletiva Comer Bem para Viver Melhor. Legume da semana: batata.


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