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terça-feira, 30 de abril de 2013

Salada de macarrão com legumes marinados para um pique nique

Por aqui a primavera começou a dar seus sinais. O sol começou a brilhar, o casaco grosso de inverno já foi abandonado, e é tempo de sair para saudar o sol.

Foi o que eu fiz no domingo. Fui passear na beira do rio Sena perto de Fontainebleau (tem um castelo belíssimo por lá, no estilo do Castelo de Versalhes), andar um pouco pela floresta, respirar ar puro... e fazer um pique nique.

Para isso, na véspera eu preparei umas comidinhas leves para levar. Fiz o bolo caprese que eu mostrei aqui (bolo simples de iogurte, mas salgado, com molho pesto, tomate seco e queijo), e preparei esta salada de macarrão com legumes marinados. De sobremesa, fiz um brownie de chocolate com nozes, que mostro amanhã.

A salada ficou bem leve, saborosa, com cara de verão mesmo. Alimentou bem, sem nos deixar pesados.


Ingredientes:
1 berinjela
2 abobrinha
1 pimentão vermelho
1 pimentão amarelo
50g de azeitonas
200g de queijo feta (pode ser qualquer outro queijo branco)
50g presunto cru (opcional, pode ser presunto cozido)
200g de massa curta cozida (usei gravatinha - farfale)

Molho vinagrete:
2 colheres de sopa de azeite
4 colheres de sopa de vinagre balsâmico
tomilho desidratado
sal, pimenta do reino

Na véspera:
Descascar as abobrinhas e as berinjelas e cortá-las em fatias (cortar as abobrinhas em fatias grossas para que não desmanchem). Cortar os pimentões em fatias. Arrumar os legumes em uma assadeira coberta com papel manteiga, de forma que eles não fiquem sobrepostos. Arrumar de tal forma que as fatias de pimentão fiquem com a casca para cima. Regar tudo com um leve fio de azeite e levar ao forno para assar.
Retirar os legumes do forno quando a pele do pimentão estiver escura e enrugada. Colocar o pimentão num recipiente tampado por 10 minutos. Abrir o recipiente e retirar a pele do pimentão (desta forma, a pele sai facilmente). Colocar todos os legumes frios no recipiente, juntar as azeitonas, o queijo feta em cubos. Em uma tigelinha, misturar o azeite, o vinagre, o tomilho, o sal e a pimenta do reino. Regar os legumes com o molho vinagrete e deixar na geladeira de um dia para o outro.


No dia:
Cozinhar o macarrão (usei massa curta, gravatinha) para que fique "al dente". Passar na água fria para interromper o cozimento. Misturar o macarrão com os legumes, acrescentar pedaços de presunto (usei presunto cru) e misturar tudo delicadamente. Voltar à geladeira. Servir frio.

Este prato pode ser feito para um pique nique, ou para levar na marmita para o trabalho.


terça-feira, 16 de abril de 2013

Macarrão com brócolis e bacon

Mais uma receita deliciosa com brócolis,  que é o legume do mês da nossa BC Comer bem para viver melhor. O bacon vem dar um sabor delicioso ao prato, junto com o molho branco.

Esta receita eu fui buscar no blog Panelaterapia, que todo mundo conhece. Eu confirmo que ficou delicioso.



Ingredientes:
brócolis (usei um maço de 500g, separei as flores para esta receita, usei os talos em outra receita)
200g de bacon magro picado
1 cebola picada
300 de macarrão (usei massa curta integral)
queijo para gratinar (usei 1 bola de muçarela em fatias)
farinha de rosca misturada com ervas e queijo parmesão ralado (como eu usei neste peixe com crosta aromática)

Ingredientes para o molho branco (molho bechamel):
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de farinha de trigo
500mL de leite
sal, pimenta do reino, noz moscada

Cozinhar o brócolis (somente as flores) em água com sal. Escorrer. Cozinhar o macarrão na mesma água. Misturar o brócolis com o macarrão num refratário.
Na mesma panela, refogar o bacon até dourar. Escorrer a gordura e juntar a cebola picada. Deixar dourar a cebola. Dispor o bacon e a cebola por cima do macarrão e do brócolis.
Na mesma panela, fazer um molho branco com manteiga, farinha de trigo e leite. Temperar com noz moscada, pimenta do reino e sal. O molho vai ganhar o sabor do bacon, sabe aquele restinho que ficou grudado na panela?


No refratário, cobrir tudo com o molho branco. Cobrir com queijo, depois com a farinha de rosca misturada com o queijo ralado, e levar ao forno até ficar dourado por cima.



 

Organização da BC  Comer bem para viver melhor: eu mesma Kati, a Josy, a Ana Cláudia e a Margarida, em campanha para uma alimentação mais saudável.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sopa de legumes com ravióli

O que fazer com talos de brócolis, que não são aproveitados nas receitas? Eu guardo todos eles (congelo), picadinhos e cozidos rapidamente em água com sal, e uso quando vou fazer uma sopa. Serve tanto quando os legumes são picadinhos, quanto quando a sopa é cremosa, passada no liquidificador.

E como brócolis é o legume deste mês da nossa BC Comer bem para viver melhor, vou mostrar uma sopa de legumes caprichada, onde eu uso os talos picadinhos junto com outros legumes e alguns raviólis, que fazem lembrar os pratos italianos.

Para esta sopa eu usei caldo de galinha caseiro, que dá um sabor muito melhor do que o caldo de tablete. Recomendo fazer um dia antes um bom caldo caseiro (ver receita aqui o caldo de galinha), e depois usá-lo para a sopa, e outras receitas. Ele pode ser congelado e usado depois. Se quiser, pode usar caldo de legumes, ou de carne.

Esta sopa eu vi no site Danada da Nanda, que é uma fornecedora de marmitas na região de São Paulo e Sorocaba. As marmitas são feitas por ela mesma, com quase ou nada de gordura, ingredientes saudáveis e pratos equilibrados. Nunca tive a oportunidade de provar as comidas dela, porque eu não moro na região. Mas o fato é que eu comecei a observar as opções existente no cardápio da Nanda e me inspirar para compor o meu próprio cardápio em casa, e as minhas marmitas que eu levo para o trabalho.

Esta sopa apareceu um dia no cardápio da Nanda, e eu fiquei curiosa para fazer em casa. Os legumes picadinhos, o caldo caseiro e a massa recheada formam uma bela refeição, perfeita para os dias frios. Por minha conta, eu acrescentei um fio de azeite de boa qualidade, e um bom punhado de queijo parmesão ralado na hora (porque alguns daqueles de saquinho não merecem ser chamados de parmesão). Posso garantir que este pequeno detalhe faz uma diferença enorme no sabor da sopa.


Para 4 porções:
2L de caldo de galinha caseiro (ver receita aqui)
1 cebola picada
3 cenouras pequenas picadas
2 batatas picadas
talos de 2 brócolis picados
1 abobrinha picada
200g de tomates pelados (meia lata)
300g de ravióli de boa qualidade (eu usei um recheado com queijo, tomate e manjericão)
sal, pimenta do reino
queijo parmesão
azeite

Refogar a cebola em um fio de azeite. Juntar os legumes picados, os tomates pelados amassados com o garfo e o caldo. Deixar cozinhar em panela tampada e fogo médio até que os legumes fiquem bem macios. Quando estiver pronto, coloque os raviólis no caldo, deixe cozinhar durante o tempo indicado na embalagem. Servir sem demora para a massa não abrir e se misturar com a sopa.


Na hora de servir, regar a sopa com um bom azeite e umas lascas de queijo parmesão de boa qualidade ralado na hora. Ficou uma sopa muito saborosa e nutritiva.



 

Organização da BC  Comer bem para viver melhor: eu mesma Kati, a Josy, a Ana Cláudia e a Margarida, em campanha para uma alimentação mais saudável.



quinta-feira, 28 de março de 2013

Massa com frango, berinjela e tomate seco

Faz tempo que eu não comia uma boa massa. Esta aqui foi o casamento perfeito do saboroso com o saudável. Gosto de juntar legumes aos pratos de massa, não para disfarçar o gosto dos legumes (se bem que para algumas pessoas esta técnica é bem útil), mas simplesmente com o objetivo de consumir mais legumes. Do mesmo jeito que fazemos arroz com legumes, por que não fazer com massas também?

Desta vez usei berinjela grelhada, tomate seco e cebola roxa. E um pouco de ricota para deixar tudo bem cremoso. O prato me fez lembrar as dietas do Mediterrâneo, com os legumes do sol. Acho que foi mesmo a vontade que o sol apareça!


Ingredientes para 3 porções generosas:
300g de massa (usei gravatinha)
250g de frango (usei filé de peito) cortado em fatias ou em cubos
1 berinjela cortada em rodelas
1 cebola fatiada (usei cebola roxa)
alguns tomates secos (os meus era conservados no óleo)
125g de ricota cremosa (pode ser requeijão, cream cheese)
ervas de provença (alecrim, tomilho, orégano, manjericão)
sal, pimenta do reino
azeite

Cortar a berinjela em rodelas, dispor uma camada numa peneira, salpicar sal, colocar outra camada de berinjela, salpicar sal, até terminar a berinjela. Deixar em repouso uns 20 minutos.
Cozinhar a massa "al dente" em bastante água com uma pitada de sal.
Cortar a cebola em fatias. Levar para grelhar numa chapa de ferro, ou frigideira de fundo grosso com um fio de azeite. Reservar. Enxugar a berinjela com um papel toalha. Grelhar na mesma panela que a cebola, dos dois lados, sem juntar mais azeite (porque quanto mais azeite você usar, mais a berinjela vai absorver). Reservar. Na mesma grelha com mais um fio de azeite, juntar o frango. Quando estiver dourado de um lado, virar para assar do outro lado. Salpicar sal, pimenta do reino e ervas de provença por cima. Desligar o fogo quando o frango estiver dourado de todos os lados.
Numa panela (pode ser a mesma onde a massa foi cozida), misturar a cebola e a berinjela (eu cortei as rodelas em pedaços menores) reservadas, juntar alguns tomates secos picados e o frango. Juntar a ricota, misturar tudo. Acertar o sal, a pimenta do reino e misturar com a massa cozida.


Servir quente, e se quiser, salpicar parmesão ralado por cima. Eu esqueci de comprar!


Esta massa ficou deliciosa e a mistura de legumes com frango, fez um prato completo e saudável. Este prato pode perfeitamente ser consumido frio, como uma salada, e é bom para levar na marmita.

terça-feira, 19 de março de 2013

Massa com salame e alho-poró

Vou apresentar hoje um prato de massa simples, mas muito saboroso. Daqueles que podem ser feitos rapidamente quando chegamos em casa com pressa e com fome, e para pessoas que apreciam a cozinha prática. Vi esta receita no blog da Oslaine, o Fazendo Arte.


Ingredientes:
500 gramas de macarrão (usei 100g)
3 colheres (sopa) de óleo (não usei)
200g de salame picado (usei 50g de chorizo espanhol suave)
*2 dentes de alho picados (juntei por conta própria)
2 xícaras de alho-poró picado (usei 1 xícara de chá, somente a parte branca)
sal e pimenta a gosto
1/2 limão espremido
queijo parmesão ralado a gosto

Cozinhar o macarrão, escorrer e reservar. Na mesma panela, colocar o salame picado (eu não juntei óleo, a gordura do próprio salame foi suficiente, e juntei o alho picado por minha conta). Juntar o alho-poró picado e deixar alguns minutos e refogue até que ele murche. Acerte o sal, junte a pimenta do reino e misture com o macarrão reservado e o suco de limão. Misture bem e sirva em seguida.


Receita simples e muito saborosa, do jeito que eu gosto. Se quiser, salpique queijo parmesão ralado por cima no momento de servir.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Nhoque de abóbora que não deu certo

Este daqui eu preciso compartilhar com vocês.

Depois de eu ver várias receitas de nhoque de abóbora ( a do blog Na Minha Panela, a do blog Pecado da Gula, a do Gourmet et Gourmand, ou a mais recente do Cantinho Virtual da Nina), e ainda entusiasmada com o sucesso do meu nhoque de batata, resolvi fazer.

Domingo fui no mercado e comprei um pedaço bem bonito de abóbora. Esta semana, chegando em casa depois do trabalho, resolvi preparar o tal nhoque.

Quando eu cortei a abóbora para descascar, percebi que ela era daquele tipo "fiapenta", sabe? Cheia de filamentos, não somente na parte das sementes, mas ele toda, até chegar na casca, era assim! Resolvi cozinhar mesmo assim, e deixar o receio de lado.

Quando ela cozinhou, e eu fui espremer, não saiu nada pelo meu espremedor de batatas. Nada além de água. Os filamentos ficaram retidos no espremedor... Foi ai que eu comecei a pensar que a receita de nhoque não ia dar certo.

Mas como eu sou teimosa, tentei mesmo assim! Juntei 1 ovo, sal, noz moscada ralada na hora e comecei a juntar a farinha de trigo aos poucos.

Na verdade eu tinha até esperança que desse certo, e que eu finalmente tivesse encontrado uma receita para usar esta tal de abóbora "fiapenta"!


Mas depois de juntar meio quilo de farinha de trigo, e a massa não mudou em quase nada do ponto inicial, eu me dei por vencida. A massa estava cada vez mais elástica, mole e sem nenhuma cara de nhoque.


Ainda fiz uma tentativa frustrada de fazer croquetes, juntei um pouco de sal e de tomilho. Vocês já devem ter percebido que eu detesto estragar alimentos. Mas a danada da massa não queria nada comigo! Não deu certo de jeito nenhum!

Os filamentos da abóbora não ajudaram em nada. Deixo aqui a dica para quem quiser se aventurar na cozinha com o nhoque de abóbora: nunca usem este tipo de abóbora! Da mesma forma que para nhoque de batata deve-se usar a batata do tipo que se esfarela, mais seca, para o nhoque é a mesma coisa. A abóbora deve ser de um tipo carnuda, que fique bem em purês.

E peço ajuda, se alguém conhecer esta tal abóbora (tenho certeza que ela deve atender por algum nome estranho, que eu desconheço), peço o favor de me dizerem como identificá-la e principalmente, se ela tem salvação (leia-se receita ou uso culinário).

Nhoque de batata caseiro

Eu gosto muito de cozinhar, mas eu não gosto de receitas complicadas, demoradas ou com muitas etapas (como pães e massas caseiras). Por isso, demorei muito para me laçar nas receitas de pão caseiro, pois eu pensava que era muito demorado e trabalhoso. Depois que eu fiz esta receita de pão branco simples, que foi realmente um pouco demorado (o tempo da massa crescer), mas não deu trabalho nenhum, eu resolvi mudar de atitude.

Agora eu resolvi deixar a preguiça e as opiniões formadas de lado e me lançar na confecção de ... nhoque caseiro. Alguns de vocês vão me dizer que é fácil, e que não dá trabalho. Mas só fazendo para comprovar isso! E para dar o primeiro passo, precisamos de coragem.



Eu segui a receita e as dicas deste blog de culinária (todas as receitas estão em francês e em italiano), cuja autora já publicou um livro sobre receitas italianas, sua especialidade. Ela faz massas caseiras, recheios, comidas de rua e sobremesas como ninguém! Tudo muito bem explicado. Uma autora de confiança mesmo.

Além disso, eu resolvi usar uma outra dica da Tatiana, do blog Panelaterapia, para cozinhar as batatas no micro-ondas. Adorei.

As dicas dos experts para a preparação:
  • usar batatas do tipo que se esfarelam, próprias para fazer purê, pois elas contêm pouquíssima água
  • cozinhar as batatas com casca em água, ou descascadas e cortadas em pedacinhos no vapor ou no micro-ondas (dica da Tatiana) dentro de um saco de congelação furado;
  • espremer as batatas ainda bem quentes;
  • esperar que as batatas estejam mornas para juntar a farinha de trigo e o ovo;
  • incorporar primeiro metade da farinha de trigo, depois o restante aos poucos para saber o quanto é absorvido pelas batatas (pode-se usar um pouco mais ou um pouco menos de farinha)
  • cozinhar os nhoques em água salgada e fervente, e retirar do fogo quando eles estão boiando, com uma escumadeira;
  • fazer os seus nhoques você mesmo, os comprados prontos nunca serão tão bons quanto os feitos em casa. Simplesmente porque os nhoques crus não se conservam bem. Para que eles durem mais tempo e para que eles não grudem, os fabricantes tendem a usar muito mais farinha de trigo, o que os deixa duros e elásticos. Mesmo nos restaurantes é melhor perguntar se eles são feitos por eles mesmos ou comprados prontos (o que é o caso na grande maioria das vezes);
  • opcional: fazer risquinhos no nhoque com um garfo ou com um utensílio de madeira próprio para massas. O objetivo dos riscos é de fazer com que o nhoque absorva mais molho.
Francamente, eu acho que é puramente estético. Mas é bonito, e é super fácil de fazer. Eu achei que não iria fazer, que seria muito complicado. Mas quando eu fiz o primeiro e que funcionou, me empolguei para fazer o restante.
Quem não tem utensilio de madeira, como eu, basta usar um garfo ao contrário, a parte convexa virada para cima. Apoiar o garfo na mesa, pegar uma bolinha de nhoque, colocá-la na parte mais alta do garfo e apertá-la levemente, fazendo-a escorregar pelas costas do garfo, até o final. Olha este vídeo aqui para entender melhor.

Eu percebi que as massa é mais maleável, e portanto os riscos ficam mais aparentes, quando a massa está morna. Quanto mais a massa esfria, mais dura ela fica, e os riscos não ficam tão bons.

Para a conservação:
  • o ideal é preparar os nhoques, deixar em repouso uns 10-15 minutos (nunca mais do que 1h), bem separados, sobre um pano de prato enfarinhado (eu usei um papel manteiga) e cozinhá-los por alguns minutos no momento de cozinhar.
Ou seja, fazer e comer imediatamente. O molho já deve estar pronto, quente, fumegante para receber as bolinhas, os pratos na mesa, tudo arrumado.
  • O melhor da receita para mim: os nhoques podem ser congelados!
Melhor, porque fazer nhoque com 1kg de batatas e comer tudo em uma refeição, pelo menos aqui em casa, é impossível!
  • Para congelar: colocar os nhoques em um prato coberto com papel manteiga (eu usei uma assadeira grande), cobrir com papel filme e levar ao congelado por algumas horas. Depois, colocar tudo em sacos de congelação e consumir aos poucos.
  • Na hora de cozinhar, basta mergulhar os nhoques em água fervente ainda congelados.

Os molhos:
  • os mais simples, como manteiga de ervas, molho de tomate simples, um molho bolonhesa, molho de legumes, de peixe, ou mesmo à base de queijo derretido, ou um molho pesto... lembrando que os molhos devem ser mais líquidos para que o prato não fique seco.

Os ingredientes:
1kg de batatas
300g de farinha de trigo (um pouco mais ou um pouco menos) + farinha para polvilhar na mesa
1 ovo
sal, noz moscada

Cozinhar as batatas (eu descasquei, cortei em pedacinhos e cozinhei 5 minutos no micro-ondas na potência máxima dentro de um saco de congelação todo furadinho, aguardei 2 minutos, vi que elas ainda estavam duras. Coloquei mais 2 minutos e foi o suficiente, mas alguns pedacinhos ficaram duros, eu deveria ter deixado 1 ou 2 minutos a mais).


Espremer as batatas (eu usei um utensílio manual, que já existia na casa da minha avó, e que eu comprei numa feira livre no Brasil) dentro de uma tigela (dizem para fazer numa mesa, mas como eu não tenho espaço para essas coisas, fiz dentro da tigela). Esperar amornar.


Juntar 1 ovo inteiro, sal, noz moscada e a metade da farinha de trigo. Acrescentar aos poucos o resto da farinha, à medida em que a massa for sendo trabalhada (eu não sabia qual era o ponto "ideal", mas senti que a massa foi ficando mais elástica, lisa, desgrudou das mãos, depois da tigela, e ficou no ponto de fazer bolinhas. Eu usei um pouco menos de 300g de farinha).


Com a massa pronta, fazer rolinhos, cortar em pedaços. Se quiser, pode parar por aqui. Para quem quiser fazer os risquinhos, enrolar cada pedacinho na mão (feito brigadeiro), e passar nas costas de um garfo. Arrumar todos os nhoques em uma superfície com papel manteiga, bem separados, polvilhados com farinha.

Para cozinhar: mergulhar os nhoques delicadamente (com a escumadeira) em água salgada fervente. Retirar da panela quando eles começam a boiar e jogar diretamente no molho.

Esta receita participa da Blogagem Coletiva Comer Bem para Viver Melhor. Legume da semana: batata.


Organização da BC  Comer bem para viver melhor: eu mesma Kati, a Josy, a Ana Cláudia e a Margarida, em campanha para uma alimentação mais saudável.




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Camarão ao molho picante

Este camarão ao molho picante é um prato que não pode faltar nos restaurantes chineses da França. Se a receita veio mesmo de lá ou se foi adaptada ao gosto ocidental, eu não posso dizer. Mas sei que para quem gosta de camarão e de emoções um pouco mais fortes, este prato é ideal. O molho não é picante a ponto de fazer você cuspir fogo, mas é ligeiramente apimentado. Claro que a quantidade de pimenta vai de acordo com o gosto de cada um, e pode mesmo ser omitida. O molho é saboroso mesmo sem pimenta.

E lembrando que este prato seria perfeito para apimentar um jantar do dia dos namorados, ou dia de São Valentim, comemorado dia 14 de fevereiro. E ainda dizem que o gengibre tem virtudes afrodisíacas. Que tal?

A Margarida, do blog Tachos vs Panelas, lançou um desafio para mandar uma receita para o dia de São Valentim, ou dia dos namorados. Aqui está a minha sugestão.



Na semana passada eu passei em um restaurante chinês e comprei estes camarões para, junto com um pouco de arroz feito em casa, fazer a minha marmita para o dia seguinte. O prato me agradou tanto que me deu vontade de fazer. Observei direitinho os ingredientes, e procurei uma receita parecida na internet. Achei que esta receita deveria ser semelhante.

Fiz somente metade da receita (que serve muito bem 2 pessoas). Usei:
500g de camarão inteiro (eu tirei cabeças e cascas, reservando as cascas para fazer um arroz de camarão)
1 colher de sopa de amido de milho (maisena)
1 colher de chá de óleo de gergelim
2 colheres de sopa de óleo
1 cebola picada em pétalas
1 pimentão vermelho picado
1 pimenta (usei molho de pimenta) (opcional)
um pedaço de gengibre
2 dentes de alho
(ou 1 colher de sopa desta pasta de alho e gengibre)
1 colher de sopa de vinagre de maçã ou de cidra
2 colheres de sopa de molho de soja
1 colher de chá de açúcar
1 colher de sopa de ketchup (não usei)

Colocar metade do óleo em uma panela tipo wok e levar ao fogo alto. Juntar os camarões e dourá-los, mexendo levemente durante alguns minutos. Reservar.
Baixar o fogo, colocar o restante de óleo na panela, juntar a cebola e deixar dourar. Juntar o pimentão, o alho e gengibre e o molho de pimenta. Refogar durante alguns minutos.
Numa tigela, misturar o vinagre de maçã com o óleo de gergelim, o açúcar, o ketchup e o molho de soja. Misturar bem até dissolver o açúcar e colocar a mistura na panela.


Para finalizar, juntar os camarões e refogar por mais alguns minutos. Servir bem quente.

Eu servi este prato com macarrão chinês cozido (tempo indicado na embalagem), e depois misturado ao molho. E umas castanhas de caju por cima deixaram o prato mais crocante.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Massa com anéis de lulas e camarão

Este é daqueles pratos que nos fazer apreciar uma comida simples e saborosa. Nada de macarrão com muito molho, nem prato com muita mistura. O principal da receita é sentir o sabor de cada um dos ingredientes. E quem gosta de frutos do mar vai se deliciar com este prato.

Bom saber: este prato se faz em menos de 20 minutos, e ainda por cima é bem leve!


Usei:
400g de camarão limpo (sem cabeça e sem casca)
200g de lula em anéis
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
azeite, o quanto baste
ervas frescas (usei cebolinha, salsa, orégano)
páprica doce
macarrão (usei massa curta, cotovelos, uns 300g)
rodelas de limão

Cozinhar a massa em bastante água com uma pitada de sal.
Dourar a cebola e o alho no azeite. Juntar o camarão e a lula, deixar dourar, salteando por uns 5 minutos. Juntar a páprica doce e misturar bem. Juntar o macarrão cozido, misturar tudo com mais um fio de azeite. Servir com rodelas de limão.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Fondue chinesa ou Hot Pot

Com algumas colegas de trabalho, cada uma de um lugar diferente (Brasil, França, China e Camarões), tentamos nos organizar para fazer uma comidinha uma vez por semana. Semana passada, fiz um prato brasileiro, o cuscuz nordestino, que fez sucesso entre elas. Desta vez foi a chinesa que nos fez um prato típico, a fondue chinesa (Hot Pot ou ainda fondue chinoise). Ela me deu algumas dicas, que eu compartilho com vocês.

A origem do nome em chinês, Huo Guo (火 锅 ), e é a sequência dos caracteres fogo (火 Huo) e panela (锅 Guo). Nada mais lógico para descrever o prato. Fonte.

Esta fondue consiste em fazer uma fondue de carnes e legumes cozidos num caldo de carne. Como de praxe, a panela com o caldo fica no centro da mesa, em cima de uma placa elétrica ou de um fogareiro, algo que mantenha o caldo aquecido.

As carnes e os legumes ficam à disposição de todos. Ao invés de cada um ter um garfo longo, como na fondue tradicional, a gente comeu de pauzinhos. Claro que com um garfo do lado, porque tinham coisas mais ...digamos...difíceis de comer, bem escorregadias. Cada um tem um pratinho e uma tigelinha para o molho. Uma escumadeira na panela ajuda todos a se servirem.


Para quem quiser, depois de comer as carnes e os legumes, pode-se tomar o caldo feito sopa, pois a esta altura ele ganhou o sabor dos alimentos que foram cozidos nele. Dizem também que a sopa no final da refeição ajuda na digestão. No final, já estávamos satisfeitas e não tomamos sopa, então guardei os restos e fiz uma bela sopa no dia seguinte.

Para as carnes, tudo é válido. Carne de boi, porco, cordeiro, ave, peixe, camarão, lulas, kani kama ou delícias do mar (tirar o plástico na hora de colocar na panela). As carnes são cortadas em fatias bem finas. O segredo é fatiar a  carne quando ela ainda está um pouco congelada (eu descongelei somente alguns minutos no micro-ondas, na função própria para descongelar, potência bem baixa).

Quem quiser, pode colocar também ovo para ser cozido, tradicionalmente "poché". Mas o melhor é cozinhar com casca por 5 minutinhos antes da refeição e colocar na mesa já descascados, para não fazer bagunça no caldo.

Coloca-se também uma variedade de verduras (brócolis, cenoura, alho-poró, batatas cortadas em lâminas, etc.). Alguns serão cozidos no caldo, outros serão consumidos crus. Algumas folhas de alface servem para fazer rolinhos com a carne, passando sempre no molho.

O molho usado é a base de amendoim e não se consome em nenhum outro prato chinês, somente na fondue. Nada mais simples. Basta diluir um colher de manteiga de amendoim com um fio de óleo de gergelim em duas colheres ou mais do caldo já quente.

Usei:
carne de boi (usar uma carne macia e em fatias finas para que não precise de muito cozimento)
carne de porco (usar sobrepaleta, ou copa, o equivalente ao acém do boi, uma carne mais gorda e saborosa)
camarão (comprei limpo, já sem cabeça e sem casca)
kani kama ou delícias do mar (sem o plástico)
alho-poró (cortei um pedaço da parte branca no sentido do comprimento e abri as folhas)
alface

alguns produtos encontrados em lojas chinesas:
1 embalagem de caldo para fondue chinesa (cuidado pois alguns sabores são bem picantes)
tofu (usar o seco e fresco, desde que firme o suficiente para pegar com o garfo)
cogumelos negros
bolinhas de carne e de peixe (tipo almôndegas)
alga verde em tirinhas
macarrão chinês transparente
quadradinhos de massa de arroz
pão de arroz (espécie de pão esponjoso, frito, que absorve o caldo da fondue até ficar quase submerso)
folhas de soja (não as folhas da planta, mas algo que parece uma folha de papel, feito de soja)

Os produtos tradicionais chineses eram bons, na sua maioria. Gostei muito do macarrão transparente, das algas, e da folha feita de soja, além do meus queridos cogumelos negros. Mas os bolinhos de carne e de peixe, os quadradinhos de arroz e o pãozinho esponjoso não me conquistaram. Se eu for fazer uma fondue desta sozinha, acho que não usarei nenhum destes últimos produtos.

O funcionamento é o seguinte: colocar o macarrão, as algas e a folha de soja dentro de uma tigela com água fria para hidratá-los. Colocar o caldo para fondue chinesa na água fria (cerca de 2 litros). Levar ao fogo até ferver e o caldo dissolver completamente.


Preparar o molho: Pegar umas colheradas de caldo quente e usar para dissolver a manteiga de amendoim, junto com o óleo de gergelim. Cada pessoa tem uma tigelinha com molho para molhar a carne e os legumes.

Na primeira rodada, geralmente sem carne, juntar os legumes (alho-poró e cogumelos), o macarrão, as algas, a folha de soja, os quadradinhos de arroz e os pãezinhos na panela. Quando ferver (como a minha placa elétrica não era forte o suficiente, levei ao fogão até ferver, depois trouxe de volta para a mesa), é hora de comer. Cada um retira o que quiser comer da panela, usando a escumadeira, e coloca no seu prato. Com os pauzinhos ou com o garfo, molhar o legume no molho e comer. Fazer o mesmo com o macarrão e as algas, que ficam muito saborosos depois de terem sido cozidos no molho.

Na segunda rodada, juntar as carnes (boi, porco, camarões, kani, bolinhas, etc.) no caldo e deixar cozinhar por alguns minutos. Quando estiver cozido, enrolar o pedaço da carne escolhida na folha de alface (usando as mãos mesmo!) e comer, molhando o rolinho no molho de amendoim.

Para o resto da refeição, cada um coloca o que quer na panela do caldo, e se serve o quanto quiser. Se precisar, colocar mais água quente no caldo para manter o nível dentro da panela. E de vez em quando, transferir o macarrão, as algas e as folhas de soja da panela com água fria para o caldo.

Esta refeição pode durar horas! Enquanto isso, todos conversam em volta da mesa. Um prato muito convivial e uma boa sugestão para receber os amigos.

O molho de amendoim foi um sucesso à parte! Simples e delicioso.

Quem não achar o caldo para fondue nas lojas chineses, pode usar (não vai ser o mesmo gosto, mas acho que resolve) uns 2 ou 3 cubos de caldo de carne tradicional, ou caldo caseiro.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Massa com frango e cogumelos ao molho de mostarda

Para os dias em que eu quero comer algo gostoso, mas sem passar horas na cozinha, eu opto por uma massa. Sem falar que rende bastante e combina com tudo.

Desta vez eu preparei uma massa com pedacinhos de frango, cogumelos frescos e fiz um molho bem caprichado, usando ricota, ao invés do creme de leite, e mostarda. Para quem gosta de comer bem e sem culpa.



Para 3 porções:
250g de massa (usei penne) cozida em bastante água com uma pitada de sal
3 peitos de frango em cubos
500g de cogumelos frescos (separar os pés dos chapéus, picar bem os pés e fatiar os chapéus)
1 cebola picada
2 colheres de sopa de óleo
1 colher de sopa generosa de mostarda de dijon
2 colheres de sopa de ricota (ou creme de ricota, ou creme de leite o quanto baste)
sal e pimenta do reino

Começar dourando a cebola no óleo. Juntar os pés do cogumelos bem picadinhos (o que vai perfumar o molho, e quando o cheiro delicioso de cogumelos se instalar na cozinha, você vai concordar comigo) e deixar dourar bem. Juntar o frango cortado em cubos e deixar dourar, virando somente quando ele estiver dourado na parte de baixo. Não mexer muito nesta hora, deixar o frango dourar tranquilamente. Se precisar, separar o frango em duas partes para dourá-lo por igual. Depois, juntar os chapéus do cogumelos fatiados, cobrir a panela e baixar o fogo, e mexer de vez em quando. Os cogumelos soltam bastante água, não é precisa juntar mais. Depois é só juntar a mostarda, misturar bem e deixar cozinhar tranquilamente por uns 5 à 10 minutos com a panela tampada e o fogo baixo, até o frango ficar macio. No final, juntar a ricota e desligar o fogo. Depois jogar na panela a massa cozida al dente e misturar tudo.

 

Gente, este prato deixou um cheiro delicioso na casa inteira. Se eu tivesse um queijinho parmesão em casa, teria colocado por cima, mas, sabe como é, volta ao lar, com armários vazios, a gente nunca lembra de comprar tudo. Mas somente assim já ficou delicioso.



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Canelone de frango, ricota e espinafre

Eu tinha massa de lasanha sobrando em casa desde que eu fiz esta lasanha com vegetais. Quando eu vi no blog da Mony os canelones com presunto e queijo, imaginei que eu iria fazer a mesma coisa!

Usei a ideia, mas mudei o recheio. Tinha um pouco de frango, de espinafre, então comprei um pacote de ricota e fui para a cozinha. Este prato fiz para receber umas amigas em casa, e elas adoraram!

Mas quem não adoraria? Um recheio bem suculento e leve ao mesmo tempo? Completei com molho branco (bechamel) e gratinei com um punhado de queijo emmental ralado por cima.



300g de lasanha em folhas largas
300g de frango cozido desfiado
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
100g de espinafre (usei congelado, eu só tinha 100g, mas pode ser mais)
250g de ricota

Refogar a cebola e o alho em um fio de azeite. Juntar o frango cozido desfiado e deixar dourar um pouco. Juntar o espinafre e mexer bem. Desligar o fogo. Juntar a ricota e misturar bem até formar uma pasta.


Cozinhar as folhas de lasanha em água com sal até que elas amoleçam e possam ser dobradas (enroladas) sem se quebrar. Recheá-las com a pasta de ricota, frango e espinafre e enrolar, formando os canelones.


Para o molho bechamel
500mL de leite
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa cheia de farinha de trigo
sal, pimenta do reino, noz-moscada

Levar ao fogo a manteiga numa panela. Quando derreter, juntar a farinha de trigo e mexer bem até que forme uma mistura dourada. Juntar o leite de uma só vez, mexendo sempre com um fouet (batedor de arames) para dissolver os grumos. Deixar ferver e baixar o fogo, mexendo sempre, até engrossar. Temperar com sal, pimenta do reino e noz-moscada. Este molho não deve ficar muito grosso. Dispor os canelones num refratário com um pouco de molho branco. Jogar o molho bechamel, colocar queijo por cima e levar ao forno para gratinar.


Minhas considerações: gostei muito do recheio, que ficou bem caprichado e "substancioso". O espinafre dá um toque verde, mas aposto que até quem não gosta de espinafre come e acha bom.
O prato rendeu muito, serviu bem 6 pessoas, com uns 300g de massa de lasanha crua.


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